Acordei muito mal, alguma coisa estava me deixando fraca. Me coloquei sentada na cama e minha cabeça rodou e eu fui atingida por uma onda de enjôo e agonia porque eu estava começando a ter vontade de vomitar. Fui cambaleando para o banheiro me batendo na porta porque não conseguir me equilibrar, mas deu tempo de chegar até a pia colocando tudo que ingerir ontem para fora. Limpei minha boca começando a ficar tonta de novo, não era ela... Não sei oque era. Estava me deixando fraca, como se estivesse me consumindo, não sei oque é...
Mas mesmo assim fui tentar tomar um banho tentando achar o negócio que liga o chuveiro porque minha vista escureceu totalmente, me segurava na parede e tentava me controlar. É como um enjôo normal, algo que eu não deveria ter comido então. Não pode ser outra coisa, só tenho essa explicação. Mas então porque sinto que estou normal em vez de sentir o incomodo no meu estômago? Eu estou me sentindo perfeitamente normal. Que sensação esquisita... Sinto que devo ir a escola, preciso ficar perto dos humanos... Mas porque?
Quando terminei eu fui para o espelho do guarda roupa e percebi que meus olhos estavam negros, um escuro assustador me deixando confusa porque não sentia nada de anormal para isso ter acontecido. Eles ficam brancos quando sinto algo diferente, eu não sabia que poderiam ficar assim. Quando me abaixei para pegar meu uniforme, eu cair sentada porque fui atingida pela sensação esquisita de novo mais forte e dessa vez parecia querer sair do meu corpo e me deixar fraca de novo. Mas de repente, ela desaparece de mim. Como se tivesse sido um ataque de alguma força estranha que alguém me fazia sentir e do nada desistiu.
Achei melhor ignorar tudo isso e me arrumar porque não tenho mais desculpas pra ir pra aquele lugar. Eu ainda estava sobre efeito daquilo, mas eu permaneci firme e com medo de voltar porque algo me diz que isso ainda está dentro de mim quase esperando pelo momento certo para voltar. Isso está começando a me assustar muito... Oque poderia ser se não era a Lucy? Balancei a cabeça e tentei não pensar nisso porque eu estou com medo, então não tomei café porque achava que era isso que estava me fazendo mal... Talvez seja meu organismo rejeitando comida humana que nunca fui acostumada a comer. Marie não estava me esperando, meu pai não estava aqui também, que estranho, ele disse que ia me levar hoje. Mas não tem problema em ir sozinha, eu sou mesmo uma idiota, podia ficar em casa aproveitando que ninguém está por perto para me obrigar a ir. Mas claro que tenho medo de descobrirem, há oque teria de mal em faltar?
Pensando em falta ou não eu já estava atravessando o estacionamento, eu sou mesmo uma burra. Estou começando a perceber que eu pareço gostar daqui pra não ter feito isso. Concluir que eu estou apenas estou sendo obediente aceitando meu castigo e só. Eu não gosto daqui e nunca vou gostar.
As únicas coisas boas desse lugar é poder ficar no campus conversando com a única menina que considero minha amiga e que eu não odeio como o resto dos humanos, ela falava muito sobre seus livros e eu ouvia todas as histórias prestando atenção e percebendo que ela não ficava mais daquele jeito triste e deprimida na hora do almoço. Em vez disso ela me procurava e começava a conversar comigo sobre coisas complicadas como suas atividades e como suas provas a preocuparam.
Fomos para nossas salas depois que o intervalo havia terminado, aguentei uma aula de ciências, tudo que ouvia era um ruído porque não prestava atenção. Pensava no garoto misteriosos que não veio nesse intervalo, talvez seja porque eu estava com Jucylen. Ainda pensava em como ia me aproximar de alguém da sala três, acho que pode ser a mesma série que a minha dividida em duas salas. Ele parece ter a mesma idade do que eu pelo pouco que o vi naquele dia. O terceiro ano... Só pode ser. Que burra, sala dois, sala três. Estava tão óbvio.
Estava quase no final da aula quando eu comecei a sentir aquilo de novo, dessa vez na forma de uma dor dentro do meu peito como se eu tivesse tendo um ataque cardíaco, eu permaneci controlada pedindo permissão para ir no banheiro e depois correndo pelo corredor chamando atenção, mas eu ignorava e tentava não cair por causa da tontura e a fraqueza no meu corpo.
E quando cheguei no banheiro eu me apoiei na pia olhando no grande espelho meus olhos diferentes de novo. Meu Deus... Não tinha como controlar, até eu perder todos os meus pensamentos normais de novo e ficar totalmente fraca e ao mesmo tempo lutava para levantar do chão para fazer alguma coisa que ainda não sabia oque era. Mas eu sabia que isso se misturava com a Lucy e formava uma única sensação muito forte e agoniante, meu corpo não suportava isso. E eu finalmente conseguir me controlar depois de ter ficado muito cansada de tanto tentar me recuperar desse ataque.
Me levantei do chão respirando pesado, não havia ninguém no banheiro junto comigo, eu agradeci a Deus por isso. Ainda sentia muito medo disso, tentava agir normalmente enquanto andava pelo corredor vazio dessa vez. Eu podia senti que poderia enlouquecer aqui se não saísse daqui. Assim que entrei na sala, o sinal tocou e eu só fiz recolher minhas coisas e sair junto com os outros ainda meio tonta e preocupada com isso, eu procurei um jeito de sair na frente de todos para não ser percebida porque achava que poderiam notar meus olhos ficando anormais de novo.
Passei as duas mãos no meu rosto respirando fundo na esperança de me concentrar em ir para casa sem tropeçar pela rua ou simplesmente começar a fazer curvas porque não conseguia permanecer em uma linha reta por muito tempo.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
