O lugar que ele me trouxe, era simplesmente uma área aberta que eu me lembrei que foi aqui que ele me deu aquele negócio que me fez dormir. Eu permaneci calada e tirei minha mão da dele ficando sem jeito, ele se sentou na grama molhada embaixo de nós e ficou olhando para frente a paisagem bonita de um enorme campo livres de árvores. Só o mato alto no meio e alguns pássaros que voavam de lá, era realmente um lugar bem bonito e tranquilo. Me senti normal de novo e respirei fundo quando o vento bateu no meu rosto trazendo um cheiro de folhas inconfundível pra mim. Tinha umidade também.
Fui para seu lado e me sentei lá cruzando minhas pernas uma na outra, fiquei observando o vento bagunçar o mato fazendo pequenas ondas que terminavam do outro lado batendo nas árvores. Era tão calmo aqui, eu queria poder ter conhecido esse lugar mais cedo. Quando já tive esse problema, mas sei que isso não vai durar muito tempo. Alguma hora ela vai voltar e eu não vou poder fazer mais nada para impedi-lá.
-porque me ajudou?
Introduzir uma conversa para quebrar o silêncio. Encarei seus olhos mais profundos e escuros, era intrigante o tom vermelho líquido. Tinha vontade de ficar olhando até descobri oque tem por trás deles, ele esconde alguma coisa neles, tem tantas coisas lá dentro. Mas não sei oque é.
-eu não sei, você era uma vítima naquele lugar, não queria te deixar e sofrer com os experimentos que ele fazem com pessoas como você e eu
Continuei olhando pra ele que ficou sério e abaixou os olhos se virando de frente pra mim, brincou com a grama arrancando ela do chão. Ele estava pensativo, e eu queria saber mais sobre isso e ele também. A única coisa que sinto é curiosidade, mas algo me diz que ele já sofreu bastante naquele lugar. Pelas suas cicatrizes e essas roupas rasgadas e queimadas, com certeza das armas de choque que eles usavam lá.
-sabe... Não queria que você sentisse medo de mim, eu sei que apagaram sua memória, estou dizendo isso porque você já ficou assustada quando me viu... Bom... Preciso que entenda meu lado primeiro, eu já vivi muita coisa que não se deve desejar pra ninguém...
-espere
Pedi levantando uma mão, virei meu rosto para direita e comecei a sentir presenças perto de mim. Pessoas? Se eu já vim aqui com ele antes, deve ser perto da cidade! Porque não pensei nisso antes!!
Me levantei de lá e me meti no mato tirando os galhos do meu caminho com meus braços desesperada. Eu sabia oque eu ia fazer quando chegasse lá, mas não posso fazer nada pra para-lá nesse momento. Eu ouvia vozes, meus sentidos pareciam aumentar quando eu entrava em modo predatório eu só conseguia focar em encontrar uma pessoa. Depois da minha diversão eu poderia ir atrás da minha mãe. Ainda é difícil chama-lá assim...
Me concentrei em parar na beira da calçada respirando pesado pela corrida mais longa que eu já fiz na minha vida. Mas nada vai me atrapalhar nesse momento, duas meninas jovens que aparentavam ter entre doze e quatorze anos, estavam se aproximando de mim encolhida no mato esperando para puxar uma delas pra cá. Elas riam alegres e contentes, mas isso acabou e se transformou em um grito fino e agudo da garota que estava a esquerda da que eu puxei pelo braço para dentro da floresta.
Ela ainda gritava e eu a arrastava pelo cabelo até uma parte que ninguém pudesse descobri seu corpo. Joguei ela no chão e puxei seu cabelo de novo enquanto ela chorava de agonia e medo, aproximei meu rosto do seu pescoço sentindo o cheiro da sua pele incrivelmente atrativo pra mim. Passei minha língua por ali me lembrando de jass, depois usei meus dentes para fazer ela sangrar me satisfazendo com seu sangue e seu gemido de dor. Segurei ela com mais força e continuei mordendo sua pele até que finalmente ela tinha parado de se mexer.
Me sentei do lado dela, e rasguei sua blusa para limpar minha boca. Foi aí que eu tive uma ideia, poderia rasgar suas roupas para pensarem que o culpado foi um estrupador. Mas é claro que vão fazer a análise completa do corpo dela para terem certeza disso. Mas não importa, se eu deixar ela semi nua vão desconfiar do mesmo jeito, oque ameniza meus crimes e que possam concluir que não fui eu dessa vez. Sei que os sinais já estão bem claros, mas eu fiz isso mesmo assim. Deixei ela apenas com as partes íntimas e limpei minhas mãos com sua blusa.
Mas... Eu senti um par e olhos em mim. Me virei e vi uma garota de olhos arregalados e em choque atrás de uma árvore que escondia metade do seu corpo. Eu sorri pra ela e no mesmo instante ela correu me assustando com sua velocidade, nossa... Isso é um medo?
Ri alto me divertindo com o desespero dela quando percebeu que eu estava a seguindo e começou a gritar feito uma doida correndo em direção nenhuma. Foi fácil conseguir alcança-lá, pulei nas suas costas e derrubei seu corpo pequeno no chão com força, acho que quebrei o braço dela porque ouvi o barulho de osso sendo esmagado. Ela gritava e pedia socorro enquanto eu ria e mordia sua nuca com força fazendo ela engasgar e morrer na hora, essa foi mais fácil. Depois limpei minhas mãos de novo e lambi o sangue da minha boca, mas depois como sempre, eu me forcei a colocar tudo pra fora porque não gostava de engoli.
Quando havia terminado, eu arrastei seu corpo colocando em cima do da outra garota que já estava gelada e dura no chão. Coloquei as mãos na cintura e respirei fundo recebendo um agradecimento dela dentro de mim. Fiquei satisfeita com a satisfação dela, agora só preciso...
-nossa
Ouvi ele dizendo isso quase como um deboche surgindo de trás de uma árvore andando até poder ficar na minha frente e dos corpos também. Senti um pouco de vergonha mas também não ligava tanto, relaxei os ombros e passei a mão na minha boca percebendo que ainda estava suja. Vou ter que ter cuidado quando ir pra casa da mamãe.
-agora é a parte que você desaparece da minha vida, eu te agradeço por tudo mas... Já ta na hora de você ir
Fiz um gesto com uma das mãos e depois voltei a colocar ela na minha cintura. Cada palavra pareceu não fazer efeito nenhum nele, fiquei parada aqui encarando-o com as sombrancelhas erguidas sem entender porque ele ainda não se virou e foi embora.
-ainda vou te ver?
Perguntou colocando as mãos nos bolsos sorrindo torto, eu não sabia como responder porque tudo que eu disse foi a resposta pra isso. Eu acabei de dizer " desaparece da minha vida" eu não disse "agente se vê". Disse?
Percebi que ele não tinha parado de andar mesmo depois de ter ficado perto demais de mim. Dei um passo para trás sem tirar minhas mãos da cintura, fiquei encarando seus olhos que pareciam me hipnotizar porque não conseguia desviar. Que isso?
Eu também não esperava que ele me abraçasse, então fiquei paralisada o tempo todo e ele me apertava com as mãos nas minhas costas. Eu fiquei com a respiração presa mas depois relaxei porque sentia que ele só queria se despedir. Mas também não respondi à isso.
-eu ainda te vejo por aí
Falou me soltando sorrindo fraco dando dois passos para trás, depois se virou e andou devagar até entrar em uma parte da floresta onde estava mais fechada. Eu fiquei aqui sem entender nada me sentindo um pouco mal por algum motivo. No fundo sinto que ainda vou encontra-lo, afinal de contas foi ele quem me salvou, não vou esquece-lo e vou ficar eternamente agradecida. Mas agora preciso parar de me defender por ter deixado ele ir assim e procurar a casa da minha mãe sem ser vista
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
