Capítulo 105

9.7K 678 110
                                        

Capítulo 105 — Jogador

— Eu sou babaca? Tu que levou a conversa pra esse lado de mulher. Tô te mandando o papo da realidade, coisa que o teu ciúmes não te deixa ver — discordo dela, sabendo o quanto ela ficou puta pelo que eu disse pela veia saltando na testa.

Estudo ela todinha. Isso é uma parada que não perco,   ela sendo minha ou não, não deixo de admirar como essa filha da puta é linda. A beleza dela tá em tudo.

— Ciúmes? Aquilo foi uma cena ridícula sua! — ela grita comigo, ficando com o rosto todo vermelho de raiva.

— Eu não fiz porra nenhuma! Deixei uma amiga da época da escola subir no camarote. Só isso, porra.

— A mina tava pagando calcinha pra você ver — ela grita, me deixando puto pra caralho.

Essa filha da puta claramente me ama ainda e quer ficar nessa putaria de ciúmes quando não tem nada comigo e só porque ela não quer.

— Nem vi a mina fazendo nada demais, tava conversando com os moleques — chego perto dela e ela me desafia com a porra do olhar — E se ela tivesse pelada e eu olhando, ia ter ko nenhum, eu posso olhar, eu sou solteiro, caralho. Não aceito tu me cobrar essa parada — falo alto e próximo, sentindo o cheirinho de redbull sair da boca dela quando solta o ar.

— E tu não tem consideração nenhuma por mim?

— Tudo o que eu mais tenho por você é consideração, tenho consideração pra caralho, mas não foi você que quis essa porra? Não foi tu que quis terminar? — questiono, fazendo ela vacilar o olhar pela primeira vez — Então sustenta essa situação de merda e não fica criando problema onde não tem. Eu não estava fazendo nada com a mina, mas se eu tivesse não era problema nenhum.

— Eu queria que você não fosse um escroto, um babaca do caralho — vejo os olhos dela encherem de lágrima, enquanto ela se segura pra não chorar — Se não tivesse mentido pra mim, se tivesse sido homem pra agir na pureza comigo, não estaria solteiro agora. Mas tu resolveu ser escroto.

Me tira do sério e ainda quer me fazer sentir culpa. Não fode, caralho. Devo ter cara de palhaço. Essa mulher é o meu tormento. Não tira a porra da postura nunca, sou sempre eu que tenho que tirar a minha primeiro.

— Escroto? — passo a mão por dentro dos fios de cabelo dela e seguro, fazendo ela voltar a me olhar nos olhos — Eu fiz porque te amo, filha da puta. Fiz tudo e faria pior pra tu não ter tomado aquela porra daquele tiro. Mesmo sendo por te amar, eu te obriguei a ficar comigo? Não te obriguei a ficar, caralho, então sustenta a tua escolha.

— Tu não tem disposição pra me obrigar a nada, Jogador — ela me peita, segurando o meu braço, com uns dois centímetros separando a minha boca da dela.

— Não tenho o caralho — aperto mais o cabelo dela — Não obrigo porque não quero, porque tenho caráter, porque minha mãe me ensinou a tratar uma mulher bem. Mas se eu quisesse, Lorena, não ia ter bope, exército e nenhuma Princesa da penha pra fazer você deixar de ser a minha mulher. Então para de meter essa porra de marra, porque tu sabe muito bem que não existe ex mulher de bandido e eu tô sendo legal pra caralho contigo em aceitar essa porra, quando era pra nós dois, não só você, os dois, tá ligado um no outro pra sempre.

— Vai se fuder — fala entre os dentes pra me testar, já que sabe muito bem que mulher nenhuma teria peito de usar essas palavras comigo — Eu sabia que ia dar merda me envolver contigo, mas fui pensar com a porra da buceta.

— Respeita sujeito homem, Lorena. Tu acha que teu erro foi ter ficado comigo? Teu erro foi pensar que ia me dar um pé e eu ia ficar igual um idiota atrás de tu. Se liga, porra, tu é fodona, mas eu lido de igual pra igual contigo. Sou nenhum dos fudidos que tu tava acostumada a tratar igual otário não — passo a outra mão no pescoço dela.

Sonho dos crias [M]Onde histórias criam vida. Descubra agora