One Shot de Karina para BiaCout
Lucila e Márcia são amigas de infância. Moradoras da Barra do Jucu, um bairro a beira mar, sendo um dos mais nobres da 5° região de Vila Velha. Um bairro calmo, com ruas de pedras e casas luxuosas. É também palco de um dos pontos turísticos da região pelos famosos blocos carnavalescos e a Porca da Quarta de cinzas. Além do Castelo e do Surfer em suas águas com ondas agitadas. Porém, mesmo com tantas coisas, aos 17 anos, as garotas já haviam se enjoado da mesmice e queriam ir no único parque de diversões que vinha uma vez por ano na cidade de Vitória: O Trombini.
Os pais das garotas nunca puderam levá-las, mas já adolescente, resolveram que neste ano iriam sem sombra de dúvidas. Pediram que seus dois amigos, Rafael e Henrique, fossem com elas pôr conhecerem o local e assim compraram os ingressos.
Chegando o grande dia, as meninas se arrumaram como se fossem pra uma festa. Queriam tirar as maiores fotos e mesmo Rafael avisando que seria melhor não levar nada que pudesse cair ou se perder, não foi o suficiente para elas.
Lucila era morena com cabelos longos, colocou um vestido rodado e tênis, pois estava na moda. Amarrou o cabelo em um rabo e fez um make rápida. Márcia era negra e tinha um imenso cabelo Power, que prendeu com um turbante em volta, usando uma saia de prega cintura alta e um cropped de pano. Quando os meninos as virão, não contiveram o riso, mas as garotas ignoraram. Pegaram um Uber e saltaram em frente ao Shopping Vitória, indo a pé em seguida até o estacionamento onde o parque estava montado.
— Eu não acredito! — falou chocada, Lucila — olha o tamanho dessa fila.
A fila de entrada estava longa, indo até o final da rua. Teriam que andar uns cinco minutos até achar a última pessoa.
— Por isso eu disse pra vir cedo. Sábado, domingo e feriado lota mais que sardinha na lata — comentou Henrique.
— Ainda não é nem uma hora — resmungou Lucila.
— E vai dar pra gente brincar? Pelo tanto de gente, se formos em 2 brinquedos é muito — falou Márcia emburrada.
— A estratégia é a seguinte, conseguir ir em no máximo 7 brinquedos. Vamos primeiro onde as filas são menores e deixamos por último as maiores, pois até lá deve estar mais vazio — Orientou, Rafael.
Todas assentiram.
Após quase cinquenta minutos, chegou a vez deles. Uma funcionária pediu o ingresso é em seguida direcionou a catraca onde outra funcionária aguardava para carimbar o pulso deles. Assim que entraram, as meninas ficaram encantadas com tudo que viam. Os brinquedos mais radicais se davam a Montanha Russa, Ranger e Space Loop.
Mas entes, Lucila pegou sua câmera e pediu que todos juntassem seus braços pra uma foto.
— Eu não falei pra não trazer acessório, louca? — Repreendeu Rafael.
Ela revirou o olho.
— Eu não ia vir aqui e não registrar tudo. Não sou idiota pra perder as coisas. Relaxa que vou segurar bem e não perder isso.
Henrique bateu no braço do amigo, dizendo baixinho pra ele deixar pra lá, e assim o fez. Juntaram os pulsos e bateram a foto.
Como orientado a princípio eles foram primeiro pra casa mal assombrada. Esperaram uns 20 minutos e assim entraram. A casa era toda escura e com vários graus de dificuldade. Uma escada que mexe, paredes desproporcionais, caminho de rolos, entre outras coisas. As meninas riam muito porém no final, um vento vindo de baixo da saída do brinquedo as pegaram desprevinidas levantando a saia e o vestido delas. Todos que estavam na fila olharam e urraram enquanto elas não sabiam onde enfiar a cara.
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Amigo Oculto Literário
Cerita PendekSorteio entre amigos do grupo do Whatsapp ajudando escritores, em que cada participante recebe em sigilo o nome de outro a quem deve presentear com uma one shot.