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Eu tinha acabado de ser chamada para a seleção brasileira como líbero, e a adrenalina ainda corria nas minhas veias. Saí da base há pouco tempo e estava tentando me adaptar ao novo ambiente, às novas jogadoras... e à beleza de todas elas. Claro, meu foco deveria ser apenas o vôlei, mas não conseguia evitar me sentir atraída, especialmente por uma pessoa: Gabi Guimarães, a capitã.
Desde que cheguei, Gabi me tratava de uma forma muito carinhosa, talvez pelo fato de eu ser nova no time. Toda vez que ela me dirigia a palavra, eu sentia meu estômago dar um leve nó. Não conseguia evitar. Ela seria meu foco inicial, mas claro, de um jeito discreto.
Após o treino, enquanto as outras jogadoras já estavam guardando suas coisas, Gabi se aproximou de mim com um sorriso caloroso.
"Está se adaptando bem, S/N?" ela perguntou, com a voz suave.
"Sim, sim... Quer dizer, ainda estou me acostumando com o ritmo, mas estou me esforçando", eu respondi, tentando não demonstrar nervosismo.
Ela riu levemente, colocando a mão no meu ombro de forma reconfortante. "Isso é normal, você vai pegar o ritmo rápido. E qualquer coisa, pode contar comigo, viu? Estamos aqui pra te ajudar."
Meu coração acelerou com aquele toque. "Obrigada, capitã. De verdade, significa muito pra mim."
"Me chama de Gabi, por favor", ela disse, piscando um olho para mim. "Capitã me faz parecer tão velha."
Soltei uma risada nervosa. "Tudo bem, Gabi. Pode deixar."
Ela inclinou a cabeça, me observando com aquele olhar que fazia meu corpo inteiro arrepiar. "Você é bem tímida, né? Mas isso faz parte. Com o tempo, você vai se soltar. Aliás, está planejando fazer algo hoje à noite?"
Fiquei um pouco surpresa com a pergunta, minha mente já começando a imaginar várias possibilidades. "Na verdade, não. Por quê?"
"Estou pensando em sair pra jantar com algumas das meninas, seria uma boa oportunidade pra você socializar e se sentir mais à vontade no grupo. O que acha?"
Meu coração deu um salto. "Claro, eu adoraria."
"Ótimo!" Gabi sorriu, seu olhar fixo no meu por mais tempo do que o normal. "Vou passar seu número para o pessoal e te aviso o horário. Vai ser divertido."
"Obrigada, Gabi." Eu senti minhas bochechas esquentarem.
Ela se afastou, mas não antes de lançar mais um olhar enigmático na minha direção. Enquanto eu assistia ela se juntar às outras jogadoras, não conseguia parar de pensar se aquela gentileza era apenas o jeito dela ou se havia algo mais. Uma coisa era certa: eu iria aproveitar qualquer chance para conhecê-la melhor.
Essa aproximação era o começo de algo... algo que eu ainda não sabia onde iria dar, mas que me deixava animada e ansiosa para descobrir.
Chegamos ao restaurante, e logo percebi que havia algo diferente no comportamento de Gabi. Desde o momento em que entramos, o jeito como ela se posicionava ao meu lado, seus olhares discretos, mas intensos, e as pequenas provocações... tudo indicava que ela tinha intenções bem claras para aquela noite.
Sentamos todas juntas, as conversas fluindo entre risadas e histórias engraçadas sobre jogos passados. Eu tentava me manter concentrada, mas minha mente estava a mil. Gabi, por sua vez, parecia saber exatamente o efeito que estava causando em mim. Sempre que nossos olhares se encontravam, havia uma faísca.
