Assim que deu a hora do almoço, decidi ir almoçar num restaurante com a minha família, pois hoje Katsuki não poderia comprar a nossa comida e vir almoçar comigo na floricultura.
Não reclamei disso, pois precisava mesmo de um tempo com os meus familiares- havia muita coisa para colocarmos em dia.
A mulher do meu irmão ficou o tempo inteiro me olhando estranho, fazendo com que eu me sentisse atacada e mantivesse uma distância física e visual dela.
Durante o almoço, fiquei ouvindo sobre como haviam sido esses meses por parte da minha mãe, os quais praticamente foram feitos de muito sarcasmo e momentos engraçados.
A forma como ela e Megane contavam sobre tudo, fez automaticamente meu corpo se aquecer, pois quando minha mãe ainda estava com meu pai, assuntos de casa deveriam ficar em casa.
Até dava de entender o porquê dela realmente nunca falar nada, afinal, na nossa moradia não havia nenhum tipo de acolhimento, só tinha ódio e brigas.
É bom ver como ela agora se sente bem falando tudo, até mesmo das brigas - que sinceramente são mínimas.
Foi então que meu celular começou a tocar. Sendo assim, pedi licença e me distanciei da mesa em passos rápidos, indo para o banheiro antes de atender a ligação.
- Alô?- Perguntei assim que atendi.
- Oi, aqui é da escola do seu filho Kota. Ele acabou de brigar com um coleguinha, gostaríamos que você viesse e resolvesse a situação conosco.- A coordenadora enjoada falou.
Respirei fundo.
- Claro, em menos de quinze minutos eu estou aí.- Afirmei e desliguei o telefonema.
Passei as mãos nos meus cabelos, lembrando que eu não havia vindo com meu carro até o restaurante, situação na qual me obrigou a ligar para Katsuki.
Quando ele atendeu, e enquanto eu explicava as coisas, escutei um barulho de chaves e o homem falando em um sussurrou para alguém ficar no seu lugar mais uma vez.
Certo, ele já estava vindo, iríamos resolver isso juntos.
Assim que desliguei a chamava, avisei meus familiares que havia acontecido um problema com Kota, então daqui alguns minutos precisaria sair.
Confesso que estava extremamente preocupada, temendo que ele tivesse se machucado demais. Contudo, no meio de toda a confusão, me perguntei porque falaram que ele é meu filho.
Afinal, todas vêem a diferença nos sobrenomes, além de que muitas vezes ele já me chamou de prima na frente de muitas professoras, até da própria diretora e coordenadora.
Pensando nisso, escutei uma buzina na frente do restaurante, fazendo eu me despedir de todos e ir até o carro estacionado exatamente na frente do lugar.
Assim que entrei e fechei a porta, Katsuki começou a dirigir rapidamente.
- Amor, se elas estiverem erradas de alguma forma, esclareça, mas não surte.- Falei lembrando da última vez que isso aconteceu.
- Tá.- Vi ele apertar com força o volante.- Mas se eu ver elas te estressando, algo que não pode acontecer na gravidez, vou esculhambar aquelas putas.
Coloquei a minha mão em cima da coxa dele, fazendo o mesmo direcionar seu olhar para mim por pequenos milésimos.
- Eu não vou me estressar, assim como você não vai.- Me inclinei e dei um beijo na sua bochecha.
Ele segurou a minha mão que estava na minha coxa quando paramos na frente da escola, em seguida olhou para mim e assentiu antes dar um beijo na minha testa.
Saímos do carro, entramos na escola e fomos em passos rápidos até a direção, onde encontramos Kota sentado em uma cadeira, com o rosto com alguns cortes, esses menores do que os das mãos.
Ele havia atacado mais.
Corri até ele sem ligar para as outras pessoas dali, recebendo um abraço do mesmo enquanto o mesmo começava a chorar - isso automaticamente fez eu entender que ele não estava errado dessa vez.
- Já deu de amor, precisamos de algo sério.- Afirmou a mulher que estava ao lado do outro garoto.
