Zeudi Di Palma

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O ambiente da casa do Grandfratello estava tranquilo naquela manhã, com o sol filtrando pelas grandes janelas da sala. A casa sempre parecia calma nas primeiras horas do dia, antes do tumulto habitual começar. Eu me levantei da cama com uma ideia clara na cabeça: era hora de provocar Helena. Ela tinha passado as últimas semanas me ignorando ou jogando indiretas sempre que tinha oportunidade, e tudo porque eu estava interessada na Zeudi.

O problema é que eu não sabia se Helena realmente gostava da Zeudi ou se só estava usando ela como uma estratégia para o jogo. Mas eu sabia de uma coisa: Zeudi gostava dela. A forma como ela olhava para Helena deixava isso óbvio, e isso me incomodava. Eu queria que ela olhasse para mim daquele jeito.

No quarto compartilhado, a maioria ainda dormia, incluindo Helena e Zeudi, que dividiam a mesma cama. A visão delas juntas me dava nos nervos. Mas, ao mesmo tempo, era o incentivo que eu precisava para agir.

Respirei fundo, me aproximei da cama delas e, com cuidado para não acordar os outros, me abaixei ao lado da Zeudi. Comecei a sussurrar enquanto dava pequenos beijinhos na bochecha dela.

Buongiorno, bella. Minha voz saiu doce e baixa. — Está na hora de acordar.

Zeudi mexeu-se devagar, abrindo os olhos lentamente. Ela parecia confusa, mas logo abriu um sorriso ao me ver tão próxima. — S/N? O que você está fazendo? perguntou, rindo suavemente, ainda grogue.

Achei que seria mais gentil te acordar do que deixar o despertador fazer isso, brinquei, sentando-me ao lado dela na cama.

Enquanto Zeudi começava a se sentar, ouvi uma movimentação ao lado. Helena, com o cabelo bagunçado e a expressão de poucos amigos, nos observava. Seus olhos estavam semicerrados, mas dava para perceber a irritação no rosto dela.

O que você está fazendo aqui, S/N? A voz dela estava carregada de desgosto, e eu tive que segurar o riso.

Só sendo educada, Helena. Achei que a Zeudi merecia um bom dia especial hoje, respondi, com o tom mais casual que consegui.

Helena se levantou bruscamente, os movimentos dela eram tensos. — Não precisa, eu cuido disso. Você pode sair agora.

Zeudi olhou de um para o outro, visivelmente sem graça. — Helena, calma. S/N só estava sendo gentil, não tem problema.

Eu adorava quando ela me defendia, mesmo que fosse de maneira tão sutil. Isso só me incentivava mais.

Claro que não tem problema, Zeudi, falei, me virando para ela com um sorriso. — Mas parece que a Helena gosta de complicar as coisas, né?

Helena cruzou os braços, ainda ao lado da cama, e me lançou um olhar que poderia queimar um iceberg. — Você está se fazendo de engraçada, mas sabemos bem o que está tentando fazer.

Tentando fazer o quê? retruquei, fingindo inocência. — Só estou sendo simpática. Você devia tentar, Helena, é bom para a alma.

Zeudi soltou uma risada baixa, tentando aliviar o clima, mas Helena continuava firme, me encarando como se estivesse pronta para me expulsar da casa naquele instante.

Escuta aqui, S/N. Se você pensa que isso vai te ajudar no jogo ou... seja lá no que está tentando com a Zeudi, pode desistir.

Relaxa, Helena, disse, levantando-me devagar. — Só estou sendo eu mesma. Se isso te incomoda, talvez o problema esteja em você, não em mim.

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