- Me solta Damião. Me solta. Eu já te pedi um prazo. Questionou. Você disse que aceitaria esperar até que ela nascesse. Segurou firmemente a barriga. Eu concordei. Eu disse que iria com você para onde quisesse depois que ela estivesse a salvo. Chorou. Por favor...
- Eu decidi que não quero esperar mais pelo teu sangue, Irene. Sabe que... Alisou seu rosto, enquanto ela se afastava. Eu vi uma cena bastante comovente? Os dois pombinhos chegando juntos e felizes do médico. Só faltavam dar as mãos. Gritou. Acha mesmo que eu vou deixar vocês serem felizes? A encarou. Acha mesmo que eu vou te deixar em paz?
- Damião... Eu te imploro. Por favor, esquece essa vingança. Esquece isso. Você pode fugir. Pode morar onde quiser. Eu tenho dinheiro. Eu tenho muito dinheiro, e o Antônio também. Ele pode te dar. Mas deixa a gente em paz. Deixa a nossa família em paz.
- Pra quê? Pro teu ex marido mandar me matar? Acha que eu sou otário? Eu já te disse que eu não quero mais dinheiro. A puxou pelo braço. Entra. Ordenou. Entra no carro.
- Eu não vou. Se recusou. Eu não vou entrar em carro nenhum. Eu não vou deixar você me matar enquanto ela estiver aqui. Não vou. Gritou. Socorro. Implorou. Antônio?! Me ajuda. Me ajuda por favor. Antônio?!
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- Antônioooo !!! Gritou. Me ajudaaaa. Antônioooo?!
- Irene?! Eeeii?! Correu para seu antigo quarto, enquanto acendia todas as luzes. O que houve? Eu ouvi os seus gritos de lá do outro quarto. Se sentou ao seu lado na cama. O que aconteceu? A encarou, preocupado.
- Nada. Balançou a cabeça, ao se sentar na cama. Foi só um pesadelo. Revelou, enquanto pegava um copo d'água.
- Que pesadelo foi esse Irene?! Insistiu. Eu ouvi você pedir socorro. Você gritou por mim. Gritou o meu nome. Eu achei que você tivesse passando mal. Alisou seus cabelos, cuidadoso.
- Não foi nada. Mentiu. Eu só tive um sonho ruim, já disse. Você... Você pode ir Antônio. Se levantou, rapidamente. Desculpa ter te acordado. Imagina, já fiquei com o nos... Seu quarto, e agora não te deixo dormir.
- O quarto era nosso. Lembrou. Você tá grávida. Tá esperando uma filha minha aí. Apontou, enquanto a mulher cobria a própria barriga de cuidados. Você precisa estar mais confortável. Eu só fico preocupado com esse pesadelo. A seguiu pelo quarto. Olha pra mim. Pediu. Seus gritos foram reais Irene. Seu desespero em chamar por mim, foi real. Não pareceu só um pesadelo. Se aproximou um pouco mais, enquanto encarava o decote da mulher, perfeitamente marcado em uma camisola vermelha.
Antônio On:
Ela parecia desesperada. Estava ofegante, pensativa e assustada. Me encarava como se eu fosse a única pessoa em quem ela realmente pudesse confiar. Seus gritos tiraram a minha paz. Me deixaram preocupado. Crente do quanto preciso que Irene me diga de uma vez o que ela tanto tem tentado esconder de mim, desde que nos reencontramos. Mas, quando estamos tão próximos, é como se os problemas desaparecessem. Nossos olhares são como chamas vivas de desejo e perto dela eu perco totalmente a postura. A Irene é a mulher mais bonita que eu já conheci. Ela tem uma beleza natural, sensual, diferente... E em todas as vezes que eu a vi como agora, a espera de um filho, sempre me vi desejando-a ainda mais. Por alguns segundos, esqueci dos motivos que me trouxeram até o quarto e encarei por longos segundos seu decote, antes de desejar beijar sua boca. A boca perfeita. A forma para o beijo que se encaixa completamente ao meu.
Irene On:
Eu não sabia que tinha chamado por ele aqui, na vida real. Realmente, tenho tido duros pesadelos desde que recebi uma ligação clara de Damião. Mas, sigo crente de que não posso, nunca, revelar ao Antônio toda a verdade por trás desse meu desespero. Tenho medo do que ele possa fazer. Tenho medo que tudo isso atrapalhe seu recomeço. E, tenho medo de perde-lo, pra sempre. Quase não percebi quando ele chegou tão perto. Nosso encaixe é mesmo perfeito. Seu olhar, vindo de encontro ao meu decote, me dão desejo. Desejo de satisfaze-lo. Ele é a minha fuga perfeita. O único homem que me deixa rendida. Sinto minha pele corar. Sinto seu calor se aproximar. Mas, não posso me deixar levar pela vontade enorme de estar novamente em seus braços.
- Eu já entendi que te chamei. Se afastou, deixando o mais velho, quase imóvel, enquanto controlava sua taquicardia. Mas, eu já te disse que está tudo bem. Retornou ao copo d'água. Você já pode ir. Pediu.
- Impressionante como você é ingrata. Reclamou. Eu venho aqui, depois de fazer ter gritado por mim, me pedindo ajuda, e é desse jeito que você me trata.
- Eu gritei por você porque estava inconsciente. Deu de ombros. Jamais te chamaria se estivesse bem o bastante para controlar os meus próprios impulsos.
- Então você admite que eu sou um impulso? Voltou a se aproximar. Admite que até o seu subconsciente sabe o quanto você queria a minha presença aqui? Acha mesmo que eu vou engolir com farinha essa história de que você...
- Eu tive um pesadelo Antônio. Gritou, tentando encontrar novamente o equilíbrio, ao se afastar. Olha aí, bocejou falsamente. Já estou novamente com sono. Preciso descansar, você já pode ir. Muito obrigada.
- Irene, você...
- Sai você ou saio eu, Antônio? Ameaçou, sair do quarto, enquanto o homem cedia.
- Tá bom, tá bom. Eu já vou voltar pro quarto da Petra. Levantou as mãos, como se estivesse se rendendo. Pode me chamar de novo, quantas vezes precisar.
- Creio que não será mais necessário. Sorriu, seca. Boa noite. Fechou a porta, enquanto se recostava nela, buscando o ar.
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Antorene: The After
FanfictionE se Irene decidisse fugir da polícia? E se fosse obrigada a deixar Antônio para trás? E se Antônio fosse condenado a pagar por todos os crimes que cometeu, preso dentro de seu próprio império? Sozinho, como sempre temeu estar, até mesmo durante as...
