Anna Bardaro

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Pedido: JuAmatangelo

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S/N narrando

Fazia meses que eu conversava com Anna Bardaro pelo aplicativo de namoro. Nossa conexão era incrível. Ela era fofa, educada, inteligente e sempre me fazia rir com suas respostas espirituosas. Apesar de nunca termos nos visto pessoalmente, sentia que algo especial estava surgindo entre nós.

Anna era um mistério. Eu sabia que ela morava na Itália, como eu, e isso já me dava uma esperança. Mas sempre que eu perguntava sobre sua profissão, ela desviava ou desconversava com algum comentário engraçado. No início, achei que ela só queria manter um pouco de privacidade, o que era compreensível, mas minha curiosidade crescia a cada conversa.

Por outro lado, minha vida profissional era movimentada. Trabalhar como preparadora física do time Savino Del Bene não era fácil. O treinamento era intenso, as cobranças vinham de todos os lados, e o ambiente do vôlei de alto nível era competitivo. Mas, para mim, era um privilégio estar lá. Eu amava ajudar as jogadoras a atingirem seus melhores desempenhos e, claro, acompanhar os jogos me dava aquela sensação de estar vivendo algo grandioso.

Às vezes, enquanto ajustava os exercícios de resistência para as atletas, eu me pegava pensando na Anna. Será que ela gostava de esportes? Será que, por alguma coincidência do destino, ela já tinha ouvido falar do Savino Del Bene? Esse pensamento me fazia sorrir.

Um dia, durante uma pausa, enviei uma mensagem para ela:
Anna, precisamos nos encontrar qualquer dia desses. Que tal um café ou um passeio? Não quero mais ficar só no virtual.

Ela demorou um pouco para responder, como sempre fazia quando o assunto era encontrar-se pessoalmente. Quando a notificação chegou, meu coração acelerou:
Claro, S/N. Um dia desses, com certeza. Tenho certeza de que vamos nos esbarrar em breve.

Achei a resposta dela intrigante, mas não pressionei. Preferi respeitar seu tempo, embora minha curiosidade só aumentasse. Será que ela era tímida? Ou será que havia algo mais por trás desse mistério?

Enquanto isso, a rotina continuava. Treinos, estratégias, jogos. Eu sempre imaginava que, a qualquer momento, poderia cruzar com Anna em um lugar inesperado aqui na Itália. Afinal, dizem que o destino sempre dá um jeito de surpreender. E, bem, eu estava mais do que pronta para isso.

A semana começou intensa, como sempre. Nosso próximo jogo seria contra o Conegliano, um dos melhores times da Itália e, sinceramente, eu não sabia o que esperar. A ansiedade estava me consumindo, mas eu tentava justificar para mim mesma que era apenas a pressão natural de enfrentar uma equipe tão forte.

Além disso, tinha a Gabi Guimarães, minha amiga de longa data, que agora vestia a camisa 1 do Conegliano. Era sempre bom reencontrá-la, mesmo que estivéssemos em lados opostos da quadra. Ela era uma das pessoas que mais me apoiava, sempre me encorajando em momentos difíceis. Estava ansiosa para dar aquele abraço apertado antes ou depois do jogo, dependendo de como as coisas fluíssem.

No dia do jogo, a adrenalina começou a subir assim que chegamos ao ginásio. As arquibancadas estavam lotadas, as torcidas animadas, e o clima era eletrizante. Eu estava na beira da quadra ajustando os equipamentos de treino quando as jogadoras do Conegliano começaram a entrar para o aquecimento. Gabi foi uma das primeiras a me notar e abriu um sorriso largo.

S/N! — ela gritou, correndo na minha direção. — Que saudade!

Gabi! — Respondi, abraçando-a com força. — Está pronta para perder hoje?

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