Capítulo 178

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Eu andava pela floresta preocupada focada somente em meu pai e tentando descobri porque sentia esse pressentimento estranho sobre ele. Lucy gritava discutindo comigo me dizendo que tinha algo a ver com aquela mulher, mas eu não acreditava a mandava ela ficar quieta porque meu pai não faria isso comigo. Mesmo assim ela me avisava que tomaria o controle do meu corpo se a encontrasse lá, eu estava segura de que isso não iria acontecer, então fiz esse acordo com ela.
Eu já estava na calçada andando tranquila escondendo meu rosto toda vez que alguém olhava pra mim ou se aproximava. Não era com tanta frequência que isso acontecia, a luzes dos portes já estavam acessas mesmo que ainda estava claro. Eu me perguntava porque Lucy ainda insiste em me força a ficar do lado dela, algumas vezes ela fica histérica dentro de mim quando eu ainda tendo conversar com ela. É difícil entender um ser que está dentro de você e não pode sair, mas que pode te possuir quando quiser.
Já perto de casa eu fiquei aliviada quando não sentia mais aquele pressentimento e também por não ter visto o carro dela ali estacionado. Como sempre a porta estava aberta e eu entrei acendendo a luz da cozinha, resolvi comer algo para me distrair um pouco. Peguei uma vasilha pequena que tinha uma coisa mole dentro que me deixou curiosa, eu a coloquei em cima da pia e tentei abri a tampa muito bem fechada. Foi aí que comecei a escutar vozes e até aquela sensação de está sendo observada, olhei pra trás já com as mãos tremendo deixando a vasilha de lado. Tive que me apoiar na pia quando encarei os dois na sala sérios me olhando. Uma cena que para muitos não significava nada, mas pra mim é uma desgraça.
-oque ela faz aqui!?
Perguntei com a voz alterada andando devagar até ficar perto do balcão onde me apoiei também para não voar em cima dela de uma vez. Ambos pareciam não ter oque me responder, oque me deixou mais irritada ainda cravando minhas unhas em cima daquele balcão ainda segurando a Lucy rindo e muito excitada dentro de mim já planejado oque eu ela ia fazer com ela.
-eu vim aqui trazer roupas novas pra você
Falou séria se levantando de lá caminhando de uma forma estranha para perto de mim ficando na minha frente me olhando de maneira superior. O balcão era a única coisa que me impedia de agarrar o pescoço dela, eu ainda não ia fazer isso.
-tá bom então, já pode ir
Falei fazendo um gesto com a mão direita para porta sem tirar os olhos dela. Me deu um sorriso malicioso como se tivesse gostando de ver minha irritação que aumentou ainda mais. Meu pai também piorou essa situação quando se aproximou do balcão também me olhando com reprovação de novo.
-pai eu não quero ela aqui...
Mordi meu beiço com raiva depois, eu quase chorei de tanto ódio dela e da cena que eu vi quando cheguei. Tudo que ele disse... Eu pensei que depois daquilo eu não ia mais ver esse tipo de coisa. Já me cansei dessas conversas.
-desculpe filha, mas...
-tem que se acostumar comigo
Interrompeu e completou ela me olhando sorrindo de novo, depois parecia ter tido uma ideia de repente abaixando a cabeça e sorrido ainda mais. Levantou os olhos dois segundos depois e encarou meu pai que parecia confuso e preocupado a encarando também. Simplesmente levantou sua mão e tocou no ombro dele aumentando meu ódio.
-porque não podemos ser uma familiar outra vez?
Nunca!!
Bati no balcão com as duas mãos rosnando depois passando uma perna por cima dele e jogando meu corpo na direção dela a derrubando no chão com força com as mãos no seu pescoço. A força que eu usava foi o bastante para fazer ela engasgar, mas depois segurou meus dois braços e me virou de lado me colocando na mesma posição que eu tinha a colocado. Mas depois se levantou e me puxou pelo cabelo me arrastando e eu gritava de dor tentando me soltar. Foi aí que senti o impacto do meu corpo inteiro sendo jogado contra geladeira, ela fez um barulho estranho e eu cair no chão depois gemendo dolorida, minha coluna parecia ter se partido no meio. Escutei a voz de meu pai e ela gritando alguma coisa, eu não prestava atenção na discussão, eu olhava pra ela ainda pensando em uma forma de ataque.
E quando a dor passou, eu me levantei dali meio tonta ainda com a cabeça doendo porque bati ela com força ali. Eu fui na direção dela de novo pegando seu cabelo também tirando ela de perto do meu pai e a levando até a pia, onde bati sua cabeça duas vezes tentando quebrar sua testa ou pelo menos seu nariz para estragar esse rostinho nojento.
Mas não demorou muito para eu sentir os braços dele me envolvendo me obrigando a me afastar dela. Mas ela caiu no chão se encostando na pia passando a mão no nariz que estava sangrando, eu sorri e não lutei mais com meu pai satisfeita com a cara dela ensanguentada. Ver ela me mostrando os dentes de tanta raiva me fez sorrir ainda mais e alimentando a Lucy que tanto andou me pedindo isso.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora