Fiquei sentada na cama na mesma posição por quinze minutos pensando nisso direito tentando descobri o motivo dele ter me deixado aqui. Mas tudo bem... Eu sobrevivi isso uma vez e dessa vez eu vou descontar minha saudade dele de outro jeito, ele vai aprender a não me deixar aqui. Eu não sei porque estou assim se sempre me virei sozinha por aí, só eu e a floresta e de repente esse idiota apareceu na minha vida me contaminando.
Respirei fundo duas vezes decidindo trocar de roupa ou tomar banho, vou lavar minhas roupas sujas e talvez eu possa encontrar algo pra comer, mas eu sinto falta daquelas coisinhas gostosas que ele trás pra mim. Belancei a cabeça e me dirigir até a minha mochila colocando elas nas minhas costas, depois peguei meu vestido que não conseguir lavar ontem e fui para fora fechando meus olhos pela claridade. Nunca vi um dia tão ensolarado. O sol estava quase no meio do céu e eu quase sorri quando percebi que só precisava aguentar algumas horas, abaixei os olhos e me forcei a andar pela floresta até o rio morrendo de preguiça e de repente um pouco de medo porque dá última vez eu... Não quero pensar nisso agora. Só vou tomar um banho e voltar, depois vou espera jass dentro da casa e não vou fazer mais nada.
Comecei a pensar em coisas bobas para passar meu tempo até chegar no rio, eu sabia que isso era pra me manter normal, tinha que esquecer o que sou de verdade. Preciso de um momento normal comigo mesma, pensei em como vou amarrar meu cabelo porque eu não pretendo ficar com ele soltou nesse dia quente. Não sou de fazer isso mas eu sou obrigada, tenho uma escova e um elástico ou sei lá como chamam aquilo que prende cabelos. Aquela minha saia preta a blusa vermelha estão aqui comigo ainda, mas não quero aquela blusa com mangas compridas, acho que deve ter outra coisa. Vou procurar quando chegar lá.
Com um pouco de medo de mim mesma pelo caminho inteiro, eu conseguir chegar ao rio e deixei a mochila encostada na árvore que estava rachada pelo acontecimento de ontem é claro. Não liguei pra isso e comecei a procurar a saia e uma outra blusa que encontrei sem dificuldade, era preta também e não tinha mangas, só alças finas que deixavam meus ombros descobertos, era de um tecido fino e muito fácil de rasgar. Mas combinou perfeitamente com a saia preta.
Deixei minha roupa em cima da mochila e tive até preguiça de lavar ela por está com manchas fracas de sangue na parte de trás por causa daquilo. Não iria sair com facilidade, vou jogar é fora. Sem pensar muito nisso eu peguei aquele objeto estranho com aquele líquido transparente dentro e joguei um pouco na água para ver o que aconteceria, mas não aconteceu nada. Me senti segura em colocar um pouco na minha mão e depois esfreguei meus dedos ficando surpresa porque fez espuma, passei um pouco na minha barriga e ficou mais branco do que minha pele. Estava me divertindo com essa coisa que não faço ideia do que seja.
Tinha um cheiro fraco de flores que não identifiquei. Terminando de passar aquilo pelo meu corpo inteiro, eu fiquei com metade do corpo na água porque não queria molhar meu cabelo dessa vez, preciso dele seco quando for amarra-lo. Tirei a espuma do meu corpo rápido e sair do rio me lembrando que não tinha trago toalha, não vi problema nisso porque tinha minhas roupas antigas, sujas mas que servem como toalha.
Terminando de me enxugar eu joguei as roupas molhadas no chão e me vestir com presa catando as íntimas e separando as sujas para lavar. Estava sendo muito humana nos últimos dias.
A saia com a blusa ficaram perfeitas, mas eu tinha que lavar minhas roupas, não é hora de ficar se admirando. Peguei o pequeno monte delas e me ajoelhei na beira do rio colocando um pouco do líquido transparente nelas e depois comecei a esfregar como aprendi com os humanos, ficar os observando me ensinaram muita coisa.
Mas de repente comecei a senti aquela dor de cabeça de novo e parei de esfregar as roupas ficando com as mãos sobre o colo mantendo meus olhos fechados tentando manter a respiração controlada, era de novo aquilo. Meu dia estava ótimo, e isso não vai estragar. Fiquei sentada na mesma posição ignorando aquela dor de cabeça ainda com os olhos apertados controlando a tontura. Aquela voz gritava e não se conseguia formar uma palavra do que ela dizia, mas eu já sabia o que era por isso fiquei onde estava e aos poucos estava me sentido normal de novo. Abri os olhos e fiquei surpresa comigo mesma porque tinha conseguido fazer isso sozinha, esse troço em mim não vai me controlar hoje. Eu pretendo obedecer aquele recado que jass me deu, começando pela parte de não ir atrás dele e fica em casa.
Deixei as roupas lavadas em um galho da árvore que era perfeito para manter elas firmes no lugar sem voar pelo vento. Deixei elas lá planejando voltar para pega-las depois ou quando puder.
Outra vez aquela dor de cabeça voltou e dessa vez era fraca, tentei ignorar pegando minha mochila e comecei a andar de volta para casa forçando meus passos a irem em uma só direção porque estava cambaleando tonta e vendo tudo embaçado ao meu redor.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
