Acordei desesperada com um barulho muito alto vindo da porta que foi quebrada quando alguém a chutou com muita força. Eu já estava apavorada, então eu só fechei os olhos e apertei meus joelhos contra o peito me tremendo de medo. Eu não sabia quem era porque estava muito escuro, os passos foram se aproximando de mim. Parecia usar botas e estavam molhadas, aquela coisa ficou na minha frente e eu esperava pela morte que com certeza já estava nos planos dele ou dela. Meu corpo parecia está sendo apertado por um força estranhas como se fosse um campo de força de novo, tudo em minha volta começou a brilhar vermelho e um som de um sirene no fundo pareceu apenas um ruído quando aquela coisa se abaixou e ficou na minha frente. Tudo que queria nesse momento, era que alguém pudesse entrar aqui e impedir essa coisa de me atacar.
Uma mão segurou meu braço o puxando depois bem devagar, era fria demais e eu continuei com os olhos fechados mas com a cabeça levantada de frente para ele(a). Meu coração não batia mais de tanto medo, eu não sei...
Meus pensamentos foram congelados quando eu senti alguém me beijando na testa de forma carinhosa o suficiente para me arrancar um suspiro e fazer meus ombros caírem em alívio quando abri os olhos e vi meu pai bem na minha frente na sua forma humana e com um sorriso que pareceu me trazer a vida de novo. Me aproximei e o abracei com força chorando e sorrindo ao mesmo tempo sem saber como expressar oque eu sentia nesse momento sem ser através desse abraço. Ele me puxou daquele canto da parede e me colocou de pé sem tirar seus braços de mim. Eu não queria nunca mais sair daqui.
-sentiu minha falta?
Minha resposta foi um soluço e um gemido e depois me afastei passando as mãos no rosto tentando me concentrar em sair daqui com ele e não deixar minhas emoções me atrapalharem.
-saia pelo corredor, dobre à direita e saia por um porta branca, cuidado com esses homens e quero que encontre sua mãe e...
-mas...
Interrompi meio brava no momento errado para ficar com raiva daquela mulher. Ele deixou seus olhos ficarem mais escuros ainda e ao redor deles surgiu uma sombra escura e assustadora na forma de me fazer calar a boca e escutar. Não disse mais nada e abaixei minha cabeça prometendo fazer o que ele mandou sem reclamar.
-vá agora!
Rosnou me empurrando em direção a porta onde ele saiu pela esquerda e me deu um último empurrão para a direita. Eu fiquei parada durante alguns segundo tentando lembrar do que ele me disse. Porta branca... Comecei a correr o mais rápido de conseguia sem fazer barulho com meus pés descalços no piso liso e branco. Dobrei a direita como ele falou e corri ainda mais me sentindo a poucos metros da liberdade. Tudo estava vermelho ao meu redor, eu não sei oque me pai fez com o povo desse... Hospital. Mas eu só queria saber de correr para porta branca que começou a aparecer quando as luzes vermelhas atingiu o fim do corredor.
Mas minha felicidade durou muito pouco, dois homens apareceram na minha frente sacudindo aquelas armas brilhando no escuro quando as luzes piscavam, eu me afastei e fiquei com as mãos levantadas em redenção. Eles se aproximavam de mim e eu me encolhi fechando meus olhos esperando pelo pior. Mas não aconteceu nada, em vês disso, eu escutei dois gemidos e algo perfurando pele humana. Abri os olhos e eu vi uma cena que me perturbou muito, era... Aquele garoto na minha frente segurado os dois homens que já estavam mortos com... Alguma coisa enfiada no meio deles. Algo que me deixou em dúvida pensando no que poderia ser porque não estava claro o suficiente para saber oque exatamente estava acontecendo na minha frente. Ele os arremessou na parede com aquelas coisas que pareciam sair das suas costas. Depois que os dois homens já estavam... Mortos, eu tentei me recompor quando aquele garoto me olhou quase sorrindo me oferecendo sua mão para segui-lo. Seus olhos não era nada diferente das suas luzes que piscavam ao meu redor, mas uma sensação de segurança, me fez estender minha mão e ele me puxou em direção a porta que a abriu com força quase arrancado ela do lugar. Dava direto para floresta e nós corríamos sem parar indo rápido demais porque ele me puxava e eu não conseguia acompanhar sua velocidade. Estava chovendo e muito escuro, mas está na floresta de novo já era uma coisa que me fazia esquecer de tudo que passei naquele lugar.
Dois segundos depois eu fiquei molhada, encharcada, e com um pouco de frio. Nós dois paramos em frente a uma lagoa suja e embaixo de uma árvore com folhas resistente o suficiente para aguentar as gotas grossas da chuva.
Eu tirei minha mão da sua e passei no meu rosto para tirar os fios de cabelos que se bagunçaram na corrida até aqui. Estava ofegante e não pude deixar de sorrir olhando para o chão não acreditando. Coloquei minhas mãos na cabeça e dei uma volta completa olhando envolta organizando meus pensamentos.
-não disse que ia recompensar você?
Falou me tirando a concentração, na hora eu me virei pra ele e vi aquele garoto que me colocou lá. Meu sorriso foi sendo desmanchado e logo eu formei uma cara emburrada abaixando minhas mãos. Agora preciso de explicações, se ele não me der eu vou despejar o desejo de Lucy tudo nele.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
