Já se passaram quinze segundos e eu comecei a empurra-lo com mais força depois de ter percebido oque eu estava fazendo. Mas ele não facilitava e me abraçava com o dobro de força que eu usava para afasta-lo, meu corpo estava sendo esmagado entre seus braços e eu não conseguir mais me mover para tentar fugir daqui. Foi aí que eu usei minhas pernas e tentei me empurrar para cima conseguindo sair de cima do seu colo quase caindo da cama por ter ficado na beira. Depois eu o encarei e chutei sua barriga usando toda minha força e minha raiva nesse momento, ele caiu deitado de costas e ficou gemendo porque eu tinha acertado seu machucado outra vez, eu sei que é fingimento porque aquilo já está cicatrizado. Limpei minha boca e recolhi o lençol passando pelo meu corpo inteiro que se dependesse de mim, não será tocado por ninguém daqui por diante. Eu fui a idiota, não posso deixa de me culpar por isso.
-oque faço pra você parar de me bater?
-vamos na cidade e você me arruma mais daquelas coisas que me deu pra comer
Na verdade nem aquelas coisas podem fazer uma coisa dessas pra ele, eu sempre vou bater nele ou estapea-lo porque pra mim é o único jeito de me sentir melhor. Mas talvez eu possa ser um pouco menos violenta com ele se conseguir mais daqueles negócios gostosos. A chuva já está bem fraca e a tarde está cinzenta, oque pode significar que já está chegando a noite, e eu quero realmente ir na cidade por alguns motivos que me deixam segura de não ficar naquele estado de novo, mas quem se importa? Eu preciso fazer essas coisas porque elas fazem parte de mim, e não essas fantasias humanas que estou passando. Sinto nojo de mim mesma.
-ha... Tá bom, mas prometa que não sair do meu lado
-eu não sou criança
Falei com raiva juntando as sombrancelhas me levantando da cama e deixando o lençol sobre ela com vontade de leva-lo comigo porque fui atingida por uma outra corrente de ar gelado e úmido me causando arrepios. Me abracei e enquanto ele abria a porta piorando minha vontade de trazer o lençol comigo.
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Estávamos andando por dentro da floresta porque ainda tinha um pouco de movimentação pela rua apesar de ser tarde da noite, e não queríamos ser notados. Passamos por vários quintais por trás das casas que pareciam ser todas iguais, mas a pequena diferença era o tamanho e o tipo de material que elas eram construídas, muitas de madeira e as maiores eram de tijolos. Jass parou na frente da cerca alta de arames de uma que era de tijolos e de dois andares pela quantidade de janelas, duas em cima e duas embaixo. Parecia bem grande e me deixou curiosa sobre oque íamos fazer. Porque ele não me contou que iria invadir uma casa...? Mas eu me sinto animada e ansiosa pra isso acontecer porque eu tenho curiosidade em saber como os humano vivem.
-você quer entrar? Mas como se...
-shh
Ele levantou um dedo colocando ele na frente da sua boca me calando na hora, mas depois jogou sua mochila por cima do arame e pulou agarrando a cerca com força fazendo muito barulho e depois passou por cima sem dificuldade pousando do outro lado pegando sua mochila e fazendo um sinal pra mim repetir seus movimentos que achei difíceis demais.
Mas eu tentei mesmo assim machucando meus dedos dos pés e das mãos um pouco quando pulei na cerca, mas quando atravessei parecia mais fácil do que pensei e fiquei surpresa comigo mesma olhando pra ele sorrindo pra mim e depois se virou em direção a porta branca que ficava na varanda de trás da casa, tinha uma escada e um tipo de banco pendurado que parecia uma espécie de balanço, a varanda era bem grande e eu achei bem bonita imaginando como seria a da frente. Fiquei admirando aquele lugar pulando de ansiedade enquanto jass tirava os parafusos da maçaneta da porta com a ponta da lâmina da minha adaga. Depois eu fiquei surpresa quando ele me puxou pra dentro batendo a porta atrás de mim, foi um choque ver um corredor largo e comprido com coisas pequenas parecidas com brinquedos pelo chão dele. Não liguei pra isso e andei até uma luz amarela no final dele encontrando uma cozinha e do lado uma sala com sofás enormes e de cores escuras, a casa tinha pouco iluminação, sinal de que somos quase ladrões porque parece não ter ninguém no momento. Tem tantas coisas pra fazer aqui.