Esse mesmo menino, estava com o rosto um pouco mais machucado, mas também havendo ferimento nos braços.
- O seu filho brigou com o meu.- Disse o óbvio.
- Acho que dá para você ficar quieta e deixar a coordenadora explicar a situação, dizer o óbvio não vai mudar nada.- Katsuki resmungou parando bem ao lado de nós.
- Certo.- Começou a mesma.- Minutos atrás foi o recreio, as crianças estavam brincando tranquilamente, e, pelo o que foi dito por Kota, Hiroki tentou puxar os cabelos de Eri, fazendo eles começaram a discutir e brigar.
- É mentira! Meu filho nunca faria isso!- Disse a mãe segurando o rosto do garoto.- Olha o rostinho dele, não merecia ter sido estragado por um merdinha como ele!
- OLHA COMO VOCÊ FALA DO MEU FILHO, SUA MERDA! VOCÊ ESCUTA AS VERDADES E AGORA NÃO QUER ACEITAR!- Segurei o braço de Katsuki, fazendo ele automaticamente parar.
- Podem chamar a Eri, por favor?- Pedi calmamente no meio de todo aquele caos.
Sendo assim, a coordenadora assentiu, pegando o telefone e ligando.
- Mãe, eu juro, eu não fiz nada de errado.- Kota choramingou.
- Calma.- Falei abraçando ele fortemente.- Se elas te darem suspensão, não fará mal algum, só terá algumas férias adiantadas.
Quando soltei ele, dei um beijo na sua testa, passando o dedo por cima do seu nariz, pois era um dos únicos lugares que não foi afetado nessa briga.
Minutos depois, Eri apareceu, com o cabelo um pouco bagunçado. Ela olhou para mim e para Kota, indo dar um abraço do mesmo antes de se ficar parada bem na frente de Katsuki.
Ela deu uma rápida olhada para ele, não ficando com medo do homem estar com uma cara de brava que faria qualquer um sentir temor e querer se distanciar.
- Eri, por favor, diga a sua parte da história.- Pedi.
- Ela não precisa dizer nada! Está na cara o culpado de tudo!- A mãe pareceu desesperada.
- Eu estava brincando com as minhas bonecas, enquanto Kota estava jogando bola com alguns amigos dele. Quando fui chamar ele para vir ficar comigo, ele - Apontou para o outro menino.- veio puxar os meus cabelos.
Ficamos um tempo em silêncio, esperando ela terminar.
- Kota veio até nós e deu um soco nele, depois só continuou a brigar quando viu que eu já estava longe o bastante para não me machucar.- Terminou.
A coordenadora respirou fundo e olhou para os dois garotos, em seguida para nós adultos. Ela começou a mexer nas gavetas e colocou dois papéis em cima da mesa.
- Senhora,- Chamou a mãe.- assine essa advertência.
- O quê?! Quem tem que assinar é eles!- Recuou.
- Senhor ou senhora,- Trouxe para perto o outro papel.- uma suspensão de sete dias.
Sem reclamar, Katsuki foi até a mesa e assinou o papel, em seguida passou as mãos pelos cabelos de Katsuki, pegou a mochila de Kota no chão antes de pegar o mesmo no colo.
- Vamos.- Me chamou e saiu.
Olhei para Eri, que estava com uma cara de preocupada. Então, segurei uma das suas mãos e dei um beijo na sua testa, em seguida saindo da direção.
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𝔒 𝔇𝔢𝔰𝔱𝔦𝔫𝔬 𝔫𝔬𝔰 𝔰𝔲𝔯𝔭𝔯𝔢𝔢𝔫𝔡𝔢
Fiksi Penggemar🥇#katsuki 🥇#bakugou 🥇#katsukibakugou Narrado pela própria protagonista. {Nome}, uma mulher que sempre foi dedicada ao seu trabalho, mas após um tempo as coisas começaram a sair fora do controle. Não conseguia mais acordar cedo e acabava se atra...
