Estava voltando pra casa percebendo que não iria conseguir ir a aula amanhã pelo cansaço e dores leves no meu corpo que não me deixam andar direito. Isso sempre acontece e me deixa exausta, mas pelo lado bom, eu acho que vou conseguir convencer meu pai de que eu possa falta o segundo dia. Não há nada de ruim nisso... Ou será que tem?
Ouso um grito me assustando, eu parei onde estava olhando para todo os lados até ver um homem entrando em um lugar abandonado olhando para os dois lados enquanto o outro pegava alguém e levava para dentro. Eu fiquei dois segundos pensando no que poderia ser aquilo além de uma tentativa de estrupo, mas não poderia ser porque eu reconheci os homens que entraram lá com aquela pessoa. Eu não sabia se ia lá para matar minha curiosidade ou se seguia meu caminho deixando isso pra lá. Mas claro que não fiz isso, em vez de fazer o certo, eu atravessei a rua e fiquei na parede daquele lugar tentando chegar até a janela quebrada. Eu não ouvia mais os gritos, só vozes baixas... Estranhas. Eu não conseguia formar palavra nenhuma daquela conversa, até não conseguir mais aguentar e me abaixar e levantar depois vendo a cena confusa lá dentro. Havia uma mulher jogada no chão toda suja e parecia machucada, lá dentro também tinha os dois homens. O que pegou a mulher e o outro que viu se tinha alguém observando quando eles entraram aqui.
O que estava mais perto da mulher, ia se aproximando dela até poder vira-lá e pegar seu braço limpando com um algodão aquela região para aplicar alguma coisa nela. Mas aí eu senti uma onda de desespero passar por mim quando vi o rosto dela e a reconheci. Era Marie ali desacordada e recebendo uma injeção de uma coisa que com certeza não era boa.
Oque eu faço?
Vá embora!
Isso não é uma das minhas opções nesse momento...
Não vai fazer isso!
Se eu não fizer ela pode morrer.
E oque tem isso?
Ha merda...
-ei!
Chamei eles me levantando dali indo em direção a porta que era só uma entrada, porque não tinha porta. Eu os encarei por dois segundos até eles saírem correndo cobrindo o rosto e indo em direção a porta de trás onde quebraram e foram embora me deixando sem entender nada. Pisquei algumas vezes me concentrando nela caída ali desmaiada, ajudo ou não?
Não!
Vou só saber se ela está viva.
Me aproximei ficando de joelhos do lado dela deixando a barra de ferro do meu lado hesitante, criei coragem e com meu dedo, eu toquei sua bochecha quase vendo a temperatura que estava normal. Então dei dois tapinhas ali e depois esperei, abri um de seus olhos e depois fechei assustada. Fiquei aqui parada ainda pensando e brigando com ela querendo me fazer sair daqui a força. Mas no momento eu podia não escuta-la e tentar pensar direito ignorando os berros dela. Ela não está morta, pode ir pra casa depois que acordar, mas e se não acordar?
Vou me arrepender disso. Dei outro tapa no rosto dela, dessa vez um forte sorrindo depois porque queria muito fazer isso a muito tempo. Ela finalmente parecia acordar devagar abrindo os olhos e me encarando aqui ficando com raiva de mim mesma.
-Miah...?
Sua voz estava fraca demais, eu quase não entendi. Mas não queria que ela me agradasse ou algo do tipo, tô fazendo porque quero.
-bora levanta
Disse seca deixando bem clara minha ignorância na minha voz, peguei o braço dela e puxei com força fazendo ela levantar de uma vez mole feito uma boneca de pano. Segurei ela pela cintura e depois não deixei de pegar minha barra de ferro do chão. Caminhei com ela até a entrada e de lá eu fui pra trás daquela construção pegando o caminho de volta pra casa dela.
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Chegando lá, eu já estava muito arrependida a ponto de jogar ela no chão e ir pra casa do meu pai tomar um banho porque ela vomitou em mim na vinda pra cá. A levei até o quarto dela e coloquei ela na cama indo até a cozinha e pegando um dos guardanapos molhando ela na água gelada que tinha pegado na geladeira. Voltei ao quarto colocando aquele pano na testa dela e depois procurando um lençol porque ela estava ficando com febre, os mesmo sintomas que... Jass tinha. Balancei a cabeça e peguei o lençol de uma vez sem escolher, a cobri e depois apaguei a luz andando devagar até a porta.
-obrigado filha
Mordi minha língua e sair de lá fechando a porta. Tive vontade de voltar aquele lugar e deixar ela lá de novo se soubesse que ela diria isso. Já basta ter tido o trabalho de ter trazido ela até aqui e ter sido vomitada também... Isso foi um agradecimento. Eu tô com raiva porque ela me agradeceu?
Argth... Me concentrei em outra coisa, tipo oque vou fazer para convencer meu pai de me deixar faltar a escola amanhã. Se não deixar eu posso fugir a caminho de lá, não tô afim de ir.
Peguei minha barra de ferro da varanda e joguei a chave da casa por baixo da porta, rumo a casa dele para ter essa conversa.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
