Estava sendo levada à algum lugar. Meu corpo ainda mole, estava sobre braços fortes o suficiente para me aguentar. Minha cabeça encostada em seu peito, pude perceber que ele era quente, sua temperatura me agradou porque estava com poucas roupas e sentindo calafrios. De olhos fechados eu suspendi meu braço passando pelo pescoço desse alguém sentindo sua pele mais quente ainda me dando prazer. Isso era diferente pra mim, eu me sentia segura em seus braços e não me preocupava para onde estava sendo levada, pude senti quando seus olhos ficaram no meu rosto, eu não sabia quem era... Mas me mandava uma energia muito boa.
-o trabalho e de vocês agora, ouviram senhoras?
Disse meio rouco e bravo me colocando no chão onde eu não conseguir permanecer em pé por muito tempo e me apoiei no seu corpo macio. Ele me segurou de novo pelos meus braços e me empurrou de leve até uma senhora com roupas brancas que me olhava quase com nojo de mim. Mas ela me pegou pela cintura e abriu uma porta grande demais me colocando sem a menor delicadeza sentada em uma cadeira desconfortável.
Depois eu levantei minha cabeça e a virei na direção da senhora que mexia em um armário pequeno de costas pra mim. A outra me espantou segurando meu braço rápido e amarrando meu pulso, como ainda estava sobre efeito daquele tranquilizante, eu nem me mexi ainda tonta e sem força para lutar contra isso agora. Minha cabeça girava muito, isso depois de ter visto meu sangue sendo coletado por ela em uma seringa que era muito grande e assustadora. Uma leve batida no meu rosto me fez acordar de novo quando estava quase desmaiando, de repente comecei a sentir minhas necessidades humanas como fome e sede. Eu sabia que não teria isso aqui agora. Talvez precise aguentar até o dia que eles resolverem me libertar desse lugar.
As senhoras me levaram até uma pequena salinha com um piso esquisito e molhado. As lajotas eram escuras e tinha pouca iluminação, ao meu redor eu só pude ver três chuveiros presos à parede e uma pia imensa com um espelho bem grande. Os chuveiros tinham uma distância de um metro e meio e eu pude ver uma... Há... Não sei oque é aquilo. Ei... Oque é isso?
Senti a mulher começar a rasgar minhas roupas com uma tesoura bem grande e prateada, a outra tirou minha blusa sem dificuldade porque não tinha forças nem para move meus braços, depois eu já estava completamente nua sentindo o frio me cortar no meio me atingindo de uma forma que não suportei e queria sair daqui agora. Mas elas me empurraram para debaixo de um dos chuveiros e a água, para minha surpresa, estava quente diminuindo minha temperatura que depois voltaria ao normal. Elas lavaram meu cabelo e meu corpo inteiro me esfregando com uma esponja que machucava as partes mais sensíveis.
Depois que terminaram, eu fui empurrada de novo para um banco no meio do banheiro onde secaram meu cabelo e me vestiram com o mesmo tipo de roupas de antes, só que da cor rosa dessa vez. Elas penteavam meu cabelo devagar e me passaram um tipo de óleo cheiroso pelos meus braços e pernas. Esse processo todo sem dizer uma palavras à mim.
Alguns minutos depois, eu fui levada para o enorme corredor mal iluminado, onde tinha dois homens esquisitos parados lá me esperando. Eles pegaram um tipo de corda do mesmo estilo daquele fio que me prenderam antes, passaram pelo meu pescoço delicadamente mas depois puxaram me sufocando. Eu não reclamei e nem tentei me soltar porque era inútil. Eles me arrastavam pelo corredor sem dó do meu pescoço e abriram uma porta parecida com aquela da sala que me trancaram, me jogaram lá dentro e depois fecharam a porta com força, ela fez um barulho estranho e ambos se viraram pra mim depois. Me afastei um pouco e engoli em seco com medo deles, mas não fizeram nada, só esticaram aquele fio no meu pescoço e prenderam na parede perto de um tipo de colchonete branco e fino no canto da parede. Me deixaram sozinha e confusa com tudo isso, me aproximei do colchonete e me sentei lá apertando meus joelhos contra meu peito tentando entender oque eu fiz pra está aqui. A sala tinha a mesma janela de vidro gigante, mas não tinha ninguém do outro lado, as três pequenas aberturas na parede acima do chão também estavam lá. Parece que não sair daquela sala de tão parecidas que elas eram.
Estava quase dormindo quando escutei um barulho esquisito e muito alto vindo do lado de fora. Isso me deixou alerta cravando minhas unhas no colchonete e arregalando os olhos desesperada com aquele grito que se transformou em um rosnado depois. Alguns segundos se passaram de silêncio e depois eu pulei dali correndo para o outro canto da parede até onde o fio no meu pescoço permitia. A porta foi chutada e eu notei os mesmos homens que me trouxeram pra cá segurando alguém que lutava com garras e dentes para se soltar, eles o colocaram no chão enquanto ele rosnava agressivamente sendo preso com o mesmo fio que eu estava na parede. Ele engasgou e parou de tentar lutar se rendendo quando os homens se afastaram e conseguiram prende-lo.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasiaEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
