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Ágata.

Acordei bem cedo.

Acredito que nem os galo ainda tinha cantado.

Olhei pro lado e Vargas dormia todo largado. Gostoso.

Me levantei e fui ao banheiro, fiz xixi, me sequei e dei descarga.

Tirei a roupa, coloquei no cesto e liguei a água quentinha.

Tomei meu banho relaxante, e logo senti uma mão na minha cintura.

Eu: eiii. - dei um gritinho assustado. - você não tava dormindo? - virei, olhando pra ele.

Vargas: fui te abraçar e tava vazio. - falou com a voz rouca de sono. - vai aonde, tão cedo?

Eu: ia preparar um café da manhã pro meu noivo. - menti.

Vargas: ou ia arrumar confusão? - riu, me beijando.

Eu: não né, amor. - fiz careta e ele concordou. - bem que podia mesmo. Meter uma bala no ovo daquele feioso.

Vargas: já falei pra ficar tranquila por causa da nossa filha. - resmungou.

Fiquei calada, nem compensava discutir.

Terminei meu banho, e sai enrolada no roupão.

Eu: você pode me levar na padaria? - perguntei, enquanto vestia a roupa.

Vargas: se você quiser, a gente lancha lá mermo, amor. - respondeu e eu me olhei no espelho.

Tava parecendo uma coxinha.

O tempo tava meio fechado, então estava de vestido com manga, lindo.

Passei desodorante, creme hidratante, perfume e fui pentear o cabelo.

Peguei meu celular, e tirei uma foto. Postei no status mesmo.

[..]

Assim que chegamos na padaria, tava meio movimentada.

Ingrid corria de um lado pro outro.

Franzi o cenho e fui me aproximando.

Didi: oi mô. - sorriu, parando atrás do balcão. - caiu da cama, uai.

Eu: vim lanchar. - sorri. - tô com fome.

Didi: só a neném da dinda mesmo pra fazer essa querida acordar cedo. - riu. - o que você vão pedir?

Vargas: vou querer um misto quente com ovo, bota fé? E um café com leite. - se intrometeu e Ingrid anotou o pedido, concordando.

Eu: ah, também vou querer. Mas no lugar do café, eu quero um suco de laranja. - falei animada. - e uma coxinha.

Vargas: fritura logo cedo? - falou preocupado.

Eu: e ovo não é frito? - olhei pro mesmo.

Vargas: não tanto igual a coxinha. - rebateu.

Eu: tô com desejo. - fiz bico, o mesmo respirou fundo e concordou. - amiga, depois posso conversar com você?

Didi: o que foi? - me olhou curiosa.

Eu: depois... - ela revirou os olhos e concordou. - até mais tarde, te amo.

Didi: também te amo. - sorriu sem mostrar os dentes. - eu levo o pedido na mesa de vocês.

Concordei e agradeci.

Vargas pegou na minha mão e me levou pra uma mesa onde não tinha muito movimento. Até melhor.

Ficamos jogando conversa fora, até que vi aquele capeta do quinto dos inferno entrando na padaria.

Fechei os olhos respirando fundo. Já vi tudo.

Ela ainda não tinha visto a gente, mas claramente ela estava procurando alguém. Fiquei calada, só observando o movimento mesmo.

Quem ela tava procurando?

Encarei Vargas, que mexia no celular, todo cheio de marra. Ultimamente eu tava toda desconfiada pra cima do bofe. Mas de homem, a gente pode esperar tudo e ainda sim, levar de onde a gente menos espera.

Quando aquela garota avistou o que procurava, deu um sorriso e mandou um tchauzinho.

Que isso? Não tava nem acreditando.

Eu: acho que tem alguém mandando tchau pra você. - comentei, pegando meu celular.

Vargas levantou a cabeça, erguendo a sombrancelha e olhando pro lado.

Assim que ele avistou a galinha, fechou a cara e negou, me olhando de novo.

Eu tava cheia de ódio, isso era claro. Não acredito que tava acontecendo algo bem debaixo do meu nariz.

Meu corpo dava leves tremidas, avisando que a qualquer hora, eu ia explodir.

Minhas mãos, soavam.

Neguei, tentando afastar todo pensamento negativo. Logo vejo Didi se aproximando com os pedidos, e logo atrás a quenga dos inferno.

Eu: a não, deixa eu pelo menos comer em paz. - falei ríspida. E a mesma riu fraco.

Vargas: hoje o satanás começou foi cedo mermo. - reclamou, claramente ficando irritado.

Status.

Status

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𝒰𝓂 𝒷𝓇𝒾𝓃𝒹ℯ 𝒶 𝓃ℴ𝓈.Onde histórias criam vida. Descubra agora