57°- Ex

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Bom, depois que Katsuki chegou todo feliz com três pizzas, não demorou muito para a gente atacar as mesmas e rapidamente ficarmos cheios, deixando poucos pedaços de sobra.

Com isso, eles dois me ajudaram com a louça e depois se espalharam pela casa, e eu aproveitei para isso para ir sentar em uma das cadeiras da sacada do apartamento e relaxar.

Passei as mãos pelos meus cabelos que estavam meio bagunçados e fiquei encarando aquela maravilhosa vista, logo escutando o barulho das patas de Marley vindo até aqui.

Ele me olhou por um tempo e depois se aproximou, se sentando ao meu lado e depois levando seu foco para o movimento da cidade, tendo seus olhos iluminados pelas diversas luzes espalhadas pelos prédios.

Fiz carinho no cachorro e levei a minha atenção para a mesma direção que a dele, sorrindo por me sentir realizada de estar ali.

Contudo, tenho certeza de que ainda posso conquistar muito mais.

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☦︎༄Três dias depois.
☦︎༄07:57.

O pai de Katsuki foi liberado ontem, o que deixou o loiro extremamente feliz, e também já fez os outros familiares quererem marcar a tal festa.

A qual, no caso, ocorrerá hoje.

Sendo assim, nesse momento estou terminando de ajeitar a minha roupa no meu corpo na frente do espelho, isso ao mesmo tempo que encaro Katsuki pelo reflexo do mesmo.

Ele deu um tapa nas próprias costas, na tentativa de matar um mosquito, e acabou me pegando no flagra.

Então, disfarcei, peguei o meu perfume e passei onde eu saberia que os familiares dele iriam sentir o cheiro quando me abraçassem. 

Fiz tudo isso fingia não ver Katsuki se aproximar lentamente de mim antes de me abraçar por trás e dar uma cheiradinha na curvatura do meu pescoço. 

– Eles vão adorar você.- Sussurrou no meu ouvido.

– Eu sei.- Me virei para ele e lhe dei um selinho.- Arruma essa cama que eu vou ver como Kota está.

– Você que manda.- Me soltou, e eu saí do cômodo.

Quando cheguei no quarto do garoto, encontrei ele irritado enquanto tentava ajeitar seu cabelo,  sempre bufando e resmungando diversas vezes.

Me aproximei dele e comecei a ajudá-lo, até que finalmente consegui deixar seu cabelo do jeito certo e dei um beijo na sua testa.

– Espero que todo esse trabalho tenha valido a pena.- Disse ele e cruzou os braços.

– Também espero.- Sorri.

Nisso, escutamos Katsuki bater na porta, então levamos a nossa atenção para ele, o qual balançou a cabeça sinalizando que já estava na hora da gente ir.

Sendo assim, após Kota colocar o guia em Marley, saímos do apartamento e fomos para o elevador depois que tranquei a porta.

Logo estávamos na garagem, onde entramos no meu lindo e maravilhoso carro antes de irmos para fora do prédio e nos juntarmos aos outros carros do trânsito.

O loiro foi me guiando até a casa de seus pais como se eu não soubesse onde é, isso até que mandei ele calar a boca e ri por ver a sua cara começar a emburrar.

Quando estávamos chegando perto da casa dos pais dele, percebi que tinham vários carros estacionados pela rua e principalmente na frente da moradia.

Então, acabamos gastando mais algum tempinho para acharmos um lugar para pararmos.

– Pronto.- Falei depois de estacionar.- Não fique emburrado, vão pensar coisas ruins de mim desse jeito.

– Como se isso fosse a coisa mais importante.- Resmungou e cruzou os braços.

– Eu vou deixar vocês se resolverem.- Murmurou Kota antes de sair do carro junto com Marley.

Tirei o cinto de segurança, encarei Katsuki e depois dei um beijo na sua bochecha, fazendo as mesmas ficarem um pouco vermelhas.

Soltei um risinho fraco e saí do carro, esperando o loiro também sair para trancar o mesmo.

Em seguida, seguimos quietos o caminho até a casa dos pais dele, parando apenas para deixar Marley fazer as suas necessidades.

Foi então que o homem segurou firmemente uma das minhas mãos, e eu aproveitei para pegar a de Kota, o qual sorriu gentilmente para nós dois.

Quando chegamos na frente da casa, Katsuki respirou fundo, olhou diversas vezes para mim e Kota e bateu na porta diversas vezes até sua mãe atender.

Ela estava com uma cara de brava quando surgiu, mas essa logo sumiu rapidamente quando seus olhos foram levados na minha direção, se tornando uma totalmente alegre.

– {Nome}!- Gritou ela me abraçando.- Quanto tempo não te vejo!

– Verdade.- Ri.- Mas você está linda como sempre, Mitsuki.

– Muito obrigada, querida.- Deu um beijo na minha testa.

Olhei para Katsuki pelo canto do olho, o qual estava com o cenho extremamente franzido na direção da mulher, e dei um sorrisinho de canto.

Ela deu um abraço forte em Kota e depois um tapa no peito do homem, logo dando espaço para entrarmos na casa para cumprimentarmos Masaru e os outros diversos convidados.

Todos pareciam gostar de mim, principalmente o bebê de uma das tias de Katsuki, pois ele não tirou mais os olhos de mim depois que sorri para o mesmo.

Contudo, assim que pensei nisso, a namorada de um outro primo de Katsuki me olhou com uma cara feia quando fui cumprimentar e me apresentar para os dois.

Depois começou a me fazer diversas perguntas, como se quisesse demonstrar que conhece o loiro há muito mais tempo, mas ela foi cortada quando Bakugou me puxou para um canto.

Ele passou seu braço atrás de mim e colocou a mão na minha cintura, segurando a mesma com firmeza. Então olhei para o homem e vi que olhava sério para a mulher.

– Não liga para ela.- Afirmou.- Ela gosta de ser insuportável.

Dei uma olhada rápida para a mulher, a qual conversava com o seu namorado de uma forma que parecia forçada e não parava de ficar olhando de relance para Katsuki.

Então franzi o cenho e levei de volta minha atenção para o maior, indignada com a pergunta que se passou na minha cabeça.

– Ela é uma das suas exs?- Arqueei uma sobrancelha.

– Sim.- Assentiu ele e soltou um suspiro.- Eu já estava esperando por tudo isso.

– Imagino.- Resmunguei.

Com isso, Kota correu na nossa direção perguntando se podia ir brincar com as outras crianças lá no quintal, sorrindo alegremente quando eu e Katsuki assentimos.

Em seguida, após ele sair, nos entreolhamos e sorrimos um para o outro, em seguida Bakugou me puxou bem mais para perto dele para dar um beijo na minha testa.

– Essa mulher está com uma tremenda inveja de você.- Sussurrou no meu ouvido.

– Que bom, espero que ela morra disso.- Comentei, e ele riu.

Nisso, o pai de Katsuki se aproximou e começou a conversar com a gente, fazendo nós rirmos quando ele comentou que também não gostava nada daquela garota.

𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢 Onde histórias criam vida. Descubra agora