Depois que falei aquilo, voltei para dentro da sala e continuei o meu trabalho - se havia feito a coisa certa, não sabia, mas fiz.
Foi então, que me perguntei como Kota poderia estar nesse momento, provavelmente já teria almoçado e estaria assistindo televisão junto com a Eri e o Aizawa.
Coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e soltei um suspiro, estava começando a ter vontade de voltar para casa, principalmente depois que o bicolor entrou na sala e puxou uma cadeira para sentar ao meu lado.
Ele sorriu gentilmente para mim, e eu apenas lhe encarei séria.
– Não tem trabalho para fazer não?- Perguntei ríspida.
– Já acabei a maioria.- Respondeu.
– Termina o resto então.- Falei com indiferença.
– Nossa, só por causa do que você viu não vai querer conversar comigo?
– Sim, porque eu não estou afim de ficar ao lado de pessoas como você.- Franzi o cenho.- Aliás, não é para mim que você deveria fazer perguntas.
– Se você está tentando me incentivar a falar com a Momo, saiba que eu não vou, pois ela sabia que eu não sentia mais nada por ela, mas ainda continuou comigo.- Cruzou os braços.
– Ata, e isso lhe dá o direito de magoar ela fazendo isso? Cara, te manca.- Empurrei o bicolor.
– Claro, porque eu falei que queria terminar uma vez, só que ela não quis, então levou o que merecia.
– Uma vez só? Por acaso experimentou insistir e explicar para ela como se sentia?- Ele ficou em silêncio por um tempo e abaixou a cabeça.- Pelo jeito não.
– Desisto.- Se levantou.- Meu nome é Todoroki Shoto, aliás.
– E daí?- Perguntei baixinho para mim mesma e bufei voltando ao meu trabalho.
Hoje eu tô de fude, ein.
O importante é que eu só estou falando o necessário, mesmo tendo vontade de dizer muitas verdades na cara de algumas pessoas - e, olha, nem preciso mencionar nomes, porque são bem específicas.
Mas agora não era hora de pensar em guerras e discussões que nem preciso me envolver, é hora de trabalhar para ser rica e futuramente esfregar isso na cara de quem duvidou de mim.
Então, Midoriya se sentou naquela cadeira que Todoroki abandonou e deu uma olhada rápida para o bicolor pelo canto do olho, em seguida se voltou para mim confuso.
– Aconteceu alguma coisa?- Perguntou.
– Não, só estava respondendo algumas perguntas sobre mim para ele.- Sorri.
– Tem certeza? É que ele saiu meio bravo da conversa, e eu nunca vi ele assim.- Fez uma cara de desconfiado.
– Sei lá, não reparei, devo ter respondido algo que não favoreceu muito ele.- Dei de ombros.
– Tá bom.- Começou a mexer no seu bolso da calça.- Olha, não sei se você tem o meu número, mas aqui está.- Deixou um pequeno papel perto da minha mão.- Me liga mais tarde se puder.
– Pode deixar.- Murmurei, e o homem foi embora.
Senti as minhas bochechas ficarem um pouco vermelhas depois que peguei o papel e fiquei encarando o número dele por um tempo sem perceber.
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☦︎༄20:30.
O meu horário de trabalho acabou, então me despedi da Uraraka e da Mina - as únicas meninas que sobraram ali e que ficaram aqui até mais tarde - antes de sair da sala e acabar encontrando Katsuki a me esperar no corredor.
– Makima disse que não tem nada haver com a história.- Resmungou.- Por que colocou ela no meio?
– Olha, eu falei tudo o que era necessário e se mencionei o nome dela não foi por acaso. Não quero prejudicar ninguém e muito menos o meu trabalho, então ache outra pessoa para tirar essas suas dúvidas.- Cruzei meus braços.- Podemos ir?
O loiro estalou a língua e virou as costas para mim antes de começar a ir até o elevador. Isso serviu como um sim para mim, então o segui.
Aiai, tô podendo mesmo.
Entramos no elevador e Katsuki clicou no número do último andar acima do térreo, levando um susto junto comigo quando meu celular tocou.
Ficando sem entender ao ver o número de Kaminari na tela do celular, provavelmente ele estaria no meio de uma festa bêbado ou então também queria tirar satisfações por eu ter sumido.
Por isso, deixei que tocasse e enfiei de volta na bolsa.
Depois de algum tempo, assim que finalmente estávamos perto de chegar do carro dele, Makima surgiu e nos seguiu da mesma maneira de quando cheguei.
A partir disso, quando ficamos mais próximos do carro, ela tentou colocar sua mão na maçaneta do mesmo na maior cara de pau, mas Katsuki segurou o seu pulso antes disso e lhe encarou mais irritado do que o normal.
– O que pensa que está fazendo?- Ele perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Uai, abrindo o carro para você me levar para casa.- Sorriu sem graça.
– Eu não disse que iria levar.- Resmungou.
– Ah, entendi. É que você já vai levar ela para casa, porque é novata e não tem grana para comprar um carro próprio. - Riu.
– Cala a boca, porque você tem um carro e nem sequer usa.- Soltou ela.- Estou indo na casa dela para ver como o primo dela está. Aliás, o nome dela é {Nome}, não novata.
Makima ficou encarando ele com os olhos arregalados e pôs a mão no peito na tentativa de se fingir de sonsa. Depois bufou, virou as costas e finalmente foi embora.
Então, Bakugou abriu a porta do carro e sinalizou com a mão para que eu entrasse, algo que obviamente fiz enquanto mentalmente me sentia uma baita ricaça.
Antes dele ligar o carro, ele esticou o braço e pegou uma sacola no banco de trás, a qual estava com as coisas do Kota em dentro. Em seguida, deixou a mesma no meu colo e colocou o cinto de segurança.
– Obrigada.- Sorri.
Ele ligou o carro e começou a dirigir. Nisso, uma das músicas da playlist do automóvel começou a tocar automaticamente - sinceramente, é muita tecnologia para mim.
O nome da música era Starboy; mais uma que eu tenho a letra e a batida decorada na cabeça. A partir disso, comecei a balançar a cabeça no ritmo e cantar baixinho.
– Gosta desse estilo de música?- Katsuki perguntou.
– Sim, mas só essa, tem outras também.- Respondi.
– Entendi.- Falou antes de parar no semáforo fechado.- O médico te deu um papel dizendo sobre os remédios?
– Sim.
– Está com a folha aí?- Olhou para mim, depois para a minha bolsa.
– Não, devo ter deixado em cima do balcão lá na cozinha.- Supus.
– Tá, então quando chegarmos lá você me mostra para vermos juntos como vai ser.- Afirmou e acelerou o carro quando o sinal ficou verde.
Ao chegarmos no apartamento, vimos Kota e Eri dormindo no sofá do lado de Aizawa, o qual estava com os olhos totalmente fixados no desenho que passava na televisão.
Ele levou um susto quando me viu ali, por isso se levantou e desligou a televisão rapidamente. Depois coçou a sua nuca enquanto suas bochechas ficavam um pouco vermelhas.
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𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢
Fanfic🥇#katsuki 🥇#bakugou 🥇#katsukibakugou Narrado pela própria protagonista. {Nome}, uma mulher que sempre foi dedicada ao seu trabalho, mas após um tempo as coisas começaram a sair fora do controle. Não conseguia mais acordar cedo e acabava se atra...
