Acariciei seus cabelos delicadamente, logo concluindo o que eu iria dizer.
Contudo, na hora em que fui dizer, senti uma vontade imensa de vomitar, fazendo eu me levantar abruptamente, correr ao banheiro e erguer a tampa do vaso.
Logo quando tudo começou a sair, senti uma das mãos de Katsuki nas minhas costas, enquanto a outra estava segurando o meu cabelo para trás.
Não era o momento certo para isso ter acontecido, pois agora eu havia esquecido completamente o que dizer para ele - é uma pena querer controlar coisas que não posso.
Minutos depois, parei de vomitar, e o homem se levantou. Ele me ajudou a também ficar de pé, me levou até a pia e limpou o meu rosto.
– Vamos para a cama.- Afirmou me ajudando.
Quando me sentei na cama, acompanhei com meus olhos Katsuki sair rapidamente do cômodo, em seguida olhando para as minhas mãos enquanto cruzava as mesmas.
Foi então que ele voltou com um copo de água, o qual me entregou.
Ficamos em silêncio enquanto eu bebia lentamente a água, ambos olhando para o chão.
Eu sabia que ele ainda estava muito mal, sabia que ele precisava do meu apoio, mas a situação ficou complicada por eu ter passado mal na hora.
Quando terminei de beber a água, deixei o copo no criado mudo e olhei para ele, em seguida impedindo uma lágrima de terminar de escorrer por sua bochecha.
O homem olhou para mim e me abraçou, enterrando o rosto na curvatura do meu pescoço.
– Você é o homem mais incrível que eu já conheci, sabia?- Perguntei retribuindo o abraço.- Você nunca, durante todo o tempo em que passamos juntos, passou do limite.
– Claro que já, naquele dia que brigamos e você foi embora.- Disse com sua voz chorosa.
– Você estava mal, Katsuki. E você não deixou uma marca sequer em mim.- Afirmei.- Naquele dia eu também passei do limite, mas o importante foi que conversamos e percebemos nossos erros, como sempre fizemos.
Ele se distanciou de mim, deixando eu ver seu rosto molhado pelas diversas lágrimas que escorreram e ainda escorrem pelo seu lindo rosto.
– Eu te amo, Katsuki. Você sabe que nós sempre conversamos quando temos um problema e mantemos o respeito um com o outro mesmo quando o assunto precisaria de diversos xingamentos.- Murmurei.
Levei uma de minhas mãos ao seu rosto, acariciando sua bochecha enquanto via ele ficando melhor.
– E se um dia eu passar mais do que o limite?- Sussurrou.
– Você não vai.- Resmunguei.- Te conheço a tempo suficiente para saber que você sabe exatamente o seu limite e sabe controlar para não ultrapassá-lo, afinal, você é extremamente forte.
Limpei a última lágrima que recém saiu do seu olho e lhe dei um selinho antes de nos abraçarmos mais uma vez, agora sentindo ele verdadeiramente calmo.
– Eu te amo, {Nome}.- Sussurrou.
– Eu também te amo.
Ficamos abraçados por mais alguns minutos, até que ele decidiu ir tomar um banho. Sendo assim, voltei para a cozinha e comecei a fazer o almoço.
Kota ainda estava sentado à mesa, quieto e totalmente concentrado no desenho de paisagem que estava fazendo.
Saber que ele ficou quietinho ali me deixou aliviada, porque mesmo o menino já sabendo da gravidez, evitamos de qualquer forma que veja eu passando mal.
Depois que coloquei o macarrão para cozinhar, me apoiei na mesa e fiquei olhando para o quintal pela janela acima da pia.
Nisso, senti Nijel se esfregar nas minhas canelas enquanto miava sem parar, o que me obrigou a sair da cozinha para dar comida para ele e Marley.
Foi então que, quando me abaixei para pegar os potes de água, senti como se tudo estivesse girando e caí de joelho no chão, me molhando um pouco.
No mesmo instante, senti uma mão nas minhas costas.
– Você está bem?- Escutei Katsuki perguntar.
Coloquei uma mão na minha testa, fechei meus olhos e respirei fundo várias vezes, esperando a tontura passar antes de responder ele.
Senti ele dar um beijo na minha bochecha, demonstrando que ainda estava ali e não sairia até eu dar algum sinal verdadeiro de vida.
– Quer um doce?- Perguntou repentinamente, e eu assenti com a cabeça.
Abri meus olhos quando não senti mais a mão dele nas minhas costas, em seguida olhando para ele quando o homem voltou com uma barra de chocolate em sua mão.
Ele se sentou do meu lado, abriu o chocolate, quebrou um pedaço e pediu para eu abrir a boca, o que fez eu rir pois isso era uma das coisas estranhamente românticas dos filmes.
Comi o pedaço de chocolate que ele me entregou, olhando para o homem que ainda me encarava de forma preocupada, mas que sorriu quando eu dei um selinho nele.
Depois que eu me senti melhor, o loiro me ajudou a levantar, pegou os potes de água dos animais e foi comigo para a cozinha.
– O que está desenhando, Kota?- Perguntou Katsuki enquanto enchia os potes.
– Uma paisagem.- Afirmou.
– Deixa eu ver.- Disse se virando, e o menino lhe mostrou.- Aposta quanto que eu consigo desenhar melhor que você?
– Nada, afinal, você NÃO consegue.- Sorriu convencido.
– Espera só um pouco.- Pegou os potes, saiu rapidamente e voltou segundos depois.
Ele sentou à mesa, pegou uma folha branca, escolheu seus lápis e começou a desenhar, provocando Kota de uma forma que quase deu briga depois.
Continuei fazendo o almoço tranquilamente, então olhei mais uma vez para a janela e…
– Katsuki.- Chamei dando alguns passos para trás até encostar na mesa.
Aquele homem, aquele dos meus pesadelos, estava parado no meio do quintal, olhando para mim, diretamente para mim, com um sorriso no rosto, um sorriso síndico, maldoso, horrível.
– Oi, sim, ele está aqui.- Escutei Katsuki dizer.
Logo, me encontrava sentada em uma das cadeiras perto da mesa, com Katsuki conversando com alguém no celular, enquanto Kota estava do meu lado me confortando.
É horrível ainda sentir a merda daquele medo, pois já era para eu ter superado ele depois de ter ficado esse bom tempo sem senti-lo.
Logo escutei a sirene da polícia na frente de casa, a porta da frente se abrir e segundos depois a de trás - não havia visto nada do que aconteceu, passei o tempo todo olhando para o chão.
Só sei que, pelo o que ouvi, conseguiriam levar aquele homem, o qual não falou e nem lutou.
Ainda bem, pois não havia mesmo o que dizer e muito menos lutar.
Após alguns minutos, tudo silenciou, só se escutava o barulho das panelas cozinhando a comida, e os passos de Katsuki voltando para a cozinha.
Então eu me perguntava, por que ainda estou paralisada?
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𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢
Hayran Kurgu🥇#katsuki 🥇#bakugou 🥇#katsukibakugou Narrado pela própria protagonista. {Nome}, uma mulher que sempre foi dedicada ao seu trabalho, mas após um tempo as coisas começaram a sair fora do controle. Não conseguia mais acordar cedo e acabava se atra...
