Jass parou na frente de uma casa pequena com uma varanda parecida com a que a antiga casa tinha. Duas janelas quadradas com cortinas claras por dentro e uma porta de madeira escura, mas primeiro uma outra porta por cima de vidro. Acho que é por questão de segurança, depois ele me ajudou a abri a porta tirando seus pequenos parafusos e depois que estava aberta eu li dei um beijo na bochecha e ele me disse que me esperaria do lado de fora. Foi aí que eu entrei e fechei a porta atrás de mim tentando não fazer nenhum tipo de barulho, nem nos meus passos e até mesmo minha respiração enquanto andava sorrateiramente pelo corredor pequeno e estreito até uma claridade da brecha de uma porta mal fechada no final dele. A casa inteira estava escura, era somente aquela claridade na minha frente, as formas dos outros móveis do meu lado ainda são visíveis porque já estou acostumada com isso. Mas quando eu cheguei lá, eu a vi sentada numa cadeira em uma mesa pequena de computador distraída mexendo em alguma coisa lá, vi que sua mala ainda estava sobre a cama de solteiro. Suas roupas estavam bagunçadas sobre ela também, que desorganizada. Acho melhor acabar logo com isso, mas antes, vou verificar algumas coisas. Como ver se a porta de trás está fechada dessa vez, e a da frente eu sei que tranquei porque jass havia montado a fechadura de volta quando entrei. E quando eu terminei de fechar todas as possíveis saídas que ela poderia pensar, eu fui até a cozinha encontrando uma pequena faquinha de serra dentro de uma das gavetas dos enormes armários de lá. Realmente é bem bonita esta casa, poderia viver bem aqui se não tivesse acostumada a floresta pelo simples motivo de não ser uma humana, não me canso de dizer isso em pensamento.
Acho melhor voltar, mas eu escutei passos pelo corredor e decidi ficar, subindo no balcão esperando ela aparecer. E foi realmente muito bom ver ela engasgar um grito quando acendeu a luz quase tropeçando quando me viu.
-Jesus Cristo!
Disse colocando a mão no peito se encostando na mesa atrás de si com os olhos arregalados pelo medo que me alimentou e me fez sorri abaixando os olhos até a pequena faca nas minhas mãos passando meu dedo na lâmina vendo se era bem afiada. Eu gosto de causar medo nela... Tão indefesa e fraca. Acho que puxei tudo do meu pai... Só acho.
-não mamãe, não sou Jesus, acho que se eu fosse eu não estaria aqui pra ti matar
Falei ainda calma brincando com a faca nas minhas mãos, e quase gargalhei quando sentir seu medo aumentar mais ainda. Decidi olhar pra ela agora e eu quase fiquei assustada quando vi sua cor branca como se tivesse vendo um fantasma, que gozado, me chamar de Jesus. Pulei do balcão e fui na sua direção com passos lentos e calculados até certa distância, parei na sua frente colocando a ponta da faca nos seus lábios pálidos e com certeza gelados. Ela está tremendo... Que coisa, assim pode morrer de medo.
-achou mesmo que poderia fugir de mim?
Perguntei apertando os olhos e depois que ela não me respondeu, eu peguei seu cabelo amarrado em um coque bagunçado e a arrastei pelo corredor e joguei ela no chão na minha frente. Ela estava apavorada agora com a respiração acelerada e falhando, seus olhos me transmitiram uma adrenalina estranha me dizendo pra acabar logo com o sofrimento dela. E eu vou fazer isso porque não aguento mais ela viva depois de tudo que fez comigo!
-vou acabar com seu sofrimento mamãe, mas primeiro saiba que eu estou fazendo isso por vingança, quero que se arrependa de tudo que fez comigo e aprenda que quando você abandona uma filha, ela pode se transformar nessa coisa que está na sua frente e vir atrás de você!!!
Afundei a faca na sua barriga com força até a lâmina não dá mais, ela cuspiu sangue no meu rosto e depois eu sair de perto dela vendo ela engasgar se afogando com o próprio sangue bem na minha frente colocando a mão no corte profundo na sua barriga que manchou sua blusa escura dois segundos depois. Fui até ela de novo e peguei no seu rosto acariciando sua face delicada, macia e quente, mas daqui a pouco vai fica gelada e dura. Empurrei sua cabeça até ficar apoiada no chão e fechei seus olhos com meus dedos bem devagar respirando fundo antes de me virar de costas e deixar ela lá. Mas depois veio aquele sentimento de pura satisfação e prazer por tudo isso ter acabado.
Fui até a cozinha e lavei a faca com sabão e a esponja deixando ela na gaveta de novo depois de ter enxugado. Limpei meu rosto e e fui até a geladeira pegando uma lata de refrigerante que eu descobri que gostava e tomei tranquilamente enquanto ia até seu quarto passado por cima do seu corpo. Peguei dois lençóis do seu guarda roupas e voltei à seu corpo embrulhando ela e depois enrolando, o segundo lençol eu rasguei a costura fazendo um tipo de corda e amarrei ela nas pernas e no seu tronco. Depois a levei até a sala colocando ela sobre o sofá delicadamente. Fiquei meio enjoada quando vi que o lençol estava ficando manchado de sangue e tive que passar mais um lençol por ela antes que o sofá ficasse sujo também. E depois de ter feito isso, eu limpei o corredor com esfregão e panos molhados com alvejante e água sanitária. Joguei tudo no banheiro quando acabei e voltei a sala tomando um susto com algo preto no meu caminho miando.
-que susto gatinho
Falei à ele que não se mexia na minha frente cheirando o chão que estava sujo de sangue, deve está com fome ou achando isso estranho. Mas não liguei pra ele e passei por cima do seu minúsculo corpinho e fui até a sala de novo pegando ela do sofá e levando até o porão que poderia ser um bom esconderijo até eu resolver levar para esfregar no focinho do meu pai. Sai de lá apagando a luz e indo de volta a cozinha espaçosa sentando no balcão balançando minhas pernas enquanto tomava meu refrigerante tranquilamente quando eu tomei um susto de novo com aquele gato esfregando sua cauda no meu pé.
-sai daqui
Sussurrei recolhendo minhas pernas e olhando pra ele com raiva como se pudesse entender mas agora que eu estava no claro, eu percebi que era só um gatinho preto de trinta centímetros que se sentou na minha frente me olhando também, com seus olhos amarelos e grandes hipnotizantes. Ele tinha uma coleira estilosa de cor vermelha com uma medalhinha balançando no seu pescoço com algo escrito. Resolvi descer do balcão e ficar na sua frente também pensando duas vezes antes de tira-lo do chão o carregando por debaixo das patas da frente colocando ele em cima da mesa fazendo carinho na sua cabeça e nas suas orelhas pequenas e redondinhas. Na sua coleira estava escrito Sr. Clóvis, que gatinho estranho pra morar com uma mulher como aquela. Mas parece que ele gostou de mim porque se cuvava e ronronava enquanto fazia carinho nas suas costas até sua cauda.
-desculpa Sr. Clóvis, eu matei sua dona, acho que não tem mais ninguém pra cuidar de você...
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
