Eu esperei mas nada aconteceu, só que depois eu senti sua mão agarrar meu pulso com força e eu fui puxada e forçada a andar do seu lado para algum lugar, olhei jass uma vez e quase me despedi porquê já sabia onde eu estava indo. Então comecei a chorar porque não tem nada pior do que ficar lá, a última vez fiquei dois dias e foram os piores da minha vida. Não me lembro nem do que fiz pra ter parado lá, faz tanto tempo. Agora me sinto uma criança de novo, já sei que fui uma. Mas agora eu não posso fazer nada, não sei porque exatamente eu estou indo pra lá. Mas sei que tem a ver com oque jass disse. Não tem motivos pra ele está fazendo isso porque não é oque ele pensa que aconteceu.
-pai não quero ir pra lá
Falei chorando andando do seu lado no seu ritmo apressado, eu não podia fazer nada pra impedi ele de fazer isso comigo. Eu nem sei porque pedi isso, sei que ele nunca tem piedade de mim. Não adianta nada eu sei que não. Por isso ele não me respondeu e continuou andando mais rápido e enfurecido ainda. Só oque me resta e mais uma tentativa, talvez se eu tentar explicar ele pode me ouvir. Não vou aguentar ficar naquele lugar.
-não aconteceu nada pai, eu juro pra você, por favor eu não quero ficar lá
Olhava para seu rosto sem nenhuma expressão, estava normal de novo e eu podia ver que ele não tinha me escutado. Sua mão não apertava tanto meu pulso, ele só continuava me puxando, pode ser um bom sinal. Eu sei que no fundo ele se sente triste em está fazendo isso comigo, não pode ser por puro desejo de me ver pagando pelo oque eu fiz. Mesmo que eu não tenha feito nada. Mas como convencer ele de que isso é verdade mesmo?
Não demorou muito pra mim começar a ver a casa abandonada e assustadora dentro da floresta no meio do nada. Ela era grande e de tijolos, branca e com janelas enormes, eu me lembro que gostava de brincar aqui. Ela me traz lembranças estranhas porque olhando agora, é bem estranha para uma criança como eu brincar naquela época. Não consigo me lembrar oque exatamente fazia em um lugar como esse que agora é considerada uma prisão pra mim.
Atrás dela tinha uma porta, uma porta estranha que te leva até o porão, onde primeiro se encontra escadas e depois um lugar escuro cheios de coisas que eu não conheço que preenchem o lugar fazendo ele parecer mais estranho do que normal.
Mas quando ele abriu a porta, eu parei e me recusei a entrar puxando meu braço com força chorando em desespero. Mas ele só fez voltar a agarrar meu braço com mais força me colocando no primeiro degrau da escada e eu ainda lutava querendo sair daqui porque até a entrada me assustava.
Mas depois ele me deu outro tapa me fazendo parar na hora e olhar pra ele que estava sério e frio sem piedade de mim.
-entra agora
Duas palavras que saíram na forma de uma ameaça pra mim, porque sabia que ele ia fazer algo pior se eu não obedecesse. Então eu fui forçada a me virar e encarar o escuro de lá e depois comecei a descer as escadas chorando sentindo a dor na minha bochecha me deixando magoada com ele como dá última vez. Mas acontece que agora é muito pior. Lá era só escuridão, nada mais, um lugar bem grande com coisas acumuladas nas paredes. O chão tinha poeira e era onde eu dormia.
Escutei a porta sendo fechada com força e depois eu corri para pequena janela alta demais que eu me lembrava e que era de vidro, mas pequena demais para eu passar e fugir. Fiquei na ponta dos pés e tentei ver ele lá fora que estava passando devagar como uma assombração. Ia tentar uma coisa.
-ne derelinquas me
Fiz ele parar e me olhar ainda frio mais eu sabia que tinha dado certo. Ele pode ter se lembrado dos momentos que passamos quando ele tentava me ensinar latim, era um momento que eu adorava porque sempre pronunciava errado e chegavamos a rir juntos. Eu nunca soube o porquê dele ter interesse em me ensinar isso, mas eu gostava muito. Era um tentativa que só ia funcionar se ele me responder.
-quaeso patrem
Fiz uma voz de choro tentando ver se ele desistia porque não tinha me respondido, eu estava suplicando, ele ainda estava parado ali me encarando frio e sério significando que não tinha dado certo. Tentei colocar meu rosto inteiro através da janela, mas não conseguia por ser alta demais. Eu percebi que ele tinha se virado para a floresta e parecia que estava indo embora. Eu me senti horrível sendo abandonada nesse lugar. Eu não quero ficar aqui.
-umbra est!
O chamava assim quando era menor, era meu apelido carinhoso, homem das sombras. Isso me fez chorar mais ainda porque ele nem se virou para me olhar.
-paenitet
Falou de forma dura e sem pena de mim me fazendo senti uma dor no peito que me deixou sem forças para continuar aqui olhando ele indo embora pela janela me abandonando. Cair no chão sujo deslizando pela parede soluçando com os olhos ardendo sem conseguir controlar a dor. A única coisa que me machucou ainda mais foi ele ter me ignorado. Esse era o verdadeiro motivo para eu está chorando nesse momento, não ligava para os dias que passaria aqui. Era só por ele não ter ligado pra mim, sem ter piedade de mim me castigando por algo que não aconteceu.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
