Capítulo 148

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Após o feitiço ser desfeito, toda a névoa e magia sombria havia se dissipado, e o céu havia voltado a sua normalidade. Com excessão da Lua de Sangue que brilhava no alto.

Vampiros e lobos travavam uma batalha de vida ou morte. Os lobos não sabiam de onde vinha o ataque, não quando o grupo de espíritos lhes atacavam, e logo após eles, os vampiros seguiam atrás.

Viktoria havia se reunido com seu pequeno clã. Observando brevemente as marcas que havia recebido, como luvas rendadas. Todos eles haviam ganhado marcas como aquela, em tamanhos e desenhos distintos e familiares entre sí.

- São selos. Aquela energia foi selada dentro de nós, essas marcas irão permitir que o poder não nos consuma.- Haul explica brevemente.

- A parte mais difícil já passou, devemos seguir com o plano.- Viktoria diz e todos concordam.

Não havia tempo a perder, não quando o conflito ainda se estendia. Ninguém havia ousado se aproximar deles, não depois do que haviam feito ao parar o feitiço. Mas eles não podiam se dar ao lixo de deixá-los a própria sorte, ajudariam durante a batalha também. Aquela luta era mais deles do que de qualquer pessoa.

E naquele momento, avançaram pelo campo. Juntos. Por justiça.

Os lobos que cruzavam seu caminha rapidamente encontravam seu fim. Um grupo de fantasmas guiavam seu caminho enquanto enfrentavam seus rivais.

- Estou vendo eles!- Viktoria avisou.- Estão fugindo, peguem eles!

Os fantasmas seguiram até o grupo de concelheiros do clã Samaniego, que se encontravam em sua forma humana, sendo protegidos por seus subordinados. Aquelas almas lhe cercaram antes que pudessem dar outro passo.

- Vão a algum lugar?- Viktoria perguntou atrás deles.

- Você?!- Um dos velhos disse assustado.

- Temos contas a acertar.- Ela continuou, sua voz soando extremamente ameaçadora naquele momento.- Achavam mesmo que sairiam em pune depois de tudo o que fizeram?

Rosnados haviam sido a única resposta.

- Vamos refrescar suas memórias.- Haul disse antes de atacar.

Usando suas habilidades, cada um deles cuidou em fazê-los sofrer. Atingindo seu ponto vital, torturando cada um deles.

- Por favor piedade!- Um deles gritou.

- Vocês não tiveram piedade quando dizimaram um clã inteiro. Assassinaram famílias! Tudo pela ganância e sede de poder!

- Se nos matar, serão tão ruim quanto nós.- Um deles diz tentando fazer Viktoria fraquejar.

- Eu nunca disse que era boa.- Viktoria murmurou alto o suficiente para que eles ouvissem.

E pela primeira vez na vida, eles tremeram, apavorados.

- Mas vocês tem razão, não somos como vocês... Somos melhores. Não iremos julgar seus atos.

Viktoria assim como os outros deram um passo para trás, e os homens a sua frente por um momento pensaram estar a salvo.

- Mas eles vão.- Viktoria diz friamente.- Por justiça!

Logo em seguida os espíritos de seu povo, que lhes seguiram até alí, atacaram.

- Resta apenas um.- Ela murmurou para os demais.

Viktoria observou o conflito ao seu redor, procurando a pessoa que faltava. O líder do clã Samaniego. Ele era esperto, não seria atingido por espíritos por conta dos amuletos de proteção que levava com sigo, ela sabia disso. Ele deveria morrer e morrer pelas suas mãos.

- Eu cuido do resto.- Diz ela se separando de deus companheiros.

- Isso não faz parte do plano!- Haul contraria.

- Não posso permitir que nada aconteça a vocês, já fizeram o bastante...

- Nós não a deixaremos sozinha.- Nadine retruca pela primeira vez.

- Você agora é nossa líder, não deixaremos que nada lhe aconteça. Somos uma família agora.

Viktoria concorda sem dizer nada.

- Começamos juntos e terminaremos juntos.

Ela sorriu para seus companheiros.

- Vamos.- Ela diz por fim.

Todos seguem atrás de Viktoria, derrubando a maior quantidade de lobos no caminho.

Não muito longe dali, Peter seguia lutando enquanto tentava alcançar Viktoria. Ele havia se separado de Drogo e Nicolae a algum tempo, mas ele sabia que eles estavam bem. Apesar de tudo, os lobos não eram tão fortes, mesmo com a Lua de Sangue, o que lhes tornavam tão fortes era o poder do feitiço que havia sido desfeito.

Peter havia visto tudo o que Viktoria havia feito até ali. Graças a um amuleto, ele enxergava aquele mundo, o mundo que Viktoria via. E não poderia estar mais impressionado com tudo.

E no meio de todo aquele banho de sangue, Peter viu quando algo parecia ter feito com que Viktoria se separasse de deus companheiros, algo parecia errado. E foi quando ele viu. Elizabeth. Elizabeth e um pequeno grupo de bruxas haviam lhes encurralado em uma armadilha.

Viktoria se viu presa em uma espécie de campo de força. Um capo de energia que parecia lhe enfraquecer. Ela rapidamente quebrou a barreira, com extrema facilidade, assim como seus amigos.

- Você não aprende não é?- Viktoria se dirige a Elizabeth.

- Eu vou me livrar de você de uma vez por todas!- Disse a bruxa lhe lançando um feitiço.

- Quantas vezes eu vou ter que repetir? Você é fraca...- Disse Viktoria após conter o ataque.

Lizabeth então sorriu. Formando uma esfera escura com suas mãos.

- Você pode ter a vantagem, mas eu tenho um truque na manga.- Ela diz sorrindo.- Eu andei pesquisando sabe, é engraçado o que se pode fazer misturando uma simples dália negra com minha magia maligna...

Antes que Viktoria pudesse reagir, Lizabeth havia lhe prendido em uma nova barreira junto com ela, e aquela espera de energía mas mãos de Lizabeth havia se tornado fumaça. Veneno para eles, que não podiam fugir. Viktoria tentou se livrar da barreira, mas o veneno imediatamente começara a surtir efeito. Seus amigos tentaram chegar até ela, mas estavam ocupados enfrentando o grupo de bruxas e os lobos que não lhe deixavam em paz.

- Você vai morrer hoje e agora pelas minhas mãos....

Viktoria ouviu o estalo. E em seguida viu Lizabeth cair no chão. Inerte. Morta.

- Eu mandei que ficasse longe dela...- Peter murmurou para o cadáver.

Viktoria caiu se joelhos quando voltou a respirar, o efeito do veneno sumindo tão rápido quanto havia surgido. Peter correu até ela.

- Está ferida? Ela lhe machucou?- Peter perguntou preocupado.

Peter se ajoelhou de frente a ela, suas mãos segurando o rosto dela gentilmente enquanto buscava qualquer sinal de dor.

- Peter...- Foi tudo o que Viktoria conseguiu dizer antes de Peter lhe abraçar pela primeira vez em muito tempo.

E então, o mundo e guerra ao redor deles se tornou cinzas, desaparecendo completamente quando ela a beijou.

  Uma Bartholy?Onde histórias criam vida. Descubra agora