Capítulo 10 — Pov Jogador
Cpx do alemão, Rio de Janeiro
Sábado, 22:45
Acordo com o radinho tocando.
~Radinho on~
Jogador: Fala
Pretinho: Só pra te deixar avisado que a segurança já ta à disposição pra levar o chefe e a patroa pro baile.
Jogador: Suave — coço os olhos — manda os moleques esperarem lá na porta da casa dele.
Pretinho: Positivo, jogador
~Radinho off ~
Sento na cama pegando meu celular e vejo que já são quase onze horas da noite. Levanto calçando meu chinelo e vou até o quarto da Lorena, ouço que o chuveiro tá ligado, entro e bato na porta do banheiro.
— Lorena — ela desliga o chuveiro — lá pras onze e meia a gente sai daqui e passa lá na praça pra comer antes do baile, pode ser?
— Beleza, tá ótimo!
Eu viro em direção a porta e vou pro meu quarto tomar um banho.
Ligo o chuveiro e tomo um banho demorado pra tirar a preguiça que tá no meu corpo hoje. Saio do chuveiro vestindo uma cueca limpa da High e vou em direção ao meu armário, escolho uma bermuda, uma blusa preta da Nike e um airmax 97.
Coloco um cordão nem tão grosso com meu Vulgo, relógio, pulseira, as dedeiras de ouro e por fim passo um Invictus pra ficar cheirosão.
Desço as escadas de casa e sento no sofá. Pra esperar a Lorena, descido ver os melhores momentos do jogo do flu que rolou hoje mais cedo.
— Golaço no Nino — ouço a voz da Lorena.
Eu olho o corpo dela de baixo pra cima.
Ela tá com cabelo mais liso do que antes, um vestido preto colado bem curto e um tênis branco no pé. O perfume dela preenche a sala, além disso ela tá gata pra caralho com um olhinho de gata e a boca brilhando.
— Gata desse jeito só podia ser tricolor, papo reto — eu sussurro me levantando do sofá
Ela joga o cabelo pra trás e faz um biquinho. É gostosa e sabe que é gostosa.
— Bora? — ela pergunta e eu concordo — Tô cheia de vontade de um x-tudo
Eu vou até a mesa da sala, pego minha arma e chave. Viro pra ela vendo ela em pé mexendo com o celular
— Tá desarmada? — ela nega e aponta pra bolsinha que carrega no ombro sorrindo
Olho bem pra bolsa e pelo tamanho só tem literalmente uma arma ali dentro.
A gente sai de casa e a minha moto está parada ali na porta. Eu subo na moto, ela sobe na garupa colocando uma mão na minha cintura e outra no ferro atrás. Acelero em direção a barraquinha que fica na pracinha, quando estaciono, sinto ela descer e olho pra trás vendo ela puxar o vestidinho pra baixo. Toda linda. Os irmãos do movimento que tão do outro lado da rua secam ela com o olhar e eu aperto os olhos encarando eles que fingem que não estavam olhando.
— E ai, vai querer o X-tudo completo? — pergunto pra ela.
— Óbvio, com guaravita — ela sorri igual criança e eu dou risada.
Eu vou em direção ao tio do hambúrguer e peço dois x-tudos com guaravita e viro me sentando na cadeira do lado da Princesa, prestando atenção no movimento do morro enquanto os nossos hambúrgueres não ficam prontos.
— Tu gosta pra caralho dessa comunidade né? — ela pergunta.
— Eu sinto um bagulho diferente, tá ligada?
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Sonho dos crias [M]
Fiksi PenggemarE fé no pai, sei Que todo mal contra mim vai cair por terra Nós gosta da paz, mas não fugimos da guerra Paz, justiça e liberdade, fé nas crianças da favela Eu vivo a vida e amanhã não me interessa Lorena, vulgo Princesa, tá terminando a faculdade d...
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