Antes de tudo queria me desculpar por demorar a postar o capítulo, eu tive um problema e não consegui postar. Espero que compreendam.
Boa leitura!😘
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Lian on
Esta manhã fui para a universidade sozinho, Anelise não quis que eu a levasse hoje, ela já vem insistindo a alguns dias e eu como sempre, acabei cedendo. Cheguei lá bem cedo, estacionei o carro e me apresei para entrar, pretendia passar na biblioteca antes de começar as aulas.
A biblioteca ainda estava vazia, havia apenas alguns alunos, eu me aproximei das prateleiras e peguei dois livros falando sobre matemática e economia, saio da biblioteca e caminho em direção ao pátio, minha aula só começa no segundo tempo.
Já no pátio eu vou em direção a um banco, no meio do caminho, um cheiro inebriante invade meu nariz e aguça meu oufato. Sangue. Alguém deve ter se machucado, não está tão forte mas é muito bom.
--- Ei!
Acabo trombando em alguém, fazendo nós dois cairmos. Olho para frente e vejo uma garota linda.
--- A não...--- Ela parece procurar algo até pegar uma caneta quebrada no chão.
--- Me desculpe eu...
--- Olha o que você fez! Por que não olha por onde anda!?--- Ela me interrompe.
Ela se levanta e eu faço o mesmo.
--- Não se preocupe eu pago, não foi minha intenção...--- Digo.
--- Esquece, não adianta...--- Ela diz olhando para a caneta quebrada em sua mão.
Eu me cinto mal por ter estragado sua caneta mas... Ela parece estar exagerando.
--- Me desculpe mas eu disse que vou pagar, me desculpe por ter estragado.--- Digo chegando perto da garota.
Ela me olha e vejo seus olhos castanhos cheios de lágrimas.
--- Dinheiro não compra tudo...--- Ela diz e começa a caminhar pra longe.
--- Ei, espera.--- A chamo.
--- Me deixa em paz.--- Ela diz.
Eu a deixo ir. Me pergunto quem será ela, é tão bonita, só me sinto mal pela sua caneta, parecia ser importante.
Lian off
Anelise on
Eu estava distraída desenhando, o professor havia entrado na sala. O Sr. Jones acaba de dizer que vamos ter trabalhos com a dupla permanente, e eu não sei porque mas fique muito entusiasmada para os próximos trabalhos com o Peter, e isso é muito estranho, não deveria ficar tão feliz em fazer lição de casa.
Por uma fração de segundos eu olho pra frente e encontro o olhar do Sr. Jones, ele me encara e não parece muito feliz.
--- Ele me perguntou alguma coisa?--- Pergunto para Peter.
Percebo ele dar um pequeno sorriso com a minha pergunta, parece até segurar o riso.
--- Não, ele não perguntou nada.--- Ele responde por fim.
--- Atá, pensei que ele tivesse falado comigo e eu não ouvi, ele parece meio bravo não?--- Comento.
--- É sim.
Eu olho novamente para o Sr. Jones, ele ainda me olha mas não expressa nenhuma expressão, então ele desvia o olhar e responde as dúvidas de algumas alunas na primeira fileira. Que estranho.
--- Como eu disse, somente eu posso modificar as duplas se achar necessário, então por gentileza escrevam em uma folha separada o seu nome e da sua dupla e me entreguem, vou sortear os temas do primeiro trabalho em grupo.
Grupo de dois? Dou um pequeno sorriso com o pensamento.
Peter escreve nossos nomes em uma folha de caderno e vai em direção ao professor, os outros alunos fazem o mesmo. Vejo Peter deixar a folha na mesa do Sr. Jones e os dois trocam olhares hostis, Peter volta e se senta ao meu lado novamente.
O resto da aula passou normalmente, com exceção de alguns olhares do Sr. Jones, logo o final da aula chegou e eu caminho em direção a sua mesa para pegar a folha com o tema do trabalho. Há algumas alunas ao redor, algumas pegando o trabalho e outras apenas conversando com o Sr. Jones. Quando ele me vê, sua atenção fica em mim, eu tento ignorar e vou até sua mesa, vejo a folha com meu nome e do Peter e a pego.
Médiuns.
Só pode ser brincadeira, entre tantos temas eu tinha que ficar logo com esse? Justo eu?
Vejo que o professor ainda me observa, eu então caminho para fora da sala. O resto do dia passou devagar demais pro meu gosto, eu estou saindo da biblioteca até que escuto o som de uma melodia, ela me é famíliar, será que é o Peter? Eu sigo o som e paro em frente a uma porta entreaberta, quando olho dentro da sala vejo Peter tocando piano, e junto a ele está aquela garota.... Dorothy, eu acho.
Vê-los juntos me incomoda, e não sei o porquê, será que o Peter gosta dela? Afasto esse pensamento e uso minha velocidade para sair de lá, quando paro vejo que estou em um corredor deserto, então me sento num canto escuro.
Desde que nos encontramos pela primeira vez temos uma espécie de conexão inexplicável, sempre tento interagir com ele, e agora eu não gosto de vê-lo com outra garota? Tenho que colocar na cabeça que ele não gosta de mim, mas aquela Dorothy...
Não sei o que está acontecendo, eu estou com ciúmes do Peter? Não... Eu.... Não posso sentir nada. Por ninguém.
Se passam alguns minutos desde que os vi juntos. Eu me levanto volto a andar, caminho em direção ao lado de fora. Depois de avançar vários corredores estou quase do lado de fora, então me deparo com Peter e Dorothy.
--- Ah.... Oi Anne.--- Peter diz.
--- Oi.--- Dorothy diz.
Eu os olho, vejo Dorothy grudar no Peter, minha vontade é de arrancar sua cabeça fora.
--- Oi.--- Digo curta e continuo caminhando.
--- Está indo para a mansão? Quer carona?--- Peter pergunta.
--- Não, não precisa se incomodar.--- Digo.
Peter então bloqueia meu caminho parando na minha frente. Não tinha o visto se mexer.
--- Tem certeza?--- Ele insiste.
Seus olhos esmeralda me examinam, mas antes de responder Dorothy intervém.
--- Como assim? Vocês moram juntos?--- Ela pergunta confusa e incomodada.
--- Anelise é irmã do meu irmão Drogo.--- Peter diz dando de ombros.
--- Então vocês são irmãos?--- Ela pergunta parecendo um pouco feliz.
--- Não, não somos nada.--- Falo a incarando.
Ela me olha espantada e Peter parece surpreso com minhas palavras.
É verdade que não somos nada; não somos irmãos, nem amigos e nem nada, Peter fala comigo quando tem vontade, está sempre me evitando ou me ignorando, com exceção de hoje. Por isso não posso dizer que somos algo, se não estaria mentindo.
--- Eu já vou indo.--- Falo e me distancio.
Logo chego ao lado da fora, desço as escadas e chego ao gramado.
--- Anelise!
Ouço a voz de Peter atrás de mim, eu continuo andando, ele vai me alcançar de qualquer forma.
--- Anne...--- Peter segura minha mão me fazendo parar.
Eu o olho.
--- Aconteceu alguma coisa?--- Ele pergunta.
--- Não.
Ele me olha, seus olhos parecem me examinar.
--- Tem certeza? Eu.... Fiz algo que não lhe agradou?--- Ele pergunta.
Por um momento eu me perco no verde de seus olhos, me esqueço completamente do motivo de estar brava, me pergunto como ele pode me causar esse tipo de efeito. Apenas Matteo consegui fazer isso.
--- Não é isso...--- Digo olhando o chão.
--- Então...?
--- É só que.... --- Eu não sei o que dizer, nem sei porque fiquei brava.
--- Quer saber? Não é nada.--- Digo dando de ombros.
--- Como não é nada?--- Ele pergunta confuso.
--- Eu tenho que ir.--- Tento me afastar e volto a andar.
E obviamente ele começa a me seguir.
--- Anelise espera.--- Peter diz ao meu lado.
Eu não o respondo e ele parece ter desistido de perguntar, agora ele apenas anda ao meu lado em silêncio. No lado de fora do Campus me deparo com algo que não esperava, ou melhor, alguém.
--- O que faz aqui?--- Pergunto a Viktor.
Ele se encontra próximo a um carro que jugo ser seu, ele abre um sorriso.
--- Vim buscá-la para um passeio, temos assuntos a tratar.--- Ele diz.
Peter parece incomodado.
--- Pena que eu não tô afim.--- Digo curta.
--- Eu queria te mostrar algo super interessante, é um livro que encontrei na mansão.
--- Eu não quero saber.--- Falo.
--- É uma pena, ele fala sobre um objeto mágico que escolhe sua dona, e depois ele não a solta...--- Ele diz abrindo um livro.
O olho pasma, logo em seguida olho para o anel prata em meu dedo.
--- Vamos Anne.--- Peter segura minha mão com a intenção de me levar de lá... Ou me impedir de ir, não sei.
Encontro seus olhos verdes por um momento, olho para Viktor que nos observa com uma expressão curiosa, então um sorriso torto surge em seu rosto.
--- Vocês estão bem próximos...--- Viktor diz se virando para entrar no carro.--- Por que não passam a tarde juntos? Pode cuidar dela Peter?
Olho para Peter que tem o rosto sem expressão, sua atenção está em Viktor.
Viktor entra no carro e me lembro do livro.
--- Espera!--- Digo chamando sua atenção.
Ele me olha.
--- Vou deixar o livro em seu quarto, Peter vai levá-la para um passeio.--- Ele diz dando de ombros e vai embora em seu carro.
O que acabou de acontecer?
Olho para Peter que ainda me segura próxima a ele. Ele finalmente me olha e nossos olhares se encontraram, sua expressão então se suaviza. Um pequeno sorriso surge em seu rosto.
--- Você quer dar uma volta?--- Ele pergunta meio relutante.
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Uma Bartholy?
FanfictionDesde que nasceu, Anelise nunca foi uma garota normal, via e ouvia o que ninguém mais podia. Quando seus pais morreram anos atrás, foi transformada em vampira junto com seus irmãos, mas por obra do destino se viu sozinha por causa de desentendimento...
