Capítulo 165

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Pedi para que Joseph me levasse por trás das casas por questão de minha segurança, rua movimentada demais. Ele me ajudava deixando eu me apoiar nele até aquela dor se estabilizar e eu poder andar normalmente. Eu o agradeço depois que chegarmos lá, ele me ajudou muito fazendo aquilo e isso também por mim. Mas só conseguia pensar naquele garoto, mas não era porque ele fez aquilo comigo, não era porque eu perdi tudo aquilo que tínhamos. Eu pensava nele com raiva, ódio da sua cara, eu me lembrava daquela noite sem parar quase me torturando. Mas não era dor, ela só uma vontade imensa de gritar e poder ir atrás dele e acertar sua cabeça com a barra de ferro que deixei no local infelizmente.
Quando estávamos na frente da casa, eu parei e me afastei dele ficando na sua frente de cabeça baixa e com uma mão na minha barriga. Eu o encarei sem animo para dizer um obrigado, mas eu tentei.
-obrigado por tudo Joseph
Disse forçando um sorriso fraco e sem graça, mas conseguir fazer ele sorrir do mesmo jeito também. Achei que não seria o suficiente, então eu me aproximei e fiquei na ponta dos pés para li dá um beijo na bochecha. A timidez só me atingiu depois que eu vi sua expressão surpresa. Eu sorri de novo e me dirigir até a varanda abrindo a porta e fazendo um gesto parecido com um tchau pra ele lá na calçada.
Pai não estava em casa, eu me sentir mais livre para fazer oque eu queria, então eu simplesmente fui lá pra cima e me joguei na cama gritando no travesseiro jogando ele na penteadeira depois com raiva. Mas dois segundos depois eu chorei, uma tristeza que pensei que já havia superado. Tenho que admitir pra mim mesma que eu sempre vou ter esse sentimento por ele, mesmo depois de tudo que fez comigo... Mesmo depois de que ele tenha feito tudo isso, mesmo depois de ter levado uma facada. Eu não sei onde eu...
Não tem ver onde foi "erro" tola, não seja burra. Olhe pelo meu lado
Eu resolvi não pensar mais nisso, nunca mais quero pensar nisso. Eu já havia me esquecido uma vez, quando estava sofrendo. Posso fazer isso sem ajuda do meu pai, tenho que superar sozinha. Pedi ajuda significa que não tenho força pra resolver isso sozinha, preciso esquecer. E para começar isso, eu tomei um banho demorado e gelado, vesti um vestido parecido com pijama, eu só queria poder descansar. Amanhã eu aceito aguentar mais um dia naquela escola, pode me ajudar também.

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Acordei antes do despertador, não dormi tão fácil ontem. Mas não quero lembrar o motivo disso, então fui para o banheiro e depois que tinha terminado o banho que lembrei do meu machucado, eu não o sentia mais. Estava cicatrizado, gostaria que isso fosse igual a esse machucado. Mas infelizmente parece que ainda está sangrando, tudo que não queria pensar pensei. Balancei a cabeça enquanto penteava o cabelo com paciência sem pressa por que ainda era cedo. Peguei a mochila e desci as escadas avistando Marie novamente falando com meu pai, eu fiz uma cara feia para os dois quando eles me perceberam aqui. Peguei uma maçã na geladeira e me dirigir até o carro em silêncio esperando por ela que veio depois de ter fechado a porta sorrindo. Oque me fez sentir um choque horrível de pavor por causa daquela teoria que já tinha pensado que já havia jogado fora muito longe, eu não quero que ela volte. Isso não pode acontecer. Porque ela saiu de lá sorrindo?! Oque conversavam?!?!
Virei meu rosto para o outro lado quando ela entrou e ligou o carro, eu tentei esconder meu rosto pra ela não ver oque tinha nele. Eu comecei a estalar minha unha do polegar com o da indicador para aliviar meu stress e a raiva pela merda da teoria que me perturbava e conversando comigo mesmo de forma calma e compreensível. Uma teoria... Só... Isso não vai acontecer. Não devo me preocupar por ter visto um simples sorriso idiota. Meu pai não seria tão burro assim! Nem que eu tenha que mata-lá pra isso não acontecer.
-oque anda conversando com meu pai?
Eu não acreditei quando eu tinha escutado minha própria voz fazendo essa pergunta. Eu não sabia oque tinha me dado para ter dito isso em voz alta, mas agora me sinto melhor, e ao mesmo tempo mais furiosa ainda quando ela sorriu de leve sem olhar pra mim.
-fala
Pedi entre os dentes controlando minha voz apertando minha mão direita concentrando minha raiva através desse gesto pra não ser despejado tudo no pescoço dela. Mas não parecia adiantar e ela não colaborava comigo porque ainda mantém aquele sorriso idiota.
-preocupada com alguma coisa?
Uniu as sombrancelhas fazendo uma expressão falsa de confusa. Eu não tive oque responder, apenas virei meu rosto para a janela e percebi que estávamos perto. Eu prometi a mim mesma ter uma conversa bem séria com meu pai, eu não sei bem oque fazer... Mas nessa conversa eu pretendo descobrir várias coisas.
-boa aula
Ignorei engolindo um xingamento pelo meu ódio guardado dentro de mim. Eu quero jogar ele em cima dele, eu preciso fazer isso. Eu só tenho que aguentar algumas horas aqui. Só isso...

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora