Irene sentiu o estômago revirar. As palavras nojentas de Leonardo ecoavam como um pesadelo. Ele sempre foi um homem demoníaco. Mas, ela não imaginou que ele fosse tão longe assim. Matar sua mãe? Como ele pôde? Aquela mulher linda e bondosa que esteve ao seu lado durante anos. Com quem ele teve filhos. Quem ele disse que amava um dia.
— Matei. — confirmou. — Eu dei um fim na Agnes e faria de novo. — gritou, enquanto Irene ouvia o choro de Aruna na parte de dentro.
— Você... você é um monstro! — gritou, lágrimas escorrendo pelo rosto. — Como pôde fazer isso? Como pôde matar a minha mãe?
Leonardo deu um passo à frente, e Irene recuou instintivamente.
— Agnes nunca me entendeu — disse ele, a voz calma, quase hipnotizante. — Ela queria me afastar de você, me impedir de cuidar de você como eu devia. Ela não merecia você, Irene. Só eu merecia. E agora... — Ele levantou a mão, como se quisesse tocar o rosto dela. — Agora, nada mais nos impede.
— Você é doentio. — semi cerrou os olhos. — Acha que vai conseguir me tomar a força como fazia quando eu era criança? Acha que eu ainda sou aquela menina indefesa que você ESTUPROU? — gritou, o ódio crescendo. — Você me estuprou Leonardo. Como pode dizer que queria cuidar de mim se isso foi tudo o que você nunca fez?
— Não sou eu quem está errado aqui — rebateu ele, aproximando-se lentamente. — Você me provocava, Irene. — a fez enjoar. — Desde criança, com aquelas pernas abertas, brincando inocente. Você sabia o que estava fazendo comigo e não parava de me provocar. — segurou firmemente sua cabeça como se estivesse tentando colocar algo no lugar.
Irene cuspiu em seu rosto, sentindo um ódio fervoroso tomar conta dela.
— Eu tenho nojo de você! Você é doente, repugnante!
Leonardo limpou o rosto lentamente, um sorriso perverso se formando.
— Eu era só uma criança! — chorou. — Uma criança de quem você tirou a inocência. Uma criança pra quem você não deu a menor chance. Por quê? Por quê você fez isso comigo? Por quê?
— Porque você era linda. — sorriu, de forma horripilante. — Porque você sempre foi linda.
— Eu não sou mais aquela menina. — O encarou, gigante.
— Você sempre foi assim... tão apaixonada, tão viva. Eu sabia que um dia essa chama seria só minha. E olhe para você agora. Tornou-se uma mulher ainda mais linda. — Seus olhos percorreram o corpo dela de forma lasciva.
— Fica longe de mim! — chutou-o enquanto ainda tentava se equilibrar na cadeira. — Eu vou gritar.
— Eu te desejo Irene. Te desejo mais ainda. Sabe que, quando eu te vi com Antônio... — Exitou.
— Há quanto tempo você me vigia?
— Tempo suficiente pra ver você se entregar pra ele. — revelou, a deixando espantada. — Eu estava lá no dia em que você trepou com aquele inútil no meio dos pés de soja dele. Vi como você se entregou a ele, como uma vagabunda. — Ele sussurrou baixo, a lembrança claramente o excitando. — O jeito que você gemia, chamando por ele. A expressão do seu rosto, sentindo prazer. Seu corpo. Seu corpo é delicioso. Me deu água na boca. Eu fiquei ... Fascinado.
— Você estava nos observando? — A voz dela tremia de raiva e desgosto. — O que há de errado com você?
Leonardo deu de ombros, o sorriso ainda mais perturbador.
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Antorene: The After
Fiksi PenggemarE se Irene decidisse fugir da polícia? E se fosse obrigada a deixar Antônio para trás? E se Antônio fosse condenado a pagar por todos os crimes que cometeu, preso dentro de seu próprio império? Sozinho, como sempre temeu estar, até mesmo durante as...
