Capítulo 162

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Assim que cheguei em casa, eu fui direto para meu quarto jogando a mochila no chão e ficando sentada perto da cama no chão me encolhendo ali abraçando meus joelhos. Eu estava me tremendo por algum motivo, com medo sem ninguém para me ajudar, minhas mãos formigando e meu corpo pegando aquela fraqueza de novo. Isso está me consumindo, como se fosse uma doença e depois de um tempo eu acho que posso morrer aqui pelo meu estado. Essa sensação é a mesma que sentir quando tentei matar Marie... Pensei que tivesse sido meu pai que estava fazendo isso... Mas então oque é? Porque não consigo controlar? Porque não consigo saber oque é?
Está acontecendo?
Gritei agoniada saindo daquele canto e me desequilibrando, ela tinha feito eu me bater contra parede de novo. Eu não sabia oque ela queria porque não era oque sempre ela me faz fazer. Quebrei um dos espelhos do guarda roupa e cair de joelhos me arrastando depois que ela tinha dado uma pausa me deixando no controle de novo depois de ter me ferido. Fui para o canto de novo ficando lá e me contorcendo de dor porque meu braço tinha um corte enorme e um pedaço de vidro grande enfiado ali me deixando apavorada pela quantidade de sangue que saia dali. Tentei tirar mas parei na hora que notei algo diferente em mim, e minha reação foi gritar em desespero e assustada comigo mesma. Tampei meus olhos e comecei a chorar... Minhas mãos...
-Não!!
Gritei alto o suficiente para as pessoas de duas casas do lado dessa escutarem. Apoiei meus braços sobre a cama e comecei a chorar de novo ainda muito assustada querendo entender oque estava acontecendo comigo. Eu não quero acreditar na resposta que já tenho, por isso eu estava chorando em desespero por ter visto isso. Criei coragem levantando meu rosto e esticando meus braços em cima da cama, eu olhei aquilo de novo, elas estavam tremendo e escuras. Eu engoli um soluço e parei de chorar encarando aquilo e quase vendo se ainda podia move-las, mas eu as sentia normais, consigo mexer meus dedos. Mas depois eu arregalei os olhos quando eu percebi que estava descendo para meus pulsos muito rápido me deixando mais apavorada ainda me levantando dali e ficando parada no mesmo lugar porque não sabia oque fazer para parar. Mas não precisei fazer nada porque parou nos meus cotovelos, eu me sentei na cama tentando controlar minha respiração e meu coração, mas isso era impossível quando se está vendo coisas pretas subindo pelos braços!
Eu tentava ignorar deixando eles do lado do meu corpo para ver se voltavam ao normal, mas não dava certo, em vez disso subiram mais um pouco e eu gemi agoniada com isso sem saber o que fazer me levantando da cama e andando pelo quarto parando do lado do espelho que era o único inteiro. Mas depois eu gritei de novo quando eu vi meu rosto e em uma ação controlada pelo susto, eu acabei quebrando o espelho com meu próprio braço percebendo que não tinha o machucado tanto, os cacos de vidro ficaram na superfície da pele e eu passei minha outra mão ali me tremendo tirando os cacos de vidro.
-filha?
Me espantei com ele entrando no meu quarto olhando diretamente pra mim ficando do mesmo jeito que eu fiquei quando vi aquilo. Como se não bastasse meu desespero, simplesmente corri até o canto da cama ficando entre a penteadeira e ela, peguei meu lençol e me cobri da cabeça aos pés chorando de novo. Eu pude ouvir seus passos e ele se sentando na cama perto de mim, eu não parava de chorar alto e me apertando ali prendendo o lençol contra meu corpo quando eu sentir sua mão no meu braço.
-não
Disse puxando o lençol de novo me virando de lado pra ele encolhendo minhas pernas ainda mais. Mas ele puxou de uma vez me deixando pior do que estava abaixando meu rosto encostando minha testa nos meus braços sem parar de chorar.
-não precisa ficar assim, levanta daí
-não!
Gritei com a voz falhando e apertando minhas mão no meu peito agora, eu levantei o rosto uma vez percebendo que minhas unhas não estavam como deveriam está, nada em mim está com deveria está! Eu não sei até onde isso está, meu rosto estava diferente... Minha boca, meus olhos, minha cor!
-pai me ajuda
Pedi encarando ele agora vendo que sua expressão estava normal mesmo depois de ter me olhado também. Eu abaixei minhas mãos e limpei meu rosto com as costas dela porque sentia nojo delas. Eu as olhei de novo confusa e assustada precisando de explicações e de algo que ele possa me dizer para me acalmar, qualquer coisa que me faça voltar ao normal.
-eu na verdade não achei que isso fosse possível
Isso me fez chorar de novo colocando as mãos no rosto mas depois as afastei, são ásperas... Eu quero minhas mãos de volta!!
-senta aqui
Pediu me dando espaço na cama do seu lado, eu neguei com a cabeça porque não queria aparecer no claro que estava ali em cima dela. Eu preferia continuar aqui escondida escondendo tudo isso dele com vergonha de mim mesma.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora