Casa Comigo?

197 10 7
                                        

— Vou tirar devagar pra não te machucar. — Avisou. — Fica quietinha.

Antônio suspira ao tirar o membro semi-ereto de Irene, a sensação de calor e proximidade ainda pulsando entre eles. Ela arfa, um som que ecoa na penumbra do quarto, enquanto ele se inclina para beijar suas costas. O toque suave de seus lábios provoca um arrepio na pele dela.

Antônio deslizou os dedos pela pele quente de Irene, sentindo a respiração dela entrecortada contra seu pescoço. Ele a puxou mais para perto, os lábios roçando no ouvido da esposa, deixando um rastro de arrepios.

— Você sabe que eu nunca vou me cansar de você, não sabe? — a voz dele saiu rouca, carregada de desejo.

Irene sorriu de canto, os olhos faiscando de provocação.

— Isso porque ainda não percebeu que sou eu quem te tem nas mãos, Antônio.

Ele riu baixo, segurando o queixo dela para encará-la.

— Você adora me desafiar, não é?

— Só porque sei que você ama isso — sussurrou, mordendo o lábio.

Os olhos dele escureceram.

— Eu amo quando você se entrega assim pra mim. Amo como me deixa ver o quanto você me quer.

Irene passou as unhas de leve pelo peito dele, sentindo o coração acelerado sob seus dedos.

— Eu nunca neguei que te quero, Antônio. Mas gosto de te deixar na dúvida… te fazer implorar um pouco.

Ele puxou o rosto dela para um beijo intenso, tomando posse de seus lábios com urgência.

— Eu imploraria mil vezes por você, Irene — murmurou contra a boca dela.

Antônio expirou fundo, sentindo a pulsação desacelerar enquanto se afastava lentamente do corpo de Irene. Com um último toque, deslizou a mão por suas costas nuas, apreciando a maciez da pele sob seus dedos antes de se deitar ao lado dela. Ela sorriu satisfeita, puxando-o para mais perto. Os corpos ainda estavam quentes, envoltos no resquício do prazer.

— Isso foi… maravilhoso — ele disse, com um sorriso satisfeito.

Irene virou-se de leve, apoiando o rosto na curva do ombro dele. Seus olhos brilhavam, refletindo a luz suave do quarto.

— Eu nem acredito que fizemos isso. — respondeu, com um sorriso pequeno, mas carregado de significado.

Antônio passou a mão pelo rosto dela, afastando uma mecha de cabelo úmido de suor.

— Você sabe o quanto eu queria isso, não sabe?

Ela riu baixinho, traçando círculos preguiçosos no peito dele com a ponta dos dedos.

— Sempre soube — confessou, com um olhar brincalhão. — Eu sentia quando estávamos juntos… sei o quanto você babava de vontade de vontade, quando seu toque deslizava ali, era excitante. Quando você se deixava levar e depois recuava, como se não quisesse forçar nada.

Ele sorriu, assentindo.

— Eu ficava louco quando via o quão apertada você era. E como ninguém nunca tinha estado ali dentro antes de mim. Mas, não queria te forçar.

Irene o observou por um instante antes de dizer:

— Eu sei, você sempre foi muito atencioso e preocupado com as minhas vontades na cama. Mas, também sei o quanto você queria isso.

Antorene: The AfterHistórias para pegar e não largar. Descubra agora