-divirta-se, só não coloque fogo em nada
Falou atrás de mim e depois passou do meu lado colocando a mochila sobre o balcão e indo direto para uma geladeira verificando algumas coisas nelas e depois escolhendo algumas colocando sobre o balcão também.
Não perdi tempo e fui direto para uma porta que vi no correndo abrindo ela rápido dando de cara com um pequeno quarto com uma cama de solteiro com lençóis brancos, rosa e lilás. Tinha uma penteadeira e uma coisa com portas também, uma mesa pequena com uma cadeira decorada com flores e adesivos. Tão feminino... O cheiro é estranho e humano demais...
Fui direto para as gavetas da coisa com portas e percebi várias roupas estranhas e coloridas demais também, blusas pequenas e saias que chamaram minha atenção por serem de cores mais escuras e peguei uma que era preta medindo ela no meu corpo percebendo que era curta demais. Quem dorme aqui deve ser uma rapariga pra usar essas coisas, mas... Ele disse pra mim me divertir e fiz isso bagunçando todas as roupas jogando elas em cima da cama rindo baixinho imaginando como a garota que mora nessa casa vai reagir quando ver essa bagunça.
Peguei aquela saia e separei alguns vestidos simples e soltos pra mim levar. Uma blusa preta com mangas curtas também chamou minha atenção e eu vestir as duas peças rápido e me olhei no espelho da coisa com portas ficando chocada comigo mesma nesse tipo de roupa, estou indecente demais, vou ter que vesti aquele vestido branco pra ir ver meu pai se ainda tiver lá na casa, ai... Não me lembro onde deixei. Mas tem um parecido com ele aqui, é só arrancar as bordas de renda ridículas que fica igual.
-Lucy?
Tomei um susto com jass abrindo a porta meio bravo comigo quando me viu, fiquei olhando para todos os lados com um pouco de vergonha das roupas que usava.
-tire essas roupas, você está parecendo a rapariga que mora aqui, e precisava bagunçar o guarda roupas dela desse jeito?
Então é uma rapariga mesmo... Mas eu não vou tira-las só porque ele está pedindo. Eu gostei delas e vou levar os vestidos também!
Guarda roupas...
-eu não vou tira não, eu gostei, você disse pra mim me diverti
Falei no mesmo nível de irritação e ele me olhava sério com as sombrancelhas juntas enquanto fechava a porta atrás de si. Caminhei até ele com o pequeno bolo de roupas dobradas nos meus braços e empurrei ele pra ele se virar de costas e abri sua mochila colocando elas lá dentro empurrando um pouco porque estava cheia.
-nós já vamos?
Perguntei quando tinha acabado olhando em minha volta tendo mais idéias de como poderia me diverti aqui. Pular na cama e bagunçar tudo aqui nesse quarto seria uma coisa bastante divertida, mas eu me lembrei da minha conversa com meu pai.
-quer comer alguma coisa antes?
Me virei pra ele de novo e balancei a cabeça dizendo sim, depois ele me puxou de novo pela minha mão indo em direção a cozinha colocando a mochila cheia sobre o balcão. Caminhou até a geladeira e tirou de lá uma pequena vasilha branca com a tampa vermelha, pegou uma coisinha parecida com um talher em uma gaveta e tirou a tampa jogando na pia e depois se sentou no banco do balcão.
Me sentei lá também curiosa e percebi que era algo branco com um tipo de espuma por cima enfeitado com pedaços de morango e salpicado com alguma coisa. O cheio me deu água na boca e eu coloquei meu dedo indicar cutucando a espuma branca provando e sentindo o doce daquilo me impressionando. Tirei aquela colher da sua mão, mesmo não sendo acostumada, e comecei a tirar pedaços daquela coisa macia colocando na minha boca ignorando ele com seus dedos ali tentando comer também.
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Uma garota sozinha na floresta
FantasíaEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
