Capítulo 46 — Princesa
Às sete da noite fui levar Maya em casa, ela brincou a tarde toda e saiu de lá da festinha cheia dos brinquedoteca e brindes. Saí da casa da Dona Neide direto pra minha casinha nova com a Cecília.
Entrei pela porta da sala e ela tava jogada no sofá. Eu não tinha entrado aqui ainda, aluguei sem ver, confiando só na palavra do Pitbullzinho, mas não me arrependi, a casa é com certeza uma das maiores do morro e toda bonitinha.
— Não quis ir na festa das crianças? — pergunto a ela que me olha.
— Fui fazer uma faxina na nossa casinha, tava precisando — senta no sofá e eu me jogo do lado dela – meu Deus, nós somos melhores amigas que moram juntas. Quanto eu preciso dar de aluguel, ein?
— Nada,vai no mercado só, comprar coisa pra gente comer, porque senão vamos passar fome.
— Se liga, teu macho já recheou os armários e a geladeira. Conheci a tia do Pikachu.
— Mentira — digo e levanto pra ir até a cozinha.
Abro os armários e geladeiras e já tem tudo de comida. Ainda precisamos comprar algumas coisas pra casa, eletrodomésticos e coisa de cozinha, principalmente, mas o que tem aqui dá pra sobreviver até a semana entre o natal e o ano novo.
— Vou descansar um pouquinho que hoje tem baile e amanhã é natal, minha pele precisa descansar antes de receber a quantidade de álcool que vem por aí — Cecília diz passando pela porta da cozinha.
— E qual é meu quarto?
— Eu já peguei o meu, escolhe o seu, nenhum é suíte.
Eu saio da cozinha até o corredor e vou abrindo todas as portas. A primeira é um lavabo, depois o quarto da Cecília com uma vista maneira do morro e outro quarto. Do lado esquerdo tem mais um quarto e um banheiro grande. Decido ficar ao lado do banheiro mesmo, onde estão as minhas coisas, é um pouco maior que os outros, mas não tem a vista maneira, a janela dá pra área de serviço.
(...)
Solto meu cabelo do coque baixo e as ondas caem nas minhas costas, pego o gloss e passo mais uma vez, ouvindo a Cecília abrir a porta do quarto e entrar. Viro olhando pra ela, toda linda num vestidinho branco.
— Nossa, toda linda — digo
— É estranho colocar uma roupa dessas e não ter que planejar sair sem meus pais verem — ela ri e senta na cama.
Ouço uma buzina e imagino que seja o Jogador, vindo buscar a gente.
— Tá toda pronta né? — pergunto e ela concorda — vamos descer então — digo pegando minha bolsa com a arma.
Aquele carrão do Jogador tava parado na minha porta, eu entro no banco do carona e Cecília atrás.
— Chocolate tá de folga hoje, vê com o pretinho — ele fala no celular e inclina a cabeça pra mim, que beijo a bochecha dele — beleza, tô chegando já — diz e desliga o telefone — gostaram da casa?
— Eu amei — falo sincera e ele passa a mão na minha coxa.
— Nossa, sim, e com o tempo podemos deixar do nosso jeito.
— O papo errado é que daqui a pouco a Lorena vai voltar pra Penha e abandonar nós aqui — fala dirigindo o carro em direção ao baile.
— Ah pronto — passo a mao no meu cabelo — tenho dois chorões no meu ouvido agora, porra, vou nem sair do mesmo bairro quase.
— Não é a mesma coisa — cecilia fala e Jogador concorda
Em cinco minutos estamos na frente do baile, quando saímos do carro, Matheus pega minha mão e dá um beijo bem em cima da dedeira que ele me deu, me fazendo sorrir toda boba.
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Sonho dos crias [M]
FanfictionE fé no pai, sei Que todo mal contra mim vai cair por terra Nós gosta da paz, mas não fugimos da guerra Paz, justiça e liberdade, fé nas crianças da favela Eu vivo a vida e amanhã não me interessa Lorena, vulgo Princesa, tá terminando a faculdade d...
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