Ana Castela

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Assim que a porta se abriu e Ana Flávia entrou, parei tudo o que estava fazendo. Meu olhar se prendeu imediatamente nela. Meu coração deu uma leve acelerada, e eu senti aquela pontada familiar de admiração e amor. Ela estava simplesmente deslumbrante. O cabelo, que antes caía longo pelas costas, agora estava na altura dos ombros, com um corte moderno que destacava ainda mais seus traços marcantes. Era impossível não sorrir ao vê-la.

Amor, o que você achou? — ela perguntou, girando levemente para me mostrar o novo visual.

Dei alguns passos até ela, ainda meio boquiaberta. Coloquei as mãos na cintura dela e a puxei para mais perto, analisando cada detalhe daquele corte. Não sabia o que me encantava mais: o cabelo novo ou o brilho nos olhos dela, como se esperasse ansiosa pela minha aprovação.

Eu tô impressionada... Você tá linda demais, sabia? Não que antes não estivesse, mas agora... Uau, amor. — Minha voz saiu cheia de sinceridade.

Ela riu, aquele riso gostoso que me fazia derreter por dentro. — Achei que você fosse brigar comigo por ter cortado.

Brigar? — perguntei, fingindo indignação. — Se soubesse o quanto ficou incrível, eu teria insistido para você cortar antes!

Ela me deu um tapa leve no ombro e riu novamente. — Boba.

Sem resistir, passei os dedos pelo cabelo dela, sentindo a textura macia e admirando como cada fio parecia estar perfeitamente no lugar. — Posso te dizer uma coisa?

Pode — ela respondeu, me olhando com curiosidade.

Você acabou de provar que consegue ficar ainda mais linda. Acho que tô mais apaixonada por você agora, se é que isso é possível.

Ana Flávia abaixou o olhar por um segundo, claramente sem saber como reagir, antes de me puxar para um abraço apertado. — E eu sou apaixonada por você, S/N. Mesmo quando você exagera nos elogios.

Isso não é exagero, é fato, meu amor.

Ela me beijou, suave, mas com intensidade suficiente para me fazer esquecer do mundo por um momento. Eu sabia que poderia passar horas apenas admirando essa mulher e ainda assim não seria suficiente. Afinal, Ana Flávia tinha o dom de me deixar encantada a cada dia. E aquele cabelo novo era só mais um motivo para me fazer perder a cabeça por ela.

Ainda com os braços em volta dela, perguntei:

E minha sogrinha já viu? Aposto que a dona Michele surtou com esse cabelo.

Ana Flávia riu, encostando a testa na minha. — Minha mãe quase chorou, você acredita? Falou que eu cortei "um pedaço da minha essência". Quase mandei umsossegue, dona Michele”, mas ela ficou me olhando com aquele olhar de mãe que me dá medo.

Eu gargalhei, imaginando a cena. Dona Michele era super protetora com a Ana e tinha um jeitinho dramático que sempre me arrancava risadas.

Nossa, eu queria ter visto a cara dela! Aposto que ficou com a mão no peito, falando que você não avisou.

Exatamente isso! — Ana Flávia confirmou, imitando a expressão da mãe com perfeição. — Mas depois de uns minutos, ela falou que ficou bonito, só pra não me deixar triste.

Puxei-a para outro abraço, mais apertado dessa vez. — Ah, se ela soubesse o quanto ficou perfeito, nem teria feito drama. Eu tô apaixonada de novo, sério.

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