Depois de um bom tempo de conversas engraçadas e interessantes, ele parou na frente de uma casa bem grande e bonita enfeitada com plantas e flores na varanda. Ela era de dois andares e eu fiquei confusa e curiosa tentando descobrir porque ele me trouxe aqui.
-não vai entrar?
Perguntou abrindo a porta de madeira pintada de branco. Ele parecia se divertir com minha confusão sorrindo ainda segurando a porta. Eu subi as escadas da varanda e entrei passando do seu lado escutando a porta sendo fechado atrás de mim. Lá dentro era tudo lindo e organizado na perfeição, primeiro tinha a cozinha enorme com armários escuros e uma janela quadrada e de vidro coberta por uma cortina branca, a sala era linda também com sofás de cor cinza e uma mesinha de centro de madeira e vidro em cima. A televisão estava sobre um tipo de raque com gavetas e coisas estranhas organizadas uma do lado da outra sobre ele.
Vi uma escada e sai correndo subindo e chegando lá em cima, havia um pequeno corredor e do lado dele tinha duas portas. Entrei em uma delas e dei de cara com um quarto com uma cama de solteiro e pelo visto era feminino pelas coisas rosas. Tinha uma penteadeira com uma cadeira e um guarda roupas enorme e suas portas eram espelhos. Abri ele tirando todas as roupas de lá e escolhi um vestido branco e leve, depois o coloquei sobre meu ombro e fui até as gavetas encontrando várias roupas íntimas e dobradas a perfeição. Peguei uma parte de cima e a baixo também, ambas combinavam por serem brancas e com rendinhas finas e delicadas. A parte de cima do guarda roupas tinha vários lençóis e toalhas, onde eu peguei uma e me virei na direção da porta do quarto vendo que ela estava destrancada. Então eu a tranquei por questão de privacidade porque eu ia tomar banho no banheiro chique que ficava depois de uma porta branca e grande.
Lá dentro eu pendurei as roupas e deixei a toalha no pau de segurar coisas lá. Amarrei meu cabelo em um coque e tirei meu vestido antigo jogando ele no chão ainda seco perto do lixeiro que estava atrás da porta. Tomei um banho rápido mas demorado ao mesmo tempo, me lavei com shampoo de morango que me deixou com um cheiro muito bom e forte.
Vesti o vestido branco com as partes íntimas e sai do banheiro me vendo no espelho do guarda roupas e me achei bonita e humana. Peguei uma escova na penteadeira e arrumei meus cabelos deixando eles soltos. Respirei fundo pegando uma das coisinhas macias sobre a cama e indo lá pra baixo encontrando meu pai sentado no sofá assistindo algo na televisão que não me importei em saber oque era e me sentei do seu lado abraçando a coisa macia e me encostando no seu ombro.
Fiquei olhando a tela da televisão e comecei a perceber que não estava escutando nenhuma palavra do que a mulher dizia. Meus olhos foram ficando pesados e eu me aconcheguei no ombro dele fazendo ele passar seu braço por mim me deixando mais confortável ainda. O barulho e a voz da jornalista foram se transformando em ruídos baixos no fundo da minha cabeça. Fechei meus olhos finalmente deixando meus braços caírem sobre seu colo com preguiça de levanta-los. Mas depois de alguns segundos, eu percebi que o som da televisão havia cessado, e eu senti ele saindo do meu lado passando meus braços pelo seu pescoço e eu coloquei minha cabeça sobre seu ombro por instinto quando ele me carregou como uma criança me levando a algum lugar. Eu estava tão confortável no seu colo que eu não queria nem abrir meus olhos e eu poderia dormir aqui mesmo se eu não começasse a sentir a cama embaixo do meu corpo. Depois o lençol me envolvendo e um beijo sobre minha testa de leve.
Me virei de lado e puxei o lençol passando ele pela minha bochecha e depois meu nariz. Era algo tão bom e cheiroso, não sei se estou sonhando ou se estou dormindo meio acordada mesmo. Mas depois eu só sei que adormeci de uma vez.
————
Mas tarde, algo estava passando seu braço pela minha cintura se colocando na cama atrás de mim me apertando contra seu corpo. Como era um sonho eu deixei isso acontecer sem saber quem exatamente era. Mas eu gostava do carinho no meu cabelo e uma respiração lenta bater no meu rosto, o alguém estranho tirou meu cabelo do pescoço e me beijou ali me acordando na hora com o frio dos seus lábios e quando eu me virei eu gritei alto e fino feito uma menina. Me assustei com ele e o empurrei de cima da cama saindo de lá indo em direção a luz do abajur acendendo ele rápido. Era porcaria do jass caído no chão sentado me olhando sorrindo.
-PAI!!!
Gritei chamando-o com a voz diferente de tanta raiva, ela estava rouca e aguda ao mesmo tento. Apertei meus punhos enquanto esperava a porta ser aberta por ele olhando para jass se levantando do chão dizendo alguma coisa tentando me acalmar. Mas eu não escutava e sai da frente da porta quando ouvi seus passos subindo as escadas. Eu sinto muito, mas não quero sua companhia esta noite, você me assustou! Quem mandou entrar no meu quarto!
-oque...?
Pai perguntou me olhando confuso ficando no meio do quarto, mas depois ele percebeu jass ali e eu notei ele ficar branco de novo morrendo de medo. Deu um passo para trás quando meu pai deu dois na sua direção.
-como entrou aqui desgraçado!? Ele fez alguma coisa com você querida?
-não
Respondi seca ainda com os punhos fechados de raiva de jass. Ele ficou lá me olhando com os olhos arregalados confuso e assustado levantando as mãos na direção do meu pai que se controlava ainda parado pensando no que iria fazer com ele. Só expulsar serve.
-calma tá? Eu vou sair
Falou passando por cima da cama de quatro, mas meu pai agarrou sua calça e sua blusa tirando ele de lá como se fosse um cachorro em uma coleira. O jogou na parede perto da janela que era o tipo de entrada que eu suspeitava, ele ficou lá encolhido ainda se protegendo com suas mãos. Pai ficou na sua frente e parecia lutar contra o desejo de mata-lo aqui mesmo.
-vai sair por onde entrou infeliz
Rosnou apontando para janela, depois que jass tinha olhado pra lá e não foi como ele pediu. Ele o pegou pela blusa e o colocou na frente dela esperando ele sair como entrou. Mas antes ele olhou pra mim triste e chateado comigo, mas no momento não posso fazer nada. Então ele saiu pulando de lá mesmo estando no segundo andar da casa, se subiu consegue descer!
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
