Capítulo 68

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Cheguei em casa jogando a mochila no chão muito tonta sentindo aquilo novamente se acumulando dentro de mim. Eu não sabia o que fazer pra fazer parar, então me sentei na cama fechando e abrindo os olhos controlando a tontura, minha vista estava normal mas depois eu senti aquilo ficar mais forte de repente me fazendo engoli um grito de agonia e me encostei na parede abraçando meus joelhos com força cravando minhas unhas neles agora com a respiração descontrolada e muito acelerada como seu eu tivesse vindo correndo do rio até aqui.
Acha que pode me obrigar a ficar aqui muito tempo?
Não por favor.
Comecei a chorar com medo de ficar naquele estado de novo, eu não queria que isso acontecesse. Peguei o recado que jass deixou pra mim e reli o que estava escrito várias vezes repetindo a parte que ele pedia pra mim não ir atrás dele, eu sei que eu não quero ir atrás dele para machuca-lo. Eu sei exatamente o que vou fazer naquela cidade se eu chegar até ela. Por isso apertei com força aquele papel como se quisesse que ele me transmitisse o controle que precisava, eu não vou aguentar muito tempo o que vou fazer?
Não vai me prender aqui!! Eu vou sair um hora e você vai poder me impedir!
Não...
Não adianta.

———

Estava de noite e eu... Estava encolhida em um canto da parede da casa me escondendo no escuro como uma criatura das sombras selvagem. Eu prendia aquilo com força dentro de mim o máximo que conseguia chorando e arranhando meus joelhos e meus braços com minhas próprias unhas, fazendo marcas vermelhas porque eu tentava controlar o nível de força para não acabar me machucando sério. Estava fazendo isso porque ela me obrigava descontando sua raiva em mim por não deixar ela fazer o que queira comigo. Me senti um fantoche e mantinha o controle da minha mente lutando com ela tentando tomar posse do meu corpo.
Desiste logo sua idiota!
Não!
Rosnei mordendo minha boca depois como um protesto dela. Alguns segundos depois eu comecei a perceber que meu corpo estava ficando do meu lado e eu conseguir parar de me machucar sozinha. Olhei todos os lados confusa sem entender porque ela tinha parado de repente, mas me levantei dali e testei minhas pernas dando dois passos para frente. Mas de repente eu ouvi o grito dela agonizante dentro da minha cabeça me fazendo colocar as mãos nos ouvidos como se fosse adiantar alguma coisa, andei para trás e acabei batendo meu próprio corpo contra parede e depois corri até a porta totalmente descontrolada sem sentir mas nada além da vontade de ir até a cidade e saciar os desejos dela sem conseguir mais me conter.
Corria pela floresta respirando pesado me lembrando do caminho para cidade e fui naquela direção o mais rápido que conseguia quase não sentindo o chão nos meus pés. Atravessava as paredes de galhos grossos e espinhosos ignorando eles batendo no meu rosto e me ferindo. Tudo o que me importava agora era chegar até a cidade porque não aguento mais ficar presa!

Quando vi a estrada eu não parei de correr e seguir pela beirada até as casas mais próximas, mas quando cheguei lá, não tinha ninguém ao meu alcance e eu fiquei desesperada colocando as duas mãos na cabeça dando uma volta completa olhando cada canto da rua e dos becos procurando alguém mas tinha nada. Cadê aquele estrupadores idiotas que ficam por aí catando mulheres e jovens indefesas!?
...
Ouvir um grito masculino estranho longe mas eu conseguir identificar que era de um homem e estava com problemas, só me perguntas quais. Eu conseguir ver uma sombra estranha atrás de um pequeno prédio parecido com um loja, eu fiquei observando aquilo curiosa e atenta a qualquer outro barulho. Mas não aconteceu nada e eu resolvi andar até lá sem fazer barulho saindo do meio da rua. Quando estava na calçada eu parei e congelei quando escutei um outro barulho, dessa vez parecia que o humano estava sendo sufocado e eu pude escutar seu corpo caindo no chão, as sombras eram estranhas demais. Não parecia ter forma nenhuma, estava me deixando brava porque eu queria ter matado aquele humano primeiro.
Cheguei mais perto devagar e silenciosamente querendo saber o que tinha feito aquilo com aquele humano porque até agora não entendi nada. Mas não sentia medo, eu queria era fazer essa coisa pagar por ter feio isso na minha frente.
Mas quando eu cheguei perto do corpo do humano, algo se mexeu atrás de mim e eu senti meu corpo inteiro enfraquecer pelo medo. Me virei rápido e andei para trás até bater contra a parede de arames ficando sem poder fugir, aquilo se mexeu mais uma vez na escuridão e eu conseguir ver uma forma humana se levantando do chão como se tivesse vindo de um buraco do inferno e ficou me encarando de lá. Ainda não conseguia identificar mais tinha o corpo de um humano, algo me dizia que não era um.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora