Eu acordei sentido um pouco de frio. Mesmo de olhos fechados eu podia perceber a claridade invadindo o lugar, eu sabia que não estava mais no sofá onde me lembro de ter dormido. Me virei e percebi que tinha algo sobre meu corpo, algo gelado e que envolvia minha cintura. Pisquei algumas vezes abrindo meus olhos tentando acordar, olhei aquilo branco em cima de mim e vir que era um braço. Arregalei meus olhos subindo eles até o ombro daquilo e depois o pescoço e por último o rosto. Abri um sorriso idiota e pulei em cima dele o acordando na hora. Me deitei sobre seu corpo e abracei seu pescoço beijando seu pescoço e depois suas bochechas não acreditando no que realmente estava acontecendo aqui nesse quarto.
-bom dia
Falou se levantando com dificuldade e ficando sentado, fiquei com um pouco de vergonha pela posição que eu estava sobre seu colo. Mas eu não sai dali e passei meus dedos pelo cabelo bagunçado dele olhando seu sorriso e seus olhos com um brilho intenso. Me sentia me apaixonando por ele de novo. Eu não sabia se ele estava no seu normal, mas eu o beijei devagar e delicadamente usando somente meus lábios encaixando nos seus macios e frios. Abracei seu pescoço não aguentando esse ritmo lento, comecei a acelerar junto com ele pegando minha cintura e me apertando. Deixei escapar um gemido porque a sensação de ter ele aqui comigo era algo muito forte, a ponto de mão caber dentro do meu peito. Puxei ele pelos ombros e me deitei de costas na cama entrelaçando suas pernas na minha sem separar minha boca da sua dando mais velocidade no nosso beijo. Minhas unhas afundaram atrás da sua cabeça puxando seu cabelo na forma de despejar toda essa sensação forte dentro de mim.
-senti sua falta
Falei ofegante quando ele havia parado para recuperar o ar. Voltei a beija-lo mais agressiva dessa vez chegando a arriscar minha língua que encostou na sua. Minhas mãos conseguiram descer até sua barriga, onde fui puxando sua blusa bem devagar deslizando pelo seu peito enquanto puxava a blusa disfarçadamente. Mas ele percebeu e se ergueu em cima de mim para tirar a blusa jogando ela ao lado da cama. Por um momento nós paramos e eu hesitei três vezes, mas depois minhas mãos subiram de novo até seu peito, isso me deixou pior ainda, como se um nó tivesse sido apertado na minha barriga. Não era o bastante pra mim ainda, o puxei até poder se deitar em cima de mim de novo, mexia minhas pernas agoniada desejando algo mas não sabia oque era. Estava desconfortável aqui embaixo dele, mas permaneci quieta e continuei beijando-o e mordendo seu pescoço quando tinha chance, doeu quando ele chupou minha pele duas vezes no mesmo lugar. Por isso eu gemi ainda mais alimentando-o sem querer, minhas pernas ainda estavam desconfortáveis, mas não conseguia move-las pelo peso do seu corpo em mim.
Mal pude senti sua mão do lado da minha cintura, onde ele arrancou minha parte debaixo sem dificuldade. Nesse momento eu senti algo estranho naquela região, eu parei e entrei em pânico pela vergonha e nervosismo. Ele usava uma calça preta, também tinha um cinto fino nela. Oque me deixou mais calma nesse momento onde não conseguia pensar direito. Mas eu não queria mais.
-desculpa
Pediu falando no meu ouvido mexendo suas pernas para sair de cima de mim. Se deitou de costas para cama colocando as mãos no rosto e depois respirando fundo, eu saí da cama e abaixei a blusa até onde ela dava cobrindo minhas partes importantes. Esse quarto não tinha guarda roupas, só uma penteadeira. Eu fiquei aqui tentando pensar em oque fazer para conseguir a parte debaixo de novo, está destruída em cima da cama. A peguei de lá e vestir mesmo assim, amarrei do lado onde estava rasgado e fiquei feliz quando percebi que tinha recuperado ela. Respirei fundo também recuperando meu estado normal, o nó na minha barriga de desatou e eu pude me senti aliviada por ter saído de uma situação onde eu quase cometi uma coisa que não estava pronta.
-você... Como veio parar aqui?
Perguntei indo até a penteadeira inventando uma conversa para esquecer um pouco isso. Peguei uma escova e me sentei no banco começando a pentear meu cabelo embaraçado.
-seu pai parece não me odiar tanto assim... Tô tentando me recuperar das drogas que me deram
Sua voz estava fraca e falhando ainda, quando ele se levantou e sentou na beira da cama. Eu percebi seus olhos brancos antes dele fecha-los e pôr a mão na testa massageando ela com o polegar e o indicador. Parecia sentir dor, acho que ainda está meio selvagem mas espero que se recupere logo.
-ai... Dói muito, eles me apagaram depois de... Eu ter...
Ele parou porque sua voz morreu e ficou rouca, ele tentou terminar limpando a garganta e levantando um dedo na minha direção pedindo um tempo enquanto tossia e engasgava um pouco.
-eu acho que... Eu ataquei alguém?
Perguntou pra si mesmo abaixando a cabeça unindo as sombrancelhas. Depois tossiu de novo e engasgou, parecia muito mal. Eu sentia pena dele, acho que não se lembra do que exatamente ele fez.
-você atacou um dos enfermeiros de lá, ele era meu amigo, você estava fora de si
Expliquei me sentando do seu lado pegando no seu ombro e fazendo carinho. Ele ainda estava tentando se lembra de tudo com o olhar confuso, eu me encostei no seu ombro tentando fazer ele melhorar e sair desse transe. Tossiu de novo massageando a garganta e a testa de novo, eu não sei oque deram pra ele, mas foi forte demais pro corpo dele aguentar.
-eu só me lembro de ter sido atacado na floresta...
Mais uma engasgo.
-estava fugindo de homens de roupas escuras... Eles me pegaram e eu fui... Eletrocutado...
Tossiu de novo no final me olhando agora. Seus olhos normais e confusos e que pareciam esconder e controlar a criatura dentro dele. Eu sabia que ele ainda poderia voltar àquele estado, mas eu só quero que ele se recupere nesse momento.
-vamos pra cozinha comer alguma coisa
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
