Não acredito que vou precisar fazer isso, mas pelo visto acho que sim. Então eu sair de cima da mesinha e sentei do seu lado na cama mas tomando distância de trinta centímetros do seu ombro e do meu. Olhei para seu rosto e ele virou de uma forma infantil abraçando aquela coisinha contra seu peito, nesse momento aquela raiva veio subindo pelo meu corpo e eu apertei minha mandíbula com força e mordi minha língua em uma forma de me manter calma e continuar com uma expressão normal. Eu eu só estou tentando ajudar, mas ele parece tirar proveito disso tomando essa atitude infantil e irritante... Respirei novamente e coloquei minha mão no meu colo esticando minhas pernas também. Depois eu olhei pra ele de novo e pensei em algo para dizer, algo que seja simples sem muito significado e que mantivesse aquela minha nova personalidade que eu adotei a poucos dias.
-senti pena de você sim... Queria que eu deixasse você lá daquele jeito? Devia me agradecer não me questionar dessa forma
Saiu melhor do que pensei, conseguir manter minha voz normal e um pouco exigente. Desviei os olhos para meus dedos e comecei a brincar com minhas unhas ficando tensa quando ele não respondeu. Eu só queria que ele entendesse que eu não voltei a ser aquela de antes, e também que não penso em fazer isso, e que isso que eu fiz só foi uma forma de retribui oque ele fez por mim também naquele dia.
-sinto raiva de você... Preferiu obedecer aquela alma penada e me dá aquela facada, não consigo entender porque você está assim
-tá vendo oque dá se ficarmos juntos um dia?
Usei um tom sarcástico, mas mantive meus olhos na parede na minha frente. Eu estava sendo sincera e só estou dizendo que é culpa dele por trás dessa frase, não consigo parar de ter a conclusão que prefiro os meus dias sozinha e solitária do que com esse garoto que me trás problemas, e quase sempre com meu pai envolvido. Oque mais precisa acontecer? Não adianta, eu sinto que só piora. Alguém precisa morrer pra ele entender isso?
-pelo visto uma noite também, vamos ver se conseguimos sobreviver sem tentar se esfaquear ou atacar um ao outro feito dois animais?
Seu olhar foi desafiador me causando uma pequena animação dentro de mim, tive que retribuir seu sorriso do mesmo jeito. Não sei porque estou sorrindo pra esse idiota.
-acha que conseguimos?
-não
Respondi rápido e dessa vez eu usei um outro tipo de sorriso mostrando meus dentes. Me sinto de alguma forma melhor na sua companhia agora, talvez seja porque estejamos nos divertindo com isso. Me sentia bem com outro tipo de sentimento por cima daquele, um bem fraco lá no fundo mesmo, um que está sendo descoberto só agora. Que era parecido com aquele quando achei que tinha encontrado um amigo quando na verdade queria algo a mais comigo. Mesmo assim parece que ele tinha voltado a ser aquele chato de antes, aquele que fazia perguntas demais quando nos conhecemos... Não acredito que estou com vontade de chorar...
-vou pegar um lençol
Ele disse depois de alguns minutos em silêncio e quando ele se levantou eu percebi que ele tinha colocado a mão naquela região sentindo dor com certeza. Mas eu aproveitei esse momento para passar os dedos nos meus olhos para tirar a pequena quantidade de lágrimas que estavam ali e disfarçando quando ele voltou a me olhar segurando um lençol enrolado como um tapete nos seus braços. Parece grande demais para ser um lençol, era cor de areia e... Felpudo. Me deu vontade de abraçar.
Eu tive que sair de cima da cama para deixar ele esticar o lençol por todo o comprimento da cama, depois eu me deitei nela sentindo uma coisa muito... Muito macia embaixo das minhas mãos e do meu corpo. Puxei ele debaixo de mim e me embrulhei passando várias vezes pelo lado do meu rosto e na minha bochecha, era tão macio e felpudo que senti vontade de nunca mais sair daqui. Meu Deus... Eu sonhei com isso quando estava naquela chuva que está furiosa lá fora porque não consegue me molhar aqui dentro. Essa idiota.
-sabia que ia gostar
Falou se deitando do meu lado pegando metade do lençol cobrindo seu corpo também, eu puxei de volta e coloquei uma parte em cima do meu ombro e me cheguei para mais perto da parede passando aquela coisa macia demais no meu rosto e no meu nariz me divertindo e me satisfazendo daquela vontade de está sobre algo macio coberta por uma manta com cheiro de hortelã e erva doce, e tinha mesmo essas duas fragrâncias deliciosas. Meu Deus... Obrigado, eu não peso mais nada daqui pra frente.
Mas ele puxou de novo e na hora eu fiquei irritada porque meu braço ficou descoberto e eu estava disposta a brigar por esse lençol se fosse preciso, ele é macio demais pra ser dividido. Então eu me levantei e fiquei sentada na cama encarando ele que percebeu eu fazer isso só que não me olhou e puxou o lençol até cobri sua boca e seu sorriso idiota.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
