Estava com um tipo de peso sobre meu corpo ficando mais forte ainda quando eu demorava para satisfazer a vontade dela. Eu só estava ganhando tempo sentada e encostada na parede de um beco escuro esperando uma pessoa passar com a maior paciência do mundo. Mas o problema é que aquilo aumentava ainda mais, eu chagava a arranhar o chão sujando minhas unhas e machucando a pontas dos meus dedos fazendo eles sangrarem. Eu só parei de fazer isso quando eu escutei vozes se aproximando, foi como me recuperar desse transe por dois segundos quando eu vi dois adolescentes caminhando pela calçada se aproximando do beco casa vez mais. Eu parei de sentir aquela dor no meu corpo e respirei fundo fechando os olhos, eu não precisaria fazer nada, só vou esperar.
-ei...? Precisa de ajuda?
Ouvi a voz de um deles, eu abri os olhos de novo e encarei o menino que estava a dois metros de distância de mim. Eu permaneci séria e não disse nada. Pelo meu estado aqui sentada no chão, eu parecia uma menina vítima de um estrupo. E eu queria que eles pensarem isso mesmo, seria mais fácil. Estou suja e só com aquela blusa e a parte de baixo como roupas.
-podemos te ajudar, oque você faz aí nesse beco?
Esse menino fala demais, mas pelo menos estava se aproximando. O outro permaneceu lá atrás observando a situação desconfiado, oque estava mais perto de mim, me ofereceu sua mão. Eu hesitei um pouco antes de pegar e me fingi de dolorida segurando seu braço também, depois seus ombros até eu poder agarrar seu pescoço com força o puxando para o fundo do beco enquanto o outro gritava e corria desesperado pela rua atravessando ela e desaparecendo numa esquina. Eu ia atrás dele depois, fiquei aqui lutando com o garoto que tinha força o suficiente para ter me empurrado até bater na parede tirando meus braços dele. Tentou correr apavorado com a mão no ferimento que com certeza não daria tempo dele chegar no hospital. Eu fiz ele tropeçar chutando sua perna direita antes dele conseguir correr para sair do beco, levei um chute na barriga mas isso não me impediu de ficar em cima dele lutando com seus braços.
-desgraçado!!
Rosnei quando ele mordeu minha mão, mas eu no mesmo momento dei um soco no seu rosto e depois conseguindo prender seus braços nos meus até eu poder chegar na sua garganta indo em uma parte mais sensível porque impedia eles se gritarem por mais tempo. Mas não demorei muito com ele porque ainda tinha que ir atrás de outro que poderia está ligando para polícia nessa hora. Deixei o corpo dele ali mesmo e corri atravessando a rua chamando muita atenção, mas depois entrei em uma rua muito estreita que não tinha fim, só a cerca de arames que separam as casas e lojas. Corri de novo indo em direção a esquina que aquele garoto dobrou, tomando cuidado com as pessoas indo por trás das casas e me escondendo. Eu não o encontrava, já deve está longe daqui. Porque deixei ele fugir!?
Que droga!!
Rosnei ficando muito preocupada porque ele tinha visto meu rosto, oque é um problema pra mim e uma coisa boa para as autoridades. Oque eu faço?
Quem sabe da próxima vez...
Cala a boca!
Caminhei pela calçada agora, a rua estava deserta, era estreita também, mas tinha várias casas. Foi aí que escutei a gritaria, gritos de desespero de pessoas que estavam assustadas. Eu parei no mesmo lugar pulando atrás de uma placa grande o suficiente para cobri meu corpo e eu poder olhar para o garoto que eu estava procurando assustado contando a uma garota que tentava fazer ele se acalmar, os dois estavam sozinhos na rua e ele tentava puxar a garota para leva-la no lugar que ele havia visto aquilo. Eu podia escutar a conversa inteira, e ele estava dizendo algo parecido com "terrorista". Na hora eu entrei em desespero e eu tinha que fazer alguma coisa rápido porque eles já devem ter ligado pra polícia.
Foi aí que vi a barra de ferro que segurava a placa no chão, ela estava encaixada em outra para manter a placa em pé. Eu olhei aquilo ainda escondida tendo a ideia na hora. Olhei pra eles de novo e estavam se aproximando de mim com passos rápidos por causa do desespero do garoto. Eu me levantei dali deixando eles me verem pela última vez, peguei a placa e a joguei no chão tirando aquela barra de ferro dali e depois verificando ela por um momento, pesada...
Olhei para o garoto e garota que pegou no braço dele com menção de correr, mas não fizeram nada, só ficaram me olhando com medo. Quando deram um passo para trás eu corri na direção deles fazendo neles gritarem junto comigo, mas meu grito foi uma risada alta porque eu fui atingida pelo medo deles que me alimentou me dando muito prazer fazendo a Lucy dentro de mim dá gargalhadas também. Eu conseguir chegar primeiro na garota que havia soltado o braço do garoto porque ele corria mais rápido, eu admito. Mas não foi difícil acertar a cabeça dela com a barra de ferro me fazendo rir mais alto ainda quando eu ouvi o barulho do seu crânio de rachando. Seu corpo caiu no chão rolando uma vez e eu pulei por cima dela pegando adrenalina nessa perseguição um pouco difícil porque a praga daquele garoto corria muito rápido mesmo.
Demorou muito mais conseguir chegar até ele depois de cinco minutos de perseguição pela rua deserta que me deixava livre para dá risadas feito louca pelo medo do garoto aumentando mais ainda quando percebeu que eu estava perto dele demais. Eu acertei sua perna com toda força que eu conseguia a quebrando na hora me espantando porque não havia usado tanta força porque nem sabia que a tinha. Ele gritou mais alto ainda e eu precisei me apoiar com a barra de ferro no chão para parar de rir dele se contorcendo ali rolando pro lado e pro outro.
-nossa...
Disse ofegante ainda me apoiando na barra de ferro recuperando o fôlego cansada demais. Mais ainda sim sorria pela sua expressão e sua dor, coloquei a barra de ferro por cima do ombro e ainda tentava recuperar meu fôlego.
-você corre mesmo...
Elogiei rindo de novo quando ele tentava se arrastar para longe de mim, eu o acompanhei andando calmamente tentando entender porque ainda tentava se afastar de mim. Já está na beira da morte com essa perna quebrada porque não vai conseguir correr mais.
Ainda bem.
Rir e peguei a barra de ferro de novo levantando ela bem alto para dá um impacto bem mais forte mirando na sua cabeça que ficou espatifada quando eu acertei em cheio. Depois soltei ela no chão respirando pesado vendo aquela cena e não sentido mais oque sentia me acostumando com isso, acho que posso aceitar porque... É divertido por um lado.
Vamos fazer de novo?!
Rir não concordando mais também não dizendo não, peguei a barra de ferro de novo porque eu tinha gostado dela. Não escorrega na mão quando você vai dá a porrada, e é fina mas bem forte. Acho que vou ficar com ela para me lembrar disso e talvez usar mais vezes não é?
Claro.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Uma garota sozinha na floresta
FantasiaEu não tenho nome e nem sei direito oque sou. Eu tenho a forma de um ser humano, mas meu pai diz que não sou um. Meu "pai" porque ele quem cuida de mim. Eu quase não tenho muito contato com ele, vivo quase sempre sozinha andando pela floresta tentan...
