Acabei cochilando dentro do carro pela demora e a velocidade que ela mantinha. O vento gelado no meu rosto pela janela um pouco aberta me dava muito sono, foi isso que me atrapalhou quando eu perdi o momento que ela havia passado da casa do meu pai onde deveria ter parado. Eu fiquei em pânico com medo de alguma coisa porque na minha cabeça eu não podia fazer nada com ela, minha reação foi me encolher no banco e esperar para ver oque aconteceria. Mas esse medo todo foi em vão porque ela só parou na frente da sua casa me deixando confusa, saiu do carro e andou tranquilamente até a varanda e entrou segurando a porta e me olhando de uma forma que me obrigou a sair também e caminhar até lá passando do seu lado me encolhendo. Ela me sequestrou?
Eu não sei, mas eu só fiz caminhar até meu quarto batendo meu corpo na porta que não se abriu quando girei a maçaneta, foi aí que eu perdi a paciência porque não sabia oque ela planejava, mas eu quero minha privacidade.
-ei?
Chamei e ela me ignorava mexendo no armário tirando alguma coisa de lá, depois foi até o outro armário e começou a passar um pano nele bem devagar limpando o pó que o cobria. Eu fiquei aqui parada tendo vontade de chutar ela dali porque trancou meu quarto de propósito. Eu não sei porque ela fez isso... Eu quero ir pra casa do meu pai!!
-porque me trouxe aqui?
Perguntei suspirando me rendendo, sentei na mesa e abaixei a cabeça esperando sua resposta que não obtive durante dois minutos esperando ela terminar de limpar os três armários. Olhou pra mim no final jogando o pano dentro da pia e depois se sentou na mesa com a expressão calma mas fria. Fiquei entrelaçando meus dedos nervosa com seus olhos em mim me deixando insegura porque eu a considerava um cachorro bravo que não se deve confiar.
-só estou tentando passar mais tempo com você
Sorriu de uma forma carinhosa me provocando a fazer uma careta em resposta porque isso não é oque posso chamar de uma atitude de uma mãe arrependida dos erros que cometeu no passado. Me mantive firme até a hora que senti vontade de largar um tapa na cara dela, esse ódio não vai sair de dentro de mim até que eu tenha matado ela de um jeito que ela não volte mais.
-porque não saímos mais tarde?
Levantei uma sobrancelha e meu coração acelerou quando ela formou um sorriso que me fez engoli em seco e curvar meu corpo para o lado com medo. Meu Deus...
-tenho certeza que vai gostar, tome um banho que eu te espero
Deslizou uma chave prateada na mesa fazendo ela parar bem na frente da minha mão. Ainda sorrindo pra mim ela se dirigiu até o seu quarto me deixando boiando porque não havia entendido sua intenção nesse... Passeio. Mas respirei fundo me recuperando e indo para meu quarto abrindo a porta e percebi logo uma muda de roupa em cima cama, era uma saia preta que eu gostava e uma blusa simples escura também. Apertei os olhos pegando oque ela queria mesmo fazer comigo porque me agradar até agora não conseguiu, só me deixou com medo.
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Quando sair do quarto, eu encontrei ela no corredor penteando o cabelo com os dedos e depois vendo a hora no celular que estava na sua mão. Usava uma calça jeans preta e uma blusa azul escuro de mangas que iam até seus cotovelos, ela sorriu pra mim e fomos até a cozinha. Me sentei na cadeira para espera-la porque ela mexia no celular parecendo concentrada, mas depois ela sorriu de novo e pegou a chave da casa abrindo a porta pra mim passar primeiro.
Passei por ela meio desconfiada das suas intenção ainda. Mas lá fora eu me senti tão bem porque estava escuro e pouco movimentado mesmo não sendo tão tarde da noite. Eu a acompanhei pela calçada em silêncio ainda com um pouco de medo de perguntar alguma coisa porque ela parecia concentrada em alguma coisa no seu caminho. Como se tivesse procurando alguém ou um lugar. Mas nós estávamos na rua principal e já passamos por duas esquinas e ela não falava nada me deixando impaciente. Lucy estava começando a dar sinal dentro de mim se despertando aos poucos como se tivesse dormindo esse tempo todo, eu não dei atenção a ela e comecei a olhar envolta tentando ver para onde ela estava nos levando. Mas aí eu comecei a perceber um prédio bem grande com algumas luzes na frente escrito algo em inglês que eu não conseguia entender, ela parou me puxando para um pequeno espaço que parecia um beco. Ela olhava para a entrada do lugar e depois mexia no celular vendo o horário, suspeitei.
-pode me explicar oque está acontecendo?
-ela já vão sair, segure isto
Tirou uma coisa brilhante de algum bolso da sua calça que eu não reparei e era uma pequena faca do tamanho do meu dedo parecendo mais um bisturi. Eu arregalei meus olhos espantada mas peguei a faca automaticamente sorrindo vendo que Lucy já tinha tomado posse do meu corpo. Mas balancei a cabeça e voltei ficando confusa porque ainda não estava acreditando na intenção dela que ficou bem clara agora pra mim.
-ela está vindo
Me apavorei e me afastei dela apertado a faca na minha mão e me sentido perdida porque não sabia oque fazer. Mas já era tarde demais, quando pisquei ela tinha puxado uma mulher que parecia uma prostituta pelas roupas, Marie a colocou na parede e depois deixou ela cair no chão ficando assustada olhando para todos os lados tentando entender oque estava acontecendo. Ela tirou outra da mesma faquinha que eu segurava do bolso e passou a mão na testa suspirando pelo pequeno esforço que fez quando puxou a mulher.
-Marie?
Perguntou a mulher confusa segurando a bolsa no peito apertando-a com medo e com os olhos arregalados. Eu sorri por algum motivo e olhei para Marie que sorriu também se aproximando da mulher assustada, eu fechei os olhos quando ela pareceu ter dado um tapa no rosto dela. Mas quando eu abri os olhos eu vi que a mulher estava no chão engasgando porque tinha um corte muito grande na sua garganta deixando seu sangue ser derramado saindo como se fosse água. Eu coloquei minha mão na boca voltando ao normal mesmo não tendo feito nada, olhei para Marie que voltava a colocar a faca no seu bolso e depois pegou a mulher pelas pernas arrastando ela para o fundo do beco deixando seu corpo lá e depois me olhando de um jeito me deixou com medo de novo.
-sua vez
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
