Capítulo 94

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Fiquei nessa posição durante alguns segundos antes de eu perder a paciência e chutar ele de cima da cama fazendo ele rolar até o chão fazendo um barulho engraçado me provocando a rir alto e de um jeito escandaloso. Mas parei e segurei meu sorriso quando ele se levantou rápido e me olhou de uma forma que me fez ter certeza de que estávamos mesmo brigando por esse lençol incrivelmente macio e felpudo.
Depois de encara-lo por mais de sete segundos eu resolvi arrumar o lençol de novo sobre a cama e quando ia me deitar de novo eu senti seus braços envolvendo minha cintura e depois fui presa contra a cama, mas eu percebi que o lençol estava sendo arrancado do meu corpo a força e numa velocidade que me desesperou porque não queria perder essa briga. Meu lençol não!
-para!!
Gritei rosnando segurando suas duas mãos mas eu estava em desvantagem por está deitada na cama, então eu tentei me levantar mas ele me empurrou de volta e colocou sua perna em cima dos meus joelhos para me fazer parar de tentar me rebater enquanto ria e tentava recolher o lençol de mim. Eu ainda lutava e batia nos seus braços e rosnava tentando achar um jeito de segurar o lençol nas minhas mãos. Mas depois ele saiu de cima de mim e o enrolou em seus braços tirando ele de mim e se encostou na parede mostrando seus dentes pra mim protegendo o lençol o abraçando contra seu peito. Isso me irritou muito porque eu quero aquele lençol pra mim e ele vai ter que me dá! Não importa se isso parece uma briga idiota e boba, eu vou ter aquela porcaria de lençol... Porcaria não.
Parei de pensar muito e fui pra cima dele cravando minhas unhas no seu pescoço mas eu fui chutada para fora da cama e cair sentada no chão duro e sujo. Eu não acreditei quando ele sorriu pra mim de um jeito que não acreditei. É sério mesmo essa briga...? Não importa, eu quero saber de conseguir a posse daquela coisa macia e felpuda. E essa força de vontade me fez sair do chão e pular em cima da cama de novo e puxei o lençol do seu peito tentando encontrar um jeito de deita-lo de costas na cama, mas ele conseguiu fazer isso primeiro e depois obrigou minhas mãos a saírem do lençol e ficar do lado do meu corpo me congelando de novo. Mas minhas pernas estavam livre, oque me deu a chance de levantar meu joelho e bati sua barriga sem querer porque ele conseguiu trocar de posição, meu alvo não era ali. Mas eu conseguir fazer ele gemer de dor e cair sobre a cama com as duas mãos no seu machucado que eu tinha esquecido que ainda doía.
-ai desculpa eu...
Parei de falar quando percebi que não adiantaria pedi desculpa nessa hora, então eu deixei o lençol de lado e sair da cama a procura daquela caixinha que ele guardou na coisa com portas. Eu a peguei de lá e me coloquei novamente de joelho do seu lado e comecei a corta mais daquela atadura e coloquei ela em cima do meu colo.
-levanta jass, precisa trocar se tiver sangrando de novo
Pedi com a voz falhando me sentido horrível com isso. E ele se levantou bem devagar sem tirar suas mãos dali me deixando preocupada, eu precisei de dois segundos para criar coragem de suspender sua blusa porque não queria ver uma mancha vermelha naquela atadura, mas foi um pensamento em vão porque estava mesmo sangrando e não era pouco. Tenho em mente de que está doendo, por isso fui tirando os dois pedaços de fita de lá bem devagar e por último a atadura. E fiz uma careta quando vi aquele corte ainda vermelho e que se eu não tivesse batido estava se cicatrizando, tive que pegar aquele pano de novo para limpar antes de tampar e quando eu o encostei em cima, ele segurou meu pulso com força e me fez olhar pra ele assustada porque nem cheguei a encostar pra ele te feito isso.
-deixa que eu limpo dessa vez por favor
Ele falava isso entre os dentes e mantinha uma expressão dura comigo sendo ignorante demais quando largou meu pulso e tirou o pano da minha mão. Mas eu deixei ele fazer o resto e procurei arrumar a outra atadura para cobri aquilo para ajudar a se recuperar. Entreguei tudo pronto à ele e fui colocar o pano na bacia, e quando voltei ele estava se deitando se cobrindo com aquele lençol que eu ainda sentia vontade de puxa-lo do seu corpo. Mas ele precisa descansar, e eu também. Por isso me deitei do outro lado devagar e ele se virou de costas pra mim meio bravo comigo e eu nem puxei mais o lençol porque não queria que aquilo começasse de novo.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora