Braços Seguros

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- Nossa. - a puxou para seus braços, enquanto ainda se retirava de dentro dela - Como nós somos bons nisso... - sussurrou, enquanto a beijava, o corpo pegando fogo, e a excitação ainda começando a ir embora.

- Impressionante como eu nunca me canso de te amar. - Sussurrou, enquanto cheirava seu pescoço.

Antônio estava completamente envolvido no momento, sentindo a conexão especial que existia entre eles. Ele acariciava o rosto de Irene com ternura, admirando cada detalhe de sua expressão. Seus dedos percorriam levemente sua pele, como se ele estivesse memorizando cada traço, cada curva que tornava Irene única.

- Eu nunca imaginei que algo pudesse ser tão especial assim. - murmurou, os olhos fixos nos dela. - Você me faz sentir coisas que nunca senti antes.

Irene sorriu suavemente, tocando sua mão que repousava em seu rosto. Havia algo em seus olhos que misturava gratidão e amor.

- Você também é único para mim, Antônio. Estar com você faz tudo parecer mais tranquilo.

Ele inclinou-se, beijando-a delicadamente, como se quisesse expressar, sem palavras, a profundidade de seus sentimentos. Irene fechou os olhos, sentindo o calor daquele toque que parecia derreter qualquer insegurança que ainda pudesse existir e o homem começa a rir, assustando-a.

- Que que foi Antônio? - encarou, começando a ficar brava. - Tá rindo do que?

- De você. - voltou a alisar seus cabelos, amansando-os com as mãos. - De como você agia quando chegou aqui em casa.

[• NOVA PRIMAVERA (MS), 1993 •]
Irene está em pé ao lado da mesa, olhando para as mãos. Antônio entra na cozinha e percebe o olhar dela. Ela hesita antes de falar.

- Antônio... - quase cochicha. - Eu posso comer alguma coisa?

Ele para no meio do caminho, franzindo a testa.

- Como é que é? Você está me pedindo pra comer alguma coisa na sua própria casa? - começou a se enraivecer com a esposa. - Eu já não te pedi pra parar com isso, Irene?

A moça dá um passo para trás, assustada com o tom dele.

- Eu... eu só não queria te incomodar... Você já faz tanto por mim.

Antônio suspira e esfrega o rosto, tentando conter a irritação. Ele se aproxima devagar e puxa uma cadeira para se sentar.

- Irene, cê está grávida. Tá esperando aí um filho meu. Tem que comer, descansar, se cuidar. Como tá essa gravidez, hein? Como você está se sentindo? - se interessou, enquanto a encarava.

Irene olha para ele, surpresa com a mudança no tom de voz.

- Eu tô bem, não se preocupe. - alisou a pequena barriga que abrigava Daniel. - Mas hoje, não sei por quê, senti uma vontade incontrolável de comer uvas verdes.

- E por que não comeu? - a encarou, curioso.

- Eu não quis incomodar. - deu de ombros.

Antônio fica em silêncio por alguns segundos, olhando para ela como se tentasse entender o que se passa em sua cabeça. Ou quanto lhe foi renegado qualquer coisa durante a vida.

- Irene, escuta bem o que eu vou te dizer. Você agora é minha esposa. Minha parceira. Isso aqui é sua casa. - apontou. - Você pode comer o que quiser, comprar o que quiser, a qualquer momento.

Ela o encara, visivelmente emocionada, mas ainda desconfiada.

- Não quero mais ouvir você pedindo permissão pra nada. Você não é uma estranha aqui. Não quero que seja uma estranha na sua própria casa.

Antorene: The AfterOnde histórias criam vida. Descubra agora