Capítulo 49

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Igor ✕

Não era nem três horas da manhã quando me levantei, tomei um banho gelado, fiz tudo que precisava. Dei um beijo na Camila sem que ela acordasse e parti.

Era o tudo ou nada agora, ou saía tudo como planejado ou iria tudo pro ralo.

Subi o morro até a boca e vi os caras, coletes, vários pentes na cintura, cinturão de granada... Tava todo mundo forte.

— Tem certeza que precisa disso tudo? — perguntei ao marreta, assim que cheguei ao seu lado.

— Isso é até pouco, Iguin. — ele fez o toque comigo.

Ele foi me entregando vários bagulhos, muito pente de pistola, um colete, umas granadas, vários bagulhos mesmo, nem entendi nada...

— Toma, isso é pra tu! — ele me entregou uma touca preta, com máscara

— Mas isso aí não é pra quem atira? — Smith perguntou.

— É. — marreta respondeu

— Então por que vai ficar com o Igor, a função dele nem é essa! — Smith insistiu

— Porra Vinícius, eu vou te contar em! Tu é um bom soldado mas que porra é essa? Interrogatório caralho? Tô me sentindo num julgamento! — marreta disse — Eu já vi como o Igor age, gosto disso nele. — marreta piscou pra mim e eu mudei a cara como se não fosse comigo, sabia que o Smith me encheria de perguntas depois.

(...)

Eram quatro carros, saímos às quatro e meia. O banco abria às dez e o Marreta sabia tudo de có e salteado era quase impossível dar algo errado.

Eu não ia matar ninguém, eu não queria isso, íamos estourar os caixas e tentar entrar na parte da segurança, mas eu não fui com a intenção de matar ninguém.

Tenho dois filhos pra criar, uma família pra sustentar, não posso ser pego agora.

(...)

Bagulho tava fluindo normalmente, estouramos os caixas e já entramos na parte da segurança do banco, se que o plano acabou quando demos de cara com aqueles seguranças lá.

Marreta colocou todo mundo na parede, fez todo mundo de refém, era incrível a agilidade desse fdp!

Mesmo depois de não ter arma nenhuma, eu não confiei nesses seguranças... Falei isso pro Marreta, mas ele não quis me ouvir. Disse que era até melhor ter gente ali, para que eles colocassem a senha do cofre, sem precisar que o alarme fosse disparado.

Marreta e essas manias dele, tudo tem que ser do jeito dele, por isso que ele se fode, não escuta ninguém!

— Ninguém se mexe nessa porra! — disse marreta, mirando a arma nos seguranças.

Eu tava na contenção, qualquer coisa era bala pra cima deles. Não nego que estava nervoso, era meu primeiro assalto. Meu bagulho é trafico, não roubo.

Eles entraram no cofre e  eu fiquei do lado de fora mesmo o marreta me chamando, foi nesse momento que o segurança meteu a mão num coldre, tentou defender o dinheiro dos outros e dar uma de super herói, só que eu fui mais rápido.

Eu não ia matar ninguém, porra! A intenção não era essa! Mas ele ia puxar a arma, eu vi que ia!

Destravei a glock e dei um no peito dele, mas como tava de colete, dei outro na cabeça, finalizando a ação.

Os seguranças que estavam no banco olharam na minha direção e gritaram desesperadas.

Com o barulho dos tiros o Marreta apareceu, foi o tempo de eu olhar pra minha mão e ver que a touca não estava onde deveria estar.

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