Ágata.
Tudo isso parecia uma cena de novela.
Eu encarava ele, tentando procurar alguma coisa que entregasse ele. Mas tudo parecia ser verdade demais.
Eu: então aquela mulher é tua irmã? - ergueu a sobrancelha. - tá, mas como ela conseguiu subir no morro e te salvar? - ele me olhou, pensativo.
Vargas: foi o Tody. - concordei, encarando ele. - ele tinha o contato dela, eles já tiveram um caso nas antigas... - ergui a sobrancelha. - ele me catou e levou pra uma fazenda.
Eu: e você ficou esse tempo todo lá? - concordei. - e porque não procurou avisar que tava vivo e bem?
Vargas: Ágata, a BOPE tava atrás de mim. - apertei os olhos em direção dele. - Tavam ameaçando te catar, eu não podia perder você. - suspirei, sentindo meu coração acelerar. - nem era pra eu ter ido aquele dia no shopping, mas aquela praga armou um triplex na minha mente.
Eu: e agora tu voltou, só porque eu te vi com uma mulher... - falei debochada, e ele me olhou sério.
Vargas: não, voltei porque eu cansei de ficar escondido. Tu tá achando que só você sofreu foi? - abaixei a cabeça. - eu levei vários tiros pô, foi Deus mermo que não deixou eu morrer. Fiquei uns 10 dias apagado. - olhei pra ele. - tava cheio de saudade de tu. Vivia ligando pá escutar tua voz, mas você só sabia xingar.
Eu: então você era o mudo? - coloquei a mão na boca. Ele riu fraco e concordou. - você é um palhaço. Ridículo. - fiz careta.
Se ele tava achando que isso ia ficar assim, ele tava muito enganado. Isso não se faz nem debaixo d'água.
Eu: não te desculpei. As mentirinhas foram tão realistas que eu acreditei, mas ainda não tô na paz com você. - apontei pra ele, que concordou. - daqui 2 semanas tô indo pro Canadá. - falei sem pensar.
O mesmo levantou as sobrancelhas e levantou, me olhando.
Parecia que ele tinha escutado uma coisa absurda e tava tentando assimilar o que aconteceu.
Vargas: é o que? - colocou a mão nos bolsos da calça, me encarando. - tu perdeu o que lá, minha querida?
Eu: você que não foi. - o mesmo negou.
Vargas: vai não pô, não vai. - falou mais pra si do que pra mim.. - sabe porque tu não vai? Porque eu não tô morto. Tô mermo não.
Eu: não sou obrigada a ficar. - falei séria. - não temos mais nada. Você não manda em nada. - apontei pra ele.
Vargas: tô dando papo reto. - falou aparentemente desorientado. - tu num vai não. Nem que eu tenha que mandar explodir a porra do aeroporto.
Encarei ele e ri. Era engraçado essa loucura toda, mesmo depois dele ter feito uma novela toda.
Eu: olha, nem vou te dá confiança. - me levantei da cama. - você sabe muito bem que eu não queria nem papo.
Vargas: hora ou outra tu ia ter que aceitar trocar ideia comigo. - resmunguei.
O bofe tava todo gostoso. Parecia que tinha saído de uma novela de galã. Eu facilmente dava pra ele, ali, agora em todos os cantos daquele quarto.
Respirei fundo, tirando aqueles pensamentos obscenos... Eu tava brava e chateada com ele, e não iria ceder assim tão fácil.
Vargas: pô Ágata.. - se aproximou, me puxando pela cintura. - vai falar que não tava com saudade do teu homem? - sussurrou no meu ouvido, fazendo uma corrente elétrica percorrer por todo o meu corpo, me fazendo arrepiar.
VOCÊ ESTÁ LENDO
𝒰𝓂 𝒷𝓇𝒾𝓃𝒹ℯ 𝒶 𝓃ℴ𝓈.
FanfictionNós dois não tem medo de nada Pique boladão, que se foda o mundão, hoje é eu e você Nóis foi do hotel baratinho pra 100K no mês Nóis já foi amante louco, quantas vezes nós virou ex Bota a chave pra girar que se pá chegou nossa vez Tipo Santos na Bel...
