Carolana

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Era mais um dia de treino aberto da seleção, e lá estava eu, determinada a tentar uma última vez me aproximar de Carolana. Por mais que ela sempre me tratasse como uma simples fã, algo me fazia insistir. Ela tinha aquela presença que te faz querer ser notada, mas até agora, eu só recebia olhares que poderiam derreter gelo de tão frios.

Me posicionei estrategicamente perto da quadra, onde ela estava treinando saques. Carol estava concentrada, com aquela expressão séria que só a deixava mais encantadora. Enquanto ela lançava a bola e fazia cada saque parecer uma obra de arte, decidi arriscar um pouco mais.

Parece que alguém acordou inspirada hoje! Será que é o treino ou tem algo mais motivando? — comentei, tentando soar casual, mas cheia de intenção.

Ela me ignorou completamente, focada no próximo saque. Não satisfeita, continuei:

Cuidado, Carol! Vai acabar furando a quadra com tanta força. Quem diria que você é tão... intensa.

Dessa vez, ela olhou de relance, mas logo voltou a treinar. Algo me dizia que estava conseguindo incomodar, e talvez fosse um bom sinal.

Se eu tivesse metade da sua força, Carol, acho que conquistaria o mundo... ou pelo menos a sua atenção. — soltei, um pouco mais audaciosa.

Carol parou por um segundo, respirou fundo e, enfim, me encarou. O olhar dela era tão intenso que me arrepiei dos pés à cabeça.

Você tem algum problema, ou é só vontade de testar a minha paciência? — ela disse, seca, mas a maneira como sua voz grave ressoou fez meu coração acelerar.

Talvez um pouco dos dois — respondi com um sorriso provocador. — Mas principalmente porque eu não resisto a você.

Ela estreitou os olhos, cruzando os braços enquanto me observava como se tentasse me decifrar.

Você sempre está nos treinos. Sempre com essas provocações. Por que insiste tanto?

Respirei fundo, sabendo que era agora ou nunca.

Porque você me intriga, Carol. Você é como um enigma que eu quero desvendar. E, sinceramente, gosto de desafios.

Carol soltou uma risada baixa, balançando a cabeça. Era a primeira reação genuína que eu via dela.

Pois saiba que sou um desafio impossível. — Ela se aproximou um passo, o suficiente para eu sentir o perfume suave que ela usava. — E você devia saber a hora de desistir.

Ah, mas impossível é uma palavra que só me deixa ainda mais determinada.

Ela arqueou uma sobrancelha, claramente surpresa pela minha resposta. Por um momento, o silêncio pairou entre nós, e eu quase achei que tinha ido longe demais. Mas então, ela abriu um pequeno sorriso — o tipo de sorriso que era suficiente para fazer qualquer um se apaixonar ainda mais.

Boa sorte com isso, S/N. — Carol deu meia-volta e voltou para o treino, mas não sem antes me lançar mais um olhar que dizia: "Você é corajosa, mas ainda tem muito chão para percorrer."

E naquele momento, tive certeza de que a missão ainda não estava perdida.

Enquanto ela voltava para o treino, fiquei parada no mesmo lugar, tentando processar o que tinha acabado de acontecer. Meu coração ainda batia acelerado, e não era só pela troca de olhares ou pelo tom provocativo na conversa. Foi só alguns segundos depois que a ficha caiu: ela sabia meu nome.

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