Capitulo 182

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Estava sentada encostada na árvore no campus, o professor se atrasou hoje por causa de uma árvore que caiu no meio da estrada pelo oque eu soube, e por isso estamos esperando a próxima aula ou eles resolverem alguma coisa. A tesoura presa no elástico de minha saia do lado da minha cintura, e eu observava aquele mesmo grupo rindo e se divertindo perto de outra árvore a nove metros de distância de mim. Eu não sabia como fazer para afastar a menina que eu escolhi dali, o local eu já tinha escolhido. Hoje temos aula prática, no ginásio do lado de fora, embaixo da arquibancada... Seria perfeito. Os gritos sairiam abafados porque lá e um lugar bem fechado e pequeno. Demoraram para descobri o corpo dela se eu deixar no meio de todas aquelas barras de aço que sobraram na montagem da arquibancada.
Fiquei atenta quando eles se levantaram de lá, eu percebi que se dirigiam para o ginásio, logo depois o sinal tocou e eu notei vários dos alunos da mesma sala que a minha indo pra lá também. Eu tive que ir junto com a multidão se formando atravessando o estacionamento. Fiquei com raiva por causa disso, eu queria não está no meio de tantos deles, acabei perdendo eles de vista. Mas eu conseguir ver eles de novo sentados na segunda coluna da arquibancada. Ela estava sozinha com outra menina, os dois garotos que estavam com elas foram para o campo se prepararem para algum tipo de jogo que ia ter ali, eu acho. Me sentei na terceira coluna um pouco longe demais delas, algumas meninas estavam perto também. Eu só me perguntava como ia fazer isso. Se ela pelo menos ficasse sozinha... Seria muito mais fácil. Mas porque não pode ser outra? Se ela não facilita eu devo escolher outra vítima, mas não tem ninguém que pareça imbecil como ela. Só uma garota que parece ser a metida da sala que estava atravessando a primeira coluna de bancos da arquibancada, ela parecia ir a algum lugar. Essa era minha chance, a menina imbecil tem muita sorte de eu ter visto outra idiota se distanciando dos outros.
Fui atrás dela bem devagar já tirando a tesoura da minha cintura, apertei ela na minha mão e acelerei meus passos quando ela já estava perto do pequeno espaço que era a entrada do lugar que eu escolhi.
Ela facilitou meu ataque quando parou para ajeitar a sapatilha, foi aí que eu coloquei minha mão na sua boca e a peguei pelo pescoço arrastando-a para debaixo da arquibancada rápido e olhando envolta vendo se alguém estava testemunhando isso. Mas não havia ninguém, então eu continuei arrastando ela até jogar seu corpo em cima das barras de aço enormes. Ela me olhava assustada e me perguntava alguma coisa que eu não me dei o trabalho de ouvir ou prestar atenção. Levantei a tesoura na minha mão direita e sorri quando ela ficou realmente com medo me alimentando e me provocando uma risada baixa, caminhei até ela devagar a encarando sério apertando meus olhos esperando seu grito que veio dois segundo depois quando ela ficou assustada ao nível extremo. Foi aí que afundei a tesoura fechada na sua garganta impedindo ela de continuar gritando feito menina. Me coloquei em cima do seu corpo vendo ela fechar os olhos devagar e depois tirei a tesoura dali aproximando meu rosto para lamber seu sangue quente que escorria devagar pelo pequeno buraco que eu aumentei com minha mordida. Depois me afastei olhando para a entrada de novo vendo se alguém estava lá assistindo. Sair de cima dela procurando a toalha roxa que eu havia deixado aqui mais cedo, a encontrei embaixo de uma das barras de aço e limpei primeiro minha boca depois a tesoura. A parte difícil foi esconder o corpo dela no canto onde estava arames afiados junto com as barras de aço menores. Achei que não teria problema se deixasse a toalha suja na cena, então eu guardei a tesoura na minha cintura de novo e sair dali observando de novo se havia alguém por perto. Felizmente quando ia voltar para a arquibancada, o sinal tocou e eu seguir a multidão de novo de volta pra sala.
Não demorou muito para notarem a cadeira vazia da garota que não existe mais, mas esqueceram isso por um tempo durante a aula e só no final um menino se ofereceu para procurá-la e entregar suas coisas a ela.

No almoço eu não comi nada e fiquei novamente naquela árvore pensando em quanto tempo vai demorar para sentirem o cheiro e desconfiarem da tal "vampira terrorista" ou sei lá como ele estão me chamando. Eu ainda podia sentir o gosto do sangue, isso não é algo que me agrada, mas pra ela é diferente. Ainda penso como posso viver com tudo isso que faço para sacia-lá, é ruim... Mas não posso fazer absolutamente nada. Isso deve deixar ela calada dentro de mim por um tempo, eu só espero que não force a fazer mais nada durante esse mês inteiro.
-e aí?
Perguntou alguém surgindo atrás da árvore de onde estava encostada. Esse alguém eu já sabia quem era, mas que agora eu prefiro pensar que é aquele tal de Jean mentiroso. Ele ainda me faz sentir aquela segurança de que posso contar qualquer coisa a ele, ainda sinto que é meu amigo.
-sabe que não pode entrar aqui
Lembrei sem olhar pra ele enquanto se sentava do meu lado. Parecia tão quieto de repente, olhando para frente sério e pensativo. Talvez tenha sido meu comentário, mas não tem ninguém por aqui por perto para expulsa-lo.
-sei mas... Eu queria vir ver você
Ignorei seu sorriso até ele voltar a olhar pra frente. Fiquei calada pensando um pouco sobre isso. Talvez ele tenha algum tipo de carinho por mim, mas não eu ligo por tanto que ele continue assim. Eu gosto dele por ser uma boa pessoa com quem eu dividida meus problemas, quando ele era aquele Jean. Fechei os olhos por um segundo e respirei fundo sentindo minha consciência pesar por causa daquilo, mas aos poucos eu ia me esquecendo dessa sensação de culpa e voltava ao normal com a ajuda dela. Abri os olhos e encarei ele colocando um sorriso no meu rosto provocando ele fazer o mesmo também. Por um momento eu fui desfazendo meu sorriso hipnotizada com seus olhos profundos e vermelhos intensos, isso ainda era um mistério pra mim, por não saber porque ele tem olhos assim.
-Joseph porque seus olhos são assim?
Perguntei de repente sem pensar primeiro, ele continuou sorrindo mas não me respondeu me obrigando a esperar calada. Entortei a boca em uma forma dizer que eu estava confusa esperando sua resposta que não veio. Até eu perceber que ele se arredou para ficar perto de mim, eu me curvei para trás com o coração acelerado colocando as mãos dos lados do meu quadril.
-Joseph...?
Chamei como se quisesse trazer ele de volta, mas ele parecia nem ter ouvido porque se aproximou mais um pouco e eu já estava entrando em pânico sem poder fugir. Eu não tive como impedir quando ele me beijou a força segurando minha cabeça por trás e puxando minha cintura com a outra mão.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora