Acordei me sentindo horrível e muito fraca não me lembrava de quase nada, meu cérebro bloqueava tudo que eu tentava me recordar. Mas não vinha nada na minha cabeça que me fizesse lembrar de como vim parar qui, tentei abri os olhos e me acostumar com a luz forte e branca. Estava encostada na parede gelada e dura de uma sala totalmente branda e retangular, não tinha nada nela além do teto, chão e parede. Olhei para minha esquerda, onde conseguir ver três janelas pequenas retangulares também na parede três metros acima do chão. Minha direita tinha uma outra janela bem maior quase ocupando toda parede, ela era de vidro e do outro lado, haviam pessoas esquisitas que me olhavam curiosas e sérias. Uma mulher com um cabelo amarrado em um coque alto e muito branca assim como eu, ao seu lado tinha um homem alto de terno que segurava um tipo de caneca escura soltando vapor. Me espantei quando alguém entrou na sala pela porta que eu não tinha reparado, era um jovem quase da minha idade, tinha cabelos loiros e curtos. Seu rosto era fino e angelical, também usava as mesmas roupas que a mulher de coque, um jaleco branco com botões pequenos pelo peito. Mas quando ele se aproximou de mim, eu me senti daquele jeito de novo e minha dor de cabeça aumentou duas vezes ficando mais forte. Quando me levantei pensando em ir na direção dele, eu percebi que estava com roupas estranhas, era uma calça comprida que ia até meus pés, ela era fina com elásticos na minha cintura, a blusa era de manga meio apertada e folgada ao mesmo tempo. Oque eu senti no momento do meu ataque, era um fio apertado no meu pescoço me fazendo parar na hora e cair no chão quando meu impulso foi interrompido por ele. Eu fiquei no chão respirando pela boca com o foco dos olhos perdido porque eu só conseguia pensar em matar aquele homem, eu não conseguia entender onde eu estava ou quem me trouxe pra cá. Mas só sei que não me sinto normal.
-Louise não é?
Perguntou com a voz calma juntando seus braços atrás do corpo se curvando na minha direção com um leve sorriso no rosto. Eu não liguei pra essa pergunta e olhei para o fio que parecia um de eletricidade e colorido meio espelhado. Ele prendia meu pescoço e terminava na parede onde eu acordei, ele era comprido o suficiente pra mim ficar no centro da sala onde se encontrava o homem ainda sorrindo tranquilamente pra mim. Encarei ele uma vez me levantando do chão sentindo a dor no meu pescoço e no meu joelho. Fiquei de pé apertando minhas mãos soltando uma quantidade de saliva anormal chegando a sair pelos cantos da minha boca.
-tudo bem tá?
Usou uma voz mais calma ainda me transmitindo confiança, ele se agachou ali me olhando ainda mantendo seu sorriso fraco. Fiz a mesma coisa me sentando no chão de cabeça baixa, mas olhava para ele analisando cada movimento seu. Estávamos a dois metros e meio de distância, eu não conseguia chegar até ele... Isso me agoniava mais do que essa coleira em mim.
-se quiser pode me dá um nome, vou ser seu amigo
Se sentou agora juntando as mãos no seu colo ainda se curvando cuidadosamente na minha direção. Eu sabia que eu estava o assustando, mas eu não sinto mas aquela vontade de ataca-lo. Mas quando pensei na sua frase sobre ser meu amigo, eu pensei no seu nome que já havia escolhido.
-bay
Por causa do seu cabelo e porque foi a primeira coisa que notei quando ele entrou por aquela porta. Ele sorriu mais ainda e se levantou andando pelo espaço enorme da sala e abriu a porta olhando uma última vez pra mim e a fechou me deixando sozinha encarando as pessoas ainda me observando pelo vidro gigante da janela. A mulher havia saído de lá, o homem de terno escuro conversou com bay e ele parecia muito sério, eu não escutava nada aqui dentro além da minha respiração acelerada. Eu ainda tentava me lembrar do que exatamente havia acontecido comigo, mas não tem nada na minha cabeça, só um vazio esquisito e que me deixava agoniada porque eu não sabia de quais coisas eu tinha me esquecido. Eu ainda me lembrava do meu pai, de jass, Sr. Clóvis, minha mãe. Tudo... Mas algo está bloqueando tudo que eu queria lembrar de verdade, essas coisas parecem ser objetos que eu possuía e que agora não tenho mais.
A porta foi aberta de novo e eu vi bay de novo entrando com uma seringa na mão, foi o suficiente pra mim rosnar alto de uma forma que nem sabia que poderia. Corri até a parede me encostando no canto, me abaixei e fiquei mostrando meus dentes à ele que não recuava nem se afastava. Eu percebi que o líquido dentro da seringa enorme, era transparente, mas eu podia ver coisas lá dentro... Eu podia ver certas bactérias lá dentro que eu não queria que entrassem na minha pele e no meu sangue.
Dois homens de jalecos verde claro entraram também se aproximando de mim de uma forma que eu não gostei e tentei me distanciar deles antes que me pegassem. Mas não deu tempo de fazer nada porque eles me imobilizaram no chão e bay se abaixou perto do meu braço direito, onde enfiou a agulha fina me provocando uma dor de um beliscão e quando ele despejou o líquido eu me contorci mais ainda gritando de dor e agonia mas não conseguia me mover direito porque tinha dois homens adultos me segurando!
Depois que tudo tinha se acabado, eu fiquei deitada no chão me sentindo muito mole e sonolenta. Bay colocou minha cabeça no seu colo olhando para mim ainda com aquele sorriso gentil me fazendo carinho na testa me deixando mais sonolenta ainda. Peguei sua mão e a tirei do meu rosto porque não estava gostando disso, depois virei meu rosto e fechei os olhos me sentindo segura para adormecer aqui mesmo.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
