Capítulo 137

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Estava na varanda da casa dela batendo na porta e apertando a campainha ao mesmo tempo sem ter como esconder meu desespero porque tinha uma certa vizinha intrometida me olhando da outra casa segurando a sacola na mão enquanto abria a porta bem devagar só para poder me olhar mais tempo. Eu deixei meu cabelo fazer uma parede do lado do meu rosto tentando não mostrar desespero na força que usava para bater na porta quase se rachando no meio. Cadê essa cachorra!!?
Quando ela abriu eu entrei e a empurrei com ignorância e fechei a porta atrás de mim com força o suficiente para mostrar a aquela vizinha que eu estava fugindo do olhar dela. Com certeza a polícia vai bater nessa porra mais tarde. Mas eu deixei isso pra lá porque já vou está bem longe mesmo quando isso acontecer, me virei de frente pra ela e me espantei quando ela me abraçou com muita força quase juntando minhas costelas e me deixando sem ar.
-ha... Miah, pensei que nunca mais ia te ver
Falou com voz de choro e um pouco de alegria desnecessária. Tirei seus braços de mim e limpei os meus olhando pra ela quando terminei mostrando nojo. Ela só fez sorrir ainda mais levantando sua mão para tocar meu rosto de novo com as sombrancelhas tremendo e olhos cheios de lágrimas quase derramando-as. Claro que desviei e fui em direção a um quarto qualquer procurando roupas e um banheiro, encontrei o seu quarto e comecei a revirar suas gavetas bagunçando suas roupas jogando tudo em cima da cama. Ela estava encostada na porta olhando pra mim sorrindo mesmo eu fazendo essa bagunça com suas roupas. Continuei e encontrei uma blusa simples e preta, ela era comprida e eu coloquei por cima do ombro indo para seu guarda roupas bufando de raiva porque ela ainda estava me observando como se eu fosse um animal no zoológico. Idiota.
Encontrei uma toalha fina e macia e andei em direção a porta, ela me deu espaço sem tirar seu sorriso do rosto e fui direto pro banheiro batendo a porta com força pela raiva. Tirei minhas roupas, ou oque sobrou delas, e joguei no lixo junto com aquele fio que usei para amarrar meu cabelo. Depois me coloquei embaixo do chuveiro com água morna e comecei a me lavar com shampoo de forma violenta tirando toda a sujeira do meu corpo vendo ela escorrer pelo ralo.
Terminei e vesti aquela blusa sem nada por baixo, oque me deixou agoniada. Fui até seu quarto de novo e fiquei feliz quando percebi que ela não estava lá, as roupas que tinha jogado na cama, já estavam na gaveta novamente. Que coisa. Procurei um short ou algo parecido agachada na frente da gaveta de baixo. Só blusas e calças compridas do trabalho dela. E agora?
-procurando oque?
Perguntou surgindo na entrada do quarto feito um fantasma segurando nas suas mãos alguma coisa. Eu me levantei de lá e peguei com grosseria as roupas dela e vesti somente a parte íntima deixando o short ridículo em cima da cama. Passei por ela de novo sem olhar nos seus olhos e fui para a cozinha direto na geladeira que estava meio vazia sem muitas opções, mas eu estava com fome, e peguei uma lata de... Geleia de morango, estava escrito na embalagem. Não liguei e tirei sua tampa colocando minha língua lá dentro tirando uma pequena quantidade gostando do doce. Me sentei na cadeira da mesa que eu tinha jogado na sala com minha raiva naquele dia e comecei a comer a geleia com meu dedo quando não dava mais para lamber.
Ouvi ela se aproximando de novo e sentou na cadeira do meu lado colocando seus braços por cima da mesa, pude senti seus olhos e seu sorriso em mim. Fiquei incomodada mas continuei comendo satisfazendo minha fome que ainda não havia passado.
Sua mão de repente segurou o pote da geleia e eu rosnei em protesto porque não havia acabado, mas ela conseguiu tirar de mim e eu fiquei com a boca aberta pela audácia dela tentando entender.
-calma, só vou colocar no pão pra você
Fiquei observando ela pegar uma faca e passar a geleia no pão de forma colocando outro por cima e me oferecendo no fim. Olhei pra ela e depois peguei o pão curiosa para saber qual seria o sabor. Separei as duas fatias de pão e comi uma deixando a outra sobre a mesa enquanto tentando engoli tudo de uma vez com presa e com mais fome ainda.
Terminei tudo lambendo meus dedos e a beira dos meus lábios, olhei pra ela que estava indo na direção da geladeira guardando a geleia me deixando triste. Olhei para o sofá que parecia ter me chamado de repente, me levantei da cadeira e fui até ele me deitando devagar e meu corpo foi afundando na sua superfície macia e confortável demais. Me estiquei ali e depois me encolhi pegando uma almofada e apertando no meu peito sentindo o sono me atingi de surpresa. Ouvia a chuva começamos a cair lá fora e o som dela me deixou calma e eu adormeci tranquilamente. Mas antes, eu senti uma manta envolver meu corpo e depois uma mão quente passar pelo meu cabelo, eu bufei como se aquilo fosse só uma mosca no meu rosto, virei meu corpo para o outro lado e me cobri com a manta que ela me deu dormindo de uma vez exausta.

Uma garota sozinha na floresta Histórias para pegar e não largar. Descubra agora