A cidade estava bem movimenta, tive que ir pelos becos escuros e nojentos para não ser notada. Fiquei escondida em um deles observando um tipo de prédio de três andares bem... Chique para meu gosto. Era branco com guardas na entrada protegendo o lugar, era bem grande e com um símbolo estranho em cima da porta de vidro que abria sozinha, várias pessoas normais passavam por lá parecendo apressadas e falando no celular segurando alguma coisa, até mesmo as mulheres de lá estavam usando ternos femininos e estranhos. Parecia um lugar importante para tudo isso. Mas oque eu estava fazendo aqui? Procurando a desgraçada que eu vi entrando nesse prédio, ela parecia meio desconfiada olhando para todos os lados e nervosa suspeitando de alguma coisa. Imagino com medo de mim ainda, vou monitorar seus movimentos e suas atividades, ela trabalha aqui, tenho certeza. Mas eu preciso saber a hora que ela entra e sai daqui. Eu vejo pelo sol e sua posição no céu. Ele estava quase se colocando no meio dele quando cheguei, ela vem cedo aqui e deve sair só de noite. Não quero ficar tudo isso de tempo. Será que a espero na sua casa? Hum... Acho que sim.
Sair do beco e atravessei a rua rápido tomando cuidado com os carros, andei pela calçada ignorando todos os olhares curiosos e cochichos de pessoas que nem me conhecem pra estarem me chamando de tudo isso. Escondia a adaga no meu vestido mas elas notaram mesmo assim e algumas se afastavam de mim e outras estavam mexendo no celular chamando as autoridades com certeza. Isso é um problema... Tive que desviar do meu caminho e entrar na floresta atrás da casa dela tendo vontade de gritar de raiva porque não tive cuidado com esse detalhe idiota. Tenho que vir de noite quando ninguém estiver na rua, preciso me misturar com eles também. Talvez se eu vestisse algo que não tenha manchado de sangue e nem trazer a adaga. Ai como sou burra!! Porque não pensei nisso?! Estraguei essa chance! Eu queria poder invadir sua casa. Mas com certeza seria notada pelos seus malditos vizinhos que estão por toda parte, vizinhos não, da espécie dela.
...
Escutei alguma coisa vindo atrás de mim, parecia uma criatura porque... Latia? Cachorros?
-parada aí!!
Merda!
Haviam cinco homens vindo atrás de mim passando pelas árvores correndo na minha direção. Estavam acompanhados de cachorros e parecem que querem me pegar. Mas eu me desesperei e corri mais a fundo na floresta forçando minhas pernas e irem mais rápidas do que as deles. Mas quanto mais eu corria, mas escutava os cachorros e os passos do homens que ameaçaram a atirar se eu não parasse. Mas eu não queria parar e ser capturada por essa espécie inferior à mim, não sou um deles pra ser presa como um deles! Por isso continuei correndo mesmo depois de ter escutado os disparos atingindo o chão e muitas vezes às árvores que eu passava para me proteger.
Senti minha perna ser mordida por uma das criaturas que corriam atrás de mim. O animal me fez cair no chão deixando a adaga cair junto comigo, mas ela ficou longe demais e eu lutava contra o cachorro rosnando do mesmo jeito que ele, mas ele não soltava minha perna e mais dois surgiram latindo ao meu redor até eu não poder mais fazer nada para aquele bicho me soltar.
Os homens chegaram e um deles tirou o cachorro da minha perna que estava machucada demais e doía muito. Mas não olhei para nenhum deles e tentei chegar até a adaga me arrastando com minhas mãos e minha perna boa. Mas o policial pegou ela de lá antes de mim e colocou dentro de um saco preto para levar como prova com certeza. Depois eu senti alguém segurar meus pulsos e minha reação por instintiva me contorcendo e tentando me soltar rosnando e gritando de raiva porque não queria ser levada pra um lugar que eles prendem humanos! Eu não quero ir!
-as testemunhas dizem ter visto uma garota de cabelos escuros... Acha que pode ser ela?
-não sei e não quero saber, você está presa menina, recebemos um chamado de uma testemunha que afirma ter visto a garota que estamos procurando a muito tempo, e pode ser você
Disse o homem que me tirou do chão e me imobilizou prendendo minhas mãos com alguma coisa dura e com correntes. Eu entrei em pânico e desespero porque não acredito que isso está acontecendo.
-solvite me!
Gritei pulando dali tentando me soltar mas não conseguia, ele me segurava e eu rosnava tentando arrancar aquela coisa dos meus pulsos somente com minha força, tentei me virar para fazer ele me soltar mas também não conseguia porque ele me colocou de joelhos e depois me puxou de lá me levando a algum lugar com a ajuda de outro policial que segurava meu outro braço. Eu não podia mais fazer nada.
Eles me colocaram em um carro e eu ainda lutava feito um animal. Depois que fecharam a porta eu me deitei no banco e comecei a chutar o vidro da janela com meus dois pés, mas era inútil porque ele nem rachava, também com essa merda dessa grade que parece de aço protegendo ele. Não dava, mas eu não desistia e me debatia no banco do carro a viagem inteira rosnando ainda e gritando escandalosamente. Eu ficava mordendo o bando do carro rasgando ele de tanta raiva, depois me batia contra janela de novo machucando meus pulsos depois de ter feito tanta força tentando me soltar. Só desisti por causa do cansaço e parei sentada perto da janela que sofreu mais nos meus ataques. Fiquei imaginando como ia sair de lá se não consigo nem sair desse carro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Uma garota sozinha na floresta
FantasiaEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
