Chegando em casa, ele se jogou no sofá e ficou massageando sua testa tirando o stress. Eu podia senti o alívio nele e mim também, isso estava me incomodando muito porque era pra ele senti raiva dela, não ficar desse jeito. Fui até lá e peguei seu braço passando ele pelo meu corpo forçando ele a me abraçar, me confortei ali quando ele se colocou numa posição melhor me deitando sobre seu peito. Fiquei ali preocupada pensando no que ele estava sentido nesse momento, mas também me sentindo um pouco melhor quando ele começou a me fazer carinho.
-como foi na escola?
Essa frase era tão humana que eu fiz uma careta sentido um certo nojo porque eu sabia que tinha que responder de um jeito mais humano ainda. Mas amenizei para me senti um pouco menos imcomodada.
-eu acho que não vou aguentar muito tempo lá
Virei meu rosto até encosta-lo na sua blusa mais grossa e macia, cheiro de pano e só. Eu não sei porque tento sentir algo diferente, fiquei pensando nessa maldita escola e meus poucos dias como... Não humana. Considerava um ritual que eu iria participar para fazer parte dessa espécie, por mais que eu não queira, eu não posso fazer nada. Saco!
-prometo ir te buscar quando puder
Sorri pegando sua mão e colocando na frente do meu rosto brincando com seus dedos e suas unhas que eu ainda tentava descobri como elas se transformavam naqueles... Galhos pretos que eu tenho tanto medo e que ao mesmo tempo admiro. Respirei fundo pegando aquela depressão de novo imaginando eu... Naquela escola no meio deles.
-eu... Preciso mesmo ir...
-precisa
Não me deixou terminar e me respondeu de uma forma que me provocou uma careta de dor. Eu não vou conseguir dormir pensando nisso, tenho poucos dias... Eu não consigo pensar em mais nada pra impedir isso.
-vamos parar de falar nisso porque já está decidido e você sabe disso
Entortei a boca agora buscando outro assunto para conversarmos porque isso estava me deixando irritada agora. Percebi que estava apertando seus dedos descontando isso nele e parei na hora suspirando de novo.
-porque fez aquilo com ela?
Perguntei somente curiosa porque não sentia nenhum pingo de pena daquela cachorra. Pude sentir um pouco daquela energia ainda na atmosfera, me arrependi porque sabia que ele ainda estava com raiva dela. Finalmente, eu queria que ele ficasse assim mesmo.
-eu não sei, oque um dia senti por ela se transformou em ódio, oque resultou naquilo
Não fez sentido pra mim, mas pelo menos eu me sentia muito melhor quando escutei que ele a odiava agora. Até sorri puxando seu braço de novo para ficar sobre meu corpo fechando os olhos e respirando fundo novamente.
-vou te levar pro quarto
Disse começando a se levantar me carregando no seu colo de uma forma rápida me deixando mole porque eu gostava quando ele fazia isso. Eu me sentia tão pequena e leve, abracei seu pescoço e continuei de olhos fechados até senti a cama embaixo de mim, mas algo estava errado. Eu estava no seu quarto, não no meu, e eu soube na hora porque, só não quis dizer nada e puxei o lençol que ele estava me cobrindo e se sentou do lado da cama se apoiando no cotovelo ficando quase deitado do meu lado me fazendo carinho até eu poder dormir com isso.
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Mais uma vez, eu fui acordada com a merda de um despertador idiota bem do meu lado em cima da mesinha. Eu me levantei as pressas me atrapalhando com o lençol que ficou preso no meu pé e por pouco não cair, me apoiei na mesa e peguei o despertador com força apertando no seu botão e depois mirando ele na parede e ameressei com força mas algo impediu ele que ele chocasse contra ela. Era a mão do meu pai que conseguiu aparar ele antes que se quebrasse, ele sorriu inocentemente e eu tentei me controlar começando com minha respiração, passei a mão no cabelo que estava muito bagunçado e em pé. Amarrei em um coque pegando uma mecha fazendo um nó nele. Bufei e fui em direção a porta abrindo ela com estupideza e subir as escadas com presa, e mais uma vez eu bati a porta para ele ver que eu estava brava mesmo. Eu ainda pego aquele despertador idiota.
Me sentei na cama ficando em depressão de novo pegando meu travesseiro e o abraçando sentido falta de alguém que não via a muito tempo pra mim, olhei para trás na esperança de que ele poderia está lá sentado no banco do penteadeira. Mas não havia ninguém ali, onde será que ele está?
Resolvi tomar banho e sair à procura dele escondida do meu pai só para deixar ele irritado. Quem manda insisti nesse negócio de despertador.
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Uma garota sozinha na floresta
FantastikEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
