Capítulo 147

377 42 7
                                        

Infelizmente quando estávamos andando pela rua procurando um alvo fácil, fui interrompida porque um carro de polícia parou bem na frente de uma casa e também muito perto de nós. Eu continuei andando usando o corpo dela como uma parede escondendo meu rosto dos polícias que entraram na casa tranquilamente para fazer algo que não me interessava. Mas me deixava preocupada, é claro que ainda devem está me procurando, mas até agora só sou uma menina qualquer nessa cidade. Eles tem o meu rosto mas parece que até agora ninguém suspeita de mim, vou precisa tomar mais cuidado. Talvez ainda não tenham encontrados os corpos das pessoas que matei nessa cidade, espero que descubram e que não suspeitem da doida e dos seus assassinatos na outra cidade.
Marie me levou pra casa de novo, claro que estava aborrecida pela minha chance desperdiçada e interrompida pelos polícias. Fiquei na mesa pensando um pouco sobre isso já planejando sair novamente outra hora mais tarde. Sempre tem pessoas que ficam acordadas perambulando pelas ruas, será que saiu mais tarde?
Tomei um pequeno susto quando ela colocou na minha frente um prato de comida que eu não tinha percebido ela fazer. Pisquei algumas vezes confusa e depois cutuquei o pedaço de carne pegando um pouco do melado que tinha em cima dela, salgado e gostoso. Então peguei um pedaço dela com minhas mãos e depois coloquei no prato de novo mastigando devagar e tentando engoli, estava gostosa mas dura e difícil de morder.
Ela se sentou na mesa também para comer e me ofereceu um garfo e uma faca segurando eles na minha frente com uma cara de quem ia me dá um tapa se não pegasse. Só peguei o garfo e deixei a faca na mão dela, não era acostumada com isso... Mas aceitei por medo daquele tapa. Tudo que ela fez essa noite me deixou perturbada porque não sei de nada dela ainda, oque pode me assegurar que ela não seja pior do que meu pai?

Quando terminamos de comer, é claro que ela me mandou lavar a louça de novo. Eu obedeci novamente em silêncio e morrendo de raiva porque não gostava disso, me pergunto se ela quer recuperar o amor da sua filha ou só está fingindo para me fazer de escrava. Acho que a segunda opção mesmo porque estou começando a suspeitar de que ela me trouxe aqui só pra lavar a louça.
Terminei tudo enxugando minhas mãos que ficaram com um cheiro horrível de gordura. Não saia mesmo se eu lavasse com sabão, ela estava sentada no sofá cerrando as unhas na maior tranquilidade assistindo novela. Até a campainha tocar e ela ir atender com passos lentos, quando a porta se abriu ela nem olhou na cara da pessoa que estava lá e voltou ao sofá pegando aquela cerra de novo. A pessoa que estava na porta olhou pra mim e depois para ela que continuava cerrando suas unhas nos ignorando aqui. Eu fiz um sinal para ela quando ele percebeu meu estado de empregada aqui, percebi que ele fechou suas mão com força que eu cheguei a ouvir seus dedos estalando. Sorri por dentro e me sentei na mesa porque oque estava prestes a acontecer era algo que eu esperava desde acho que... Do dia que soube que ela existia.
-porque trouxe ela pra cá?
Perguntou se virando na direção dela ainda com os punhos fechados, ela o encarou deixando a cerra na mesa de centro e se apoiou no braço do sofá fazendo um gesto com as mãos e levantando os ombros. Quase dizendo "qual o problema?" mas para meu pai parecia ter vários problemas porque ele olhava pra ela morrendo de ódio rangendo os dentes enquanto eu segurava um sorriso e um risada que não poderia soltar agora.
-porque não disse que a traria pra cá?
-achei que não fosse necessário pedi permissão
Ele se virou na minha direção e fez um gesto com a cabeça me dizendo para segui-lo, eu fui com o maior prazer pegando na maçaneta mas fui interrompida porque ela ainda não havia terminado.
-ei espera, porque ela não pode passar essa noite aqui?
Ela parecia confusa ficando atrás de nós perto demais. Meu pai se virou a eu fiquei assustada quando eu percebi que ele tinha um tapa no rosto dela com apenas as costas da sua mão direita, tudo pareceu se despencar em cima de mim, fui atingida por uma energia horrível que caia sobre meu corpo como se fosse uma pedra gigante e muito pesada. Meu instinto foi me pôr no meio dos dois porque um ia pra cima do outro se eu não fizesse isso à tempo. Eu não estava acreditando que isso iria mesmo acontecer.
-pai vamos embora
Disse colocando uma mão no seu ombro mas ele ainda não tinha tirado os olhos dela. Isso me atingiu também porque fiquei com medo dele voar em cima dela e eu não poder fazer nada. Eu sei que impedi isso só por causa da segurança dele também, ela não é normal e eu sei disso. Tive que puxar seu braço e empurra-lo para fora fechando a porta atrás de mim rápido, respirei fundo quando já estava lá fora ficando tensa andando do seu lado. Ainda sentia aquela energia como se fosse sua própria raiva caída sobre meu corpo, gostaria que ele não precisasse compartilhar isso comigo.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora