72°- Uma boa conversa

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Quando Kota e Katsuki chegaram em casa, os homens já tinham ido embora fazia umas duas horas, e eu estava deitada no sofá assistindo um filme chamado "Continência do Amor". 

Estava começando os créditos quando Kota surgiu na minha frente, pegou o controle da minha mão, desligou a televisão, deitou ao meu lado e me abraçou com força. 

– Tudo bem para vocês se eu fizer só torrada?!- Perguntou Katsuki da cozinha. 

– Pode ser!- Respondemos.

Eu retribuí o abraço de Kota com o mesmo carinho, dando beijos em sua cabeça e ouvindo com atenção ele contar as coisas que aconteceram no seu dia. 

– Semana que vem vai ter reunião de pais na escola.- Murmurou o menino.

– Dia?- Passei as mãos pelos seus cabelos. 

– Na terça.

– Katsuki!- Chamei, e o mesmo veio rapidamente até nós.- Semana que vem vai ter reunião de pais, você pode tirar uma folga para a gente poder ir?

– Mas vocês não são meus pais.- Resmungou o garoto.

– Somos tipo isso, porque cuidamos de você como pais devem cuidar de seus filhos.- Sorri simples.

– E quando vocês tiverem um bebê? Ainda vão me dar atenção como filho?- Arqueou uma sobrancelha, e eu olhei para o loiro.  

Dava de perceber que ele estava com as bochechas vermelhas mesmo tampando a metade do seu rosto com uma de suas mãos enquanto me encarava com seus olhos se enchendo de brilho. 

Era como se o homem estivesse imaginando todo o nosso futuro apenas com a pergunta do jovem, o que me deixou com o coração um pouco acelerado e quentinho.

– Sim.- Respondi voltando a minha atenção para Kota.- Afinal, esse bebê vai servir como seu irmão ou irmã. 

O garoto sorriu alegremente e me abraçou de volta, enterrado o rosto no meu peito enquanto voltava a falar sobre seu dia mais alegre do que antes, fazendo eu ficar feliz também.

Então, senti o loiro as mãos nos meus cabelos e quando olhei para Katsuki, recebi um beijo rápido e depois diversos beijos gostosos nas minhas bochechas. 

Era como se ele estivesse me agradecendo, pelo o quê? Não sei. 

O maior foi para a cozinha, e Kota se ajeitou melhor no sofá quando eu liguei de volta à televisão, levando sua atenção para a mesma e ficando animado quando coloquei "Os Jovens Titãs em Ação".

Fiquei assistindo com o menino até Katsuki surgir no sofá segurando um prato com as torradas, deixando o mesmo em cima da mesinha de centro antes de voltar para a cozinha buscar nossos cafés. 

Em poucos minutos, estávamos todos sentados no sofá, comendo enquanto mantemos nossos olhos na televisão, a qual se tornou a única luz da casa depois que Katsuki desligou a da cozinha. 

O loiro passou o braço por trás do meu pescoço e me puxou para perto delicadamente, deixando a minha cabeça deitada no seu peito.

Kota bufou com a ação do mais velho, e eu acariciei seus cabelos para lhe acalmar, agora fazendo o homem bufar e me soltar - afinal, por que eles estão com tanto ciúmes assim? 

Franzi o cenho, soltei um suspiro e dei uma resmungada ao esforço para me levantar sozinha, em seguida segurando meu próprio braço quando o loiro tentou segurá-lo. 

Fui para a cozinha com dificuldade e senti dois pares de olhos queimando as minhas costas, não levando a minha atenção para eles nem quando começarem a discutir baixinho. 

Peguei o copo que já estava em cima da pia, enchi de água e bebi, fazendo uma careta ao sentir dores na minha barriga e me encostando na beirada da mesa, desanimando. 

Havia me lembrado de que a minha menstruação ainda não tinha chegado.

Passei as mãos nos meus cabelos, bebi o último gole de água que havia no copo e deixei o mesmo dentro da pia, fechando o punho ao sentir algo escorrer no meio das minhas pernas. 

Estava de shorts, então quando olhei para o meio das minhas pernas e fiz mais uma careta por ver sangue escorrendo pela parte interna da minha coxa. 

– KATSUKI!- Chamei, e ele veio correndo me atender.- Olha.- apontei para o sangue.

Ele se aproximou um pouco e fez uma cara de tristeza ao ver aquilo, depois chegou mais perto, me pegou no colo e rapidamente foi até a escadaria, subindo ela na mesma velocidade. 

O homem me deixou sentada no vaso sanitário do banheiro do nosso quarto, em seguida se retirando e voltando com um absorvente, meu pijama e uma toalha de banho. 

– Vou te ajudar a tomar banho.- Afirmou ele tirando a própria camisa.

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Ele me colocou sentada na cama com toda a delicadeza do mundo, em seguida deu um beijo na minha testa, sorriu de forma simples e sentou ao meu lado. 

– Gostei do que você disse para Kota.- Murmurou.

– Sobre sermos como pais dele?- Arqueei uma sobrancelha.

– Também.- Deu de ombros.- Mas principalmente sobre quando tivermos um bebê.

Senti as minhas bochechas ficarem vermelhas quando um sorriso fofo surgir no rosto do maior e os olhos dele brilharem enquanto encarava o chão.

– Eu te amo.- Falei, e ele me olhou. 

Ficamos se encarando por um tempo, até que o homem colocou uma das suas mãos na minha nuca, fazendo a gente começar a se aproximar no mesmo instante. 

Sendo assim, não demorou para nossos lábios já estarem colados e nossas línguas começarem a competir por espaço em nossas bocas - o que é óbvio.

Levei as minhas mãos para os seus cabelos, passando levemente os dedos por entre os fios macios e cheirosos dos mesmos, soltando um gemidinho ao perceber que essa ação aprofundou o beijo. 

Ele levou a mão que estava no meu pescoço para a minha coxa, a qual apertou e massageou com o polegar; enquanto a outra foi parar na minha bochecha, se mantendo ali. 

Após poucos minutos, comecei a ficar com falta de ar, mas mesmo eu não querendo parar de beijá-lo, esse se tornou o motivo pelo qual ele se distanciou. 

– Com licença.- Resmungou Kota enquanto entrava no quarto.- Eu estou indo dormir, então vim dizer boa noite.

O menino se aproximou e me abraçou, em seguida foi até Katsuki, ficou encarando o mesmo por um tempo com uma cara emburrada e depois riu antes de abraçá-lo. 

Após o pequeno sair do quarto, o homem se levantou, fechou a porta do cômodo e em seguida veio me ajudar a rolar para o meu lado da cama. 

– Amanhã vou ter que ir cortar o cabelo.- Se espeguiçou.- Talvez a minha mãe venha aqui.

– Olha, nada contra ela vir aqui, mas não ia ser um dia apenas para nós dois?- Perguntei enquanto cobria meus pés.

– Pois é, eu disse isso para ela, mas você sabe como é a minha mãe.- Tirou uma mecha de cabelo do meu rosto.- Mas ela disse que vai embora depois do almoço.

Com isso, dei de ombros e abracei o homem, fazendo movimentos circulares no seu peito com o polegar até finalmente dormir. 

𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢 Onde histórias criam vida. Descubra agora