Nesse momento estou sentada na cadeira da ponta da mesa - porque um bunda mole me mandou -, esperando Katsuki vir me trazer a macarronada que ele fez.
Já havia apenas talheres e um copo na minha frente, mas logo Katsuki apareceu trazendo um pratinho com macarronada em cima de uma bandeja, fazendo parecer que eu estava em algum restaurante chique.
Ele colocou o prato na minha frente e voltou para a cozinha, em seguida apareceu novamente. Mas dessa vez sem a bandeja, apenas com uma jarra de suco de abacaxi.
O loiro encheu o meu copo e deixou a jarra ali, então puxou uma cadeira para o meu lado e sentou-se, esperando eu mexer pelo menos um pouco na comida.
– Que prato grande.- Debochei.
– É.- Resmungou.- É que eu sei que você não vai comer muito.
Senti uma dor na minha barriga, então peguei o garfo e comecei a mexer na macarronada com um pouco de receio, depois olhei para Katsuki e neguei com a cabeça.
– Eu não consigo.- Murmurei, e ele passou uma das mãos no seu rosto.
– Vamos fazer diferente.- Falou se levantando, indo para a cozinha e voltando da mesma com duas maçãs na mão.- Eu já esperava por isso, então apenas fiz o tanto que eu comeria.
O homem começou a cortar as maçãs em pedaços, e eu apenas fiquei admirada com o quão concentrado ele ficava para lidar com comida.
A partir disso, de forma inesperada ele aproximou um dos pedaços da minha boca e ficou me encarando, sinalizando que era para eu comer aquilo.
Abri lentamente a minha boca e dei uma mordida, mastigando devagarinho em seguida. Depois, peguei o pedaço da mão dele e comi sozinha.
Fizemos isso com mais alguns pedaços da fruta, até que eu já consegui comer os outros sozinha.
– Como se sente?- Ele perguntou.
– Acho que mais cheia.- Ri nasalado.
– Tá, agora quer tentar comer a macarronada?- Pegou o garfo e enrolou o macarrão no mesmo.
– Sei lá.- Murmurei, e ele olhou no fundo dos meus olhos.- Pode ser.
Abri a minha boca e comi o que estava no garfo, mastigando o macarrão da mesma maneira de quando estava comendo a maçã; cara, aquilo estava muito bom.
– Mais uma garfada.- Pedi e pude notar os olhos de Katsuki se iluminaram.
Após alguns minutos, eu já havia comido toda a macarronada do prato e estava tomando meu suco, enquanto isso Katsuki levava as coisas para a cozinha.
Em seguida, me levantei, fui para o mesmo cômodo que o loiro, terminei de tomar rapidinho o meu suco e deixei o copo em dentro da pia junto com as outras louças sujas.
– Você não vai jantar?- Perguntei para o loiro, que colocava o resto da macarronada dentro de um pote.
– Na verdade a minha janta é só café.- Afirmou e fechou o recipiente.- Pode deixar que eu lavo a louça.
– Não, essa parte pode deixar que eu faço.- Afirmei enquanto ele guardava a jarra e o pote dentro da geladeira.
– Deixa de ser teimosa.- Cruzou os braços e se aproximou de mim.
– Não, agora saia.- Cruzei os braços também.
– Saia você.
– A casa é minha.
– Mas quem pagou fui eu.- Sorriu convencido.
– Foda-se.- Peguei a esponja e comecei a lavar a louça.
– Ei!- Tirou a esponjinha da minha mão.
– Vai tomar no teu cu, porra.- Empurrei ele.- Lave essa merda então.
– Sério que você vai ficar brava?!- Perguntou enquanto eu saía da cozinha.
Fui para a sala de estar batendo os pés, me joguei no sofá e liguei a televisão, deixando em um desenho aleatório.
Porra, eu odeio deixar as pessoas fazerem tudo por mim, porque parece que eu não sei fazer nada além de conseguir me enterrar em todas as merdas da vida.
Cruzei os braços e comecei a resmungar. Contudo, o trovão de um raio que caiu perto daqui fez eu me encolher, arregalar os olhos e ficar totalmente paralisada no canto do sofá.
A partir disso, as luzes começaram a falhar, até que tudo ficou escuro. Essa situação fez o meu coração começar a acelerar e ver coisas sem lógica.
Entretanto, todo esse desespero sumiu quando Katsuki surgiu segurando o seu celular com a lanterna do mesmo ligada, a qual apontou para mim e deu risada da minha cara.
– Vou ir me deitar, acho que você deveria também.- Debochou, e eu me levantei rapidamente do sofá.
Peguei meu celular, liguei a lanterna dele e fui para o meu quarto iluminando o chão por onde eu andava, tremendo e paralisando no caminho todas as vezes que ouvia um trovão.
Quando finalmente já estava debaixo das cobertas, soltei um suspiro de alívio e entrei no WhatsApp, não ficando surpresa por não ter nenhuma mensagem.
Entrei no contato de Midoriya e fiquei olhando as nossas conversas, as quais eram compostas de poucas trocas de palavras e parecia que nenhum dos dois se esforçava para puxar um papo melhor.
Sinceramente, neste momento de medo que estava sentindo, a única coisa que eu queria ouvir era a voz dele me dando notícias de como está ou dizendo pelo menos um "oi".
Com isso, o meu celular vibrou avisando que alguém havia me mandado mensagem. Quando fui ver, era Katsuki.
~ O que está fazendo acordada?
~ Sabe que temos trabalho amanhã
Sim, chefia-
Mas não estou conseguindo dormir-
~ Quer que eu vá aí?
Senti as minhas bochechas ficarem vermelhas e dei um pulo de susto ao ouvir mais um trovão, o qual dessa vez foi mais perto.
SIM-
~ Tá
Em poucos segundos, vi a luz da lanterna do celular de Katsuki no corredor, então o loiro surgiu no meu quarto, subiu em cima da cama e se enfiou debaixo das cobertas.
Ele desligou a lanterna e o celular, depois colocou o mesmo no criado mudo.
– Estava conversando com o Midoriya?- Perguntou se virando para mim.
– Não.- Olhei para o loiro.- Estou preocupada com esse merda, ele não me manda uma sequer notícia de como está ou algo do tipo.
– É igual aquela música: "if he was a winner. Girl, you wouldn't have to worry bout a damn thing".- Cantou.
(Se ele fosse um vencedor/Ô cara. Garota, você não teria que se preocupar com nada.)
– Ui, bilíngue.- Falei sarcástica e olhei de volta para o contato de Midoriya.- Às vezes parece que não somos nada.
– Quer saber?- Tirou o celular da minha mão.- Vamos dormir.
– Boa ideia.- Concordei.
Ele desligou o meu celular e deixou-o ao lado do dele. Depois, ficamos deitados um de frente para o outro - eu sentia sua respiração no meu rosto, mas isso não me fazia saber se o homem estava acordado ou não.
Dei de ombros de qualquer forma e fechei meus olhos, em seguida pegando no sono.
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𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢
Fiksi Penggemar🥇#katsuki 🥇#bakugou 🥇#katsukibakugou Narrado pela própria protagonista. {Nome}, uma mulher que sempre foi dedicada ao seu trabalho, mas após um tempo as coisas começaram a sair fora do controle. Não conseguia mais acordar cedo e acabava se atra...
