Sai de lá batendo a porta com força atrás de mim caminhando sobre a calçada tentando absorver tudo que acabou de acontecer. Eu a deixei assustada e com medo de mim. Isso não é tão ruim, é melhor sentir medo de mim porque eu vou tornar a vida dela um inferno por tudo que fez comigo. Eu ainda me perguntava porquê não a matei lá mesmo, talvez seja porque eu queira me divertir com ela. Mas agora minha raiva e ódio se acumularam dentro de mim, oque me levou a ficar descontrolada de novo. E quando eu vi duas adolescentes saindo de um tipo de bar que cheirava a cigarro e cerveja, eu não pensei duas vezes antes de seguir as duas bêbadas pela calçada cambaleando porres e se apoiando uma na outra. Esperei elas passarem por um beco e pulei nas costas da mais baixa e que parecia mais idiota.
Agarrei ela com minhas pernas e mordi sua nuca com força sujando meu rosto com seu sangue nojento. Mas sem querer eu acabei engolindo um bocado quando ela caiu no chão de frente empurrando a outra do seu lado também, não tirei meus dentes dela e fiquei sobre seu corpo até ela parar de se mexer e gritar por socorro que não vinha. A outra idiota estava jogada no chão rolando de um lado para outro porre e sem saber oque estava acontecendo com sua amiga, acabou ficando lá parecendo querer dormir lá mesmo.
Não perdi tempo e a peguei de lá rolando seu corpo até poder ficar de costas pra mim, mordi seu pescoço também com o dobro de força enquanto ela gritava e se contorcia de dor no chão embaixo de mim. Continuei mordendo-a até poder saciar minha vontade de matar aquela desgraçada, mas eu não parava de arrancar pedaços grandes dessa idiota aqui imaginando sua pele e o gosto do seu sangue que deve ser o mesmo que o meu. Não admito ser filha daquela coisa, como posso mata-lá...? Não existe um tipo de tortura que servisse pra ela.
Deixei o corpo da jovem bêbada no chão e passei por cima limpando minha boca e depois colocando meu dedo no fundo da minha língua para vomitar aquele sangue que eu tinha nojo por ter engolido. Não quero nada daquela coisa dentro de mim. E quando eu vomitei acabou vindo mais do que eu esperava e limpei minha boca de novo com meu vestido mesmo.
Mas eu acabei vendo mais humanos na minha frente, era uma família com um casal de crianças animadas brincando de correr um atrás do outro enquanto os pais abriam a porta da casa deles. Por sorte eles entraram antes de eu resolver ataca-los também, mas eu ainda sentia raiva daquela cadela e queria descontar em alguma coisa, ainda quero matar para me aliviar da vontade de correr de volta à sua casa e mata-lá como estou desejando.
Resolvi deixa somente aquelas duas jovens mesmo como minhas vítimas, queria poder me limpar e fiz isso numa bacia em forma de pneu de uma borracharia fechada e escura, mas a água era limpa e eu me limpei somente com a que saia da torneira. O decote do meu vestido estava sujo também mais eu sabia que tinha roupas limpas pra mim mochila de jass na sua casa. Lembrando disso eu preciso de alguém com quem eu possa contar meus problemas e também preciso de um abraço apertado e as palavras "tá tudo bem" serem pronunciadas. Eu preciso muito disso, só que não quero contar nada do que descobri sobre mim, ainda não digeri isso direito, vou passar um bom tempo sem falar com meu pai. Vou me concentrar somente na minha mãe agora. Prefiro atormenta-lá e me divertir com seu medo que em alimenta, por enquanto.
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Cheguei a casa de jass hesitando em abri a porta e ser interrogada. Mas eu prometi não contar nada nesse momento, só quando me senti menos... Afetada por isso. Preciso da sua compreensão agora.
Ele estava sentado na cama com certeza me esperando, quando me viu, eu abaixei os olhos quase tentando esconder oque eu fiz. Fechei a porta atrás de mim e fiquei no mesmo lugar esperando as perguntas que não vieram, estava envergonhada, triste e me sentido péssima por não ter feito oque queria.
-desculpa demorar
Falei meio rouca e fazendo massagem no meu cotovelo esquerdo por ter caído em cima daquela humana de mal jeito. Me aproximei da cama e me sentei um pouco longe dele ainda envergonhada. Tive que me virar de frente pra ele e respirar fundo antes de pegar sua mão e fazer carinho nela com meu polegar assim como ele fez comigo quando o encontrei daquele estado.
-não quero explicar nada agora, você sabe oque eu fiz, mas quero falar sobre isso só mais tarde...
Minha voz no final se transformou em um choro fraco e sufocado pela minha mão sobre a boca. Solucei várias vezes e deixei as lágrimas caírem em redenção ao sentimento de tristeza profunda e solidão dentro de mim por tudo que aconteceu comigo e por ser filha daquela infeliz por culpa do meu pai. Eu sei que no fundo eu me sinto triste por ter sido abandonada pela minha própria mãe por ter nascido anormal.
-ho Lucy, tudo bem não precisa ficar assim
Me aproximei ainda mais dele pela sua voz tão doce e suave comigo. O abracei com força passando meus braços pelo seu peito até apertar suas costas com minhas unhas, continuei chorando manchando sua blusa com minhas lágrimas que não paravam de cair. Tudo que eu precisava sentir era isso, eu precisava desse abraço. Ele também me ajudou mais ainda me fazendo carinho na cabeça bem devagar beijando minha testa quando me afastei para limpar o rosto.
-tudo bem?
Balancei a cabeça dizendo sim soluçando pela última vez secando minhas bochechas com a sua ajuda também. Fiquei olhando a cama embaixo de mim pensando no que eu poderia fazer para me recuperar dessa confusão toda. Mas nesse momento preciso do seu carinho que é a única coisa que pode me fazer esquecer isso tudo.
-vem... Deita aqui
Falou me convidando a deitar junto com ele que me puxou até poder ficar do outro lado da cama que costumo dormir. Fui envolvida pela coberta macia e quente e fiquei com o rosto de frente para seu peito porque ele me abraçou e ficou me fazendo carinho na cabeça até eu adormecer tranquila.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasyEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